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Pedro Lima e Anna Westerlund: "Alimentamos a nossa relação com emoção e inteligência"

Juntos há nove anos, o ator e a ceramista revelam como mantêm acesa a chama da paixão. 

Joana Carreira
21 de agosto de 2010, 10:32

É visível no olhar ternurento e na tranquilidade que Pedro Lima e Anna Westerlund transmitem quando estão juntos, o quanto as suas vidas passaram a fazer mais sentido desde que decidiram partilhá-las. A este amor juntou-se João Francisco, de 12 anos, filho do ator, e Emma, de cinco anos, Mia, de três, e Max, de quatro meses. Juntos há nove anos, o ator, de 39 anos, e a ceramista, de 32, aproveitam todos os momentos para fazer programas em família, por isso, quando foram convidados pela CARAS e pelo troiaresort para passarem um fim de semana naquele espaço, aceitaram de imediato. A ocasião serviu ainda para uma conversa em que os sentimentos falaram sempre mais alto.

Anna Westerlund
Anna Westerlund
João Lima
- Como contariam a vossa história de amor?
Pedro Lima -
Foi um encontro feliz. Alimentamos bastante a nossa relação com emoção e inteligência. Hoje em dia, manter uma relação durante muitos anos, da forma como as pessoas são solicitadas, não é fácil. Neste caso, tem sido uma combinação feliz. A nossa personalidade encaixa muito bem e a conjugação de tudo isto é o amor.

Anna Westerlund -
Temos objetivos comuns e um deles passa por construir uma família, um projeto em que acreditamos e ao qual nos entregamos de alma e coração.


- O que fez com que se apaixonassem um pelo outro?
Pedro -
No meu caso, o fator inicial foi claramente a beleza da Ana [risos], que se mantém e tem melhorado ao longo dos anos. Depois, foi a capacidade que temos de gostar um do outro exatamente como somos.

Anna -
Estarmos com alguém que consegue funcionar como um reflexo de nós próprios faz com que também queiramos ser pessoas melhores.


Anna Westerlund
Anna Westerlund
João Lima
- O vosso amor cresceu com o nascimento dos vossos filhos?
Anna -
Quando um casal não tem de dar certo, um filho acelera esse processo. Se tem de dar certo, então os filhos só vêm melhorar e reforçar essa união. No nosso caso, a cada filho o amor foi crescendo.

Pedro -
Todos estes passos têm sido bastante refletidos, e as surpresas que temos tido têm sido sempre melhores que as expectativas. Estamos muito contentes com as decisões que temos tomado.


- Tornaram-se pessoas diferentes desde que foram pais?
Anna -
Tenho vontade de todos os dias ser uma pessoa melhor e passar os valores certos, em que acredito, aos meus filhos.

Pedro -
O nosso objetivo é passar esses valores através do exemplo e não da retórica. Respeitamos muito a individualidade dos nossos filhos, sempre encaixando num perfil que é a matriz da nossa família.


- E que valores são esses que tentam transmitir?
Pedro -
Tolerância, solidariedade, liberdade, espaço de afirmação pessoal...

Anna -
Respeito pelos outros... Uma das razões porque decidimos criar esta família dita já minimamente numerosa foi porque julgo que desta forma esses valores passam naturalmente.


Pedro Lima e Anna Westerlund
Pedro Lima e Anna Westerlund
João Lima
- São pais permissivos ou autoritários?
Anna -
Tem de haver regras com quatro crianças em casa e um mínimo de disciplina, se não, seria o caos. Mas acho que somos pais bastante liberais e permissivos. É um misto entre a autoridade do Pedro e a minha permissividade.


- Como foi a chegada do Max à família?
Anna -
Todas as crianças se ressentem um pouco quando chega um novo membro, mas acho que foi tudo muito pacífico.

Pedro -
Já estamos habituados a partilhar espaço, a dividir tarefas, recursos, é só uma questão de introduzir o Max nessa equação familiar.


Anna Westerlund
Anna Westerlund
João Lima
- Há casais que necessitam de tempo a dois. Com vocês acontece o mesmo, ou tudo é programado em função da família?
Anna -
Claro que connosco também acontece, mas não é preciso estarmos longe de tudo e de todos para nos dedicarmos um ao outro. No nosso dia-a-dia tentamos criar situações em que isso seja possível.


- Para a Anna, o Max foi o primeiro filho rapaz. É diferente ser mãe de um rapaz do que de uma menina?
Anna -
Não sei bem, o que sei é que estou muito agarrada a ele, talvez porque será o nosso último filho. Não é que feche totalmente a porta a ser mãe de novo, mas em princípio assim será.


*Este texto foi escrito nos termos do novo acordo ortográfico.

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