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Carlos Barbot Bravo em família

Carlos Barbot Bravo e Sandra Fontes receberam-nos em sua casa com o filho, Carlos, de cinco anos, e Tomás, de 12, e Sofia, de 19, filhos do primeiro casamento do empresário.

Andreia Guerreiro
15 de novembro de 2010, 18:54

Aos 47 anos, Carlos Barbot Bravo continua em busca de novos desafios e, com o apoio da família, vai inaugurar na próxima semana uma casa de pasto na Foz, uma "tasca fina", como explica, mostrando a sua ambivalência e empreendedorismo. A CARAS esteve com o empresário no apartamento que tem na Foz, no último andar de um prédio construído pelo avô.

Carlos, que tem na família o seu grande pilar, casou-se em 1988 com Isabel Seruca, com quem teve dois filhos, Sofia, que nasceu em 1991, e Tomás, em 1998. Pouco tempo depois divorciou-se e, em 2000, iniciou uma relação com Sandra Fontes. Sandra e Carlos não se casaram, mas, após dez anos de partilha de vida e com um filho em comum, Carlos, de cinco anos, sentem-se como marido e mulher.

Empenhado, desde há 23 anos, no negócio da família, a empresa de matérias-primas para têxteis Carlos Bravo e Filhos, Lda., o economista, que se formou em Londres, tem como escape a decoração e a arte. Criativo e com um sentido estético apurado, é constantemente requisitado pelos amigos para organizar festas e diverte-se a fazê-lo.

Sandra Fontes e Carlos Barbot Bravo
Sandra Fontes e Carlos Barbot Bravo
Bruno Barbosa
-
Como é a relação da Sofia e do Tomás com o irmão mais novo?

Carlos Barbot Bravo -
O Carlos foi muito desejado por nós e pelos irmãos e dão-se todos muito bem. Apesar da Sofia ser mais velha, é muito ligada ao Carlos. E o Tomás brinca imenso com ele e é muito protetor, preocupa-se muito com o irmão. Dos três, é o Tomás que tem o melhor feitio. É muito sensível. São todos diferentes. A Sofia é muito calma e ponderada. O Carlinhos é o mais traquina de todos.


-
Está na empresa da sua família há mais de 20 anos. Acha que tem seguidores nos seus filhos?

- Creio que não. A Sofia está em Gestão de Empresas, e é isso que quer fazer. Já o Tomás tem tendência para as artes, para o teatro. De qualquer forma, acho que a empresa não é futuro. Eu próprio já estou a tentar sair do têxtil e a procurar outros caminhos...


-
E que caminhos são esses que gostava de percorrer no futuro?

-
Há muitos anos que sou apaixonado por arte, pintura e decoração. Aliás, devia ter sido decorador quando saí da faculdade, mas tinha a responsabilidade de seguir o negócio da família... Agora, estou a dar-me uma nova oportunidade. Não vou lamentar o que fiz, mas está na altura de fazer aquilo de que gosto mesmo, e a decoração é cada vez mais uma realidade. Além disso, um amigo meu tem uma galeria e estou a começar a negociar arte. Claro que, como tudo, também essa área está parada, as pessoas estão a ver o que vai acontecer a nível económico. Mas é uma área que me agrada bastante. Não pinto, mas sou apreciador de arte moderna.


Sandra Fontes e Carlos Barbot Bravo com Tomás e Carlos
Sandra Fontes e Carlos Barbot Bravo com Tomás e Carlos
Bruno Barbosa
-
E, a juntar aos têxteis e à arte, em breve, vai estrear-se na restauração...

- Sim, vou abrir com uns amigos a Casa de Pasto Palmeira, uma tasca que já existe há muitos anos, mas na qual demos um jeito. A comida vai ser à base de tapas,
gourmet
e outras, mas também terá comida molecular. Será uma coisa diferente de tudo o que há no Porto. Uma tasca fina.


- E foi o Carlos que decorou a Casa de Pasto Palmeira? Qual vai ser o seu papel na tasca?

- Fui. Trouxe a ideia de Nova Iorque. Vi lá um espaço giríssimo onde o mobiliário era todo diferente. As cadeiras, os talheres, os pratos... muito
kitsch
. Quanto ao meu papel na tasca, não sou muito entendido em restauração, como tal, vou ficar na parte das relações-públicas.


-
E a Sandra, como vê esta vontade do Carlos mudar de vida?

- Sandra Fontes
- Ele tem o meu apoio em tudo! Quem conhece bem o Carlos sabe que ele tem um jeito natural para decorar e organizar festas. Já eu sou mais trapalhona. Somos muito diferentes e completamo-nos. Ele gosta de tudo muito direitinho e eu sou mais relaxada.


Sandra Fontes com Carlos, Sofia e Tomás
Sandra Fontes com Carlos, Sofia e Tomás
Bruno Barbosa
-
O quarto dos rapazes é um bom exemplo da faceta de decorador do Carlos. Como surgiu a ideia de fazer das camas um barco e um carro?

Carlos -
Vi em Madrid uma cama que era um barco em miniatura e achei que era uma ideia fabulosa e mandei fazer um para o Tomás. Entretanto nasceu o Carlos e resolvemos fazer um carro, cuja matrícula é a idade dele.


- Está com a Sandra há dez anos e têm um filho de cinco. Qual é o balanço que fazem da vossa relação?

- Muito positivo, aliás, como o balanço de toda a minha vida. Tenho três filhos fabulosos e uma mulher fantástica. Sou um homem feliz.

Sandra -
O balanço é muito bom. Tenho muita sorte em ter o Carlos na minha vida, assim como a Sofia e o Tomás. A nossa relação é excelente. Somos uma família muito próxima e eu e o Carlos continuamos apaixonados ao fim de dez anos.


Carlos Barbot Bravo em família
Carlos Barbot Bravo em família
Bruno Barbosa
-
Como gosta de ocupar os tempos livres?
Carlos -
Gosto muito de fazer praia e de andar. Caminho seis quilómetros todos os dias, na marginal da Foz. E sempre que o Futebol Clube do Porto joga vou ver, claro. Fiz muito tempo hipismo e esqui, mas desde que fiz uma fratura na coluna, numa queda de cavalo, deixei de poder fazer estes desportos. E adoro viajar e ir a feiras e leilões. Tento ir a cidades com história e cultura e acho que passei este gosto aos meus filhos. Ter estado cinco anos a estudar em Inglaterra deu-me outra visão do mundo e abriu-me horizontes. Já os meus filhos, acho que não vão querer ir lá para fora. Estão muito ligados à família.


*Este texto foi escrito nos termos do novo acordo ortográfico.


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