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VÍDEO: La Toya Jackson no Castelo da CARAS

Leia a entrevista na CARAS desta semana (edição 796).

Jorge Gonçalves
10 de novembro de 2010, 10:31

Cantora, compositora, ex-modelo, ativista dos direitos dos homossexuais e das crianças e ainda empresária. Assim poderíamos resumir as atividades profissionais a que La Toya Jackson se tem dedicado ao longo dos seus 54 anos de vida. No Castelo da CARAS, situado a 40 minutos de Nova Iorque, a cantora falou da morte do irmão, Michael Jackson, mas mostrou ser uma mulher forte, de bem com a vida, livre de ressentimentos, ávida por novas experiências e extremamente gentil.

- Vê-se como modelo para o seu público?
La Toya Jackson - Eu só me consigo ver como sou realmente. Não tenho nada de especial, mas sei que algumas pessoas me veem como um modelo, querem ser como eu, gostariam de fazer as coisas que faço ou de pertencer à minha família, mas, no fundo, sou uma pessoa muito simples. Agradeço aos meus pais por nos terem ensinado que não somos melhores que ninguém e que a família é a base de tudo.

- E como é o clã Jackson? Vocês reúnem-se, as crianças brincam, alguém cozinha?
- Acredito que somos uma família normal. Quando estamos juntos, todos se divertem, nadam, brincam, veem filmes, mas temos chefs que cozinham para nós... [risos]

- Acha que a sua família ficou mais unida após a súbita morte de Michael Jackson?
- É uma pergunta muito difícil de responder. Pessoalmente, escolhi acreditar que ele ainda está entre nós. É muitíssimo doloroso pensar que ele morreu. A nossa família é numerosa, temos opiniões diferentes, e quando tudo isto aconteceu, reunimo-nos e votámos para chegar a um ponto em comum. Mas temos ideias diferentes. Se ficámos mais unidos? Sim e não. Sim, isso deixou a família unida; e não, por causa das diferenças.

- Como tem lidado com essa perda repentina?
- Fiquei traumatizada, não queria acreditar que ele não estava mais connosco. Ainda é muito difícil ouvir as músicas dele na rádio, e elas estão constantemente a tocar. Tenho que mudar de estação para evitar as lágrimas. Por isso, talvez seja melhor para mim, pelo menos neste momento, pensar que ele ainda está aqui. O meu coração está com os filhos dele, porque se eu estou assim, imagine como estarão eles...

- E como estão os seus sobrinhos Prince Michael, Paris e Blanket?
- Estão bem, são adoráveis, maravilhosos. O mais importante é que eles sejam felizes. Quando olho para eles, quero ter a certeza de que se sentem felizes e, como é evidente, a morte do pai é um tema delicado. Por vezes penso: 'Será que devo falar do Michael?' Mas as crianças estão bem. A Paris adora ouvir músicas do pai, tem posters dele espalhados pelo quarto. Cada um tem uma personalidade diferente e lida com o assunto de uma forma distinta. Agora, quero saber o que realmente aconteceu com o meu irmão.

- Como assim?
- Quero descobrir a verdade. Quando me pergunta se a nossa família ficou mais unida ou não, tem que ver com isso. Eu sei que ele foi assassinado. O Michael disse-me que o iam matar. A minha missão é descobrir o que é que aconteceu, e aí entra a divisão, porque os meus irmãos dizem-me para esquecer o assunto. Mas estas crianças têm o direito de saber o que aconteceu ao pai deles. Os filhos, os fãs, o mundo inteiro precisa de saber! E não acredito que tenha sido o médico dele, isso é mais complicado do que se pensa...

*Este texto foi escrito nos termos do novo acordo ortográfico.

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