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Reuters

As reações à morte de José Saramago

Políticos, escritores, atores, entre muitos outros, homenagearam o escritor que morreu esta sexta-feira

Rodrigo Freixo
18 de junho de 2010, 18:49

Lídia Jorge, escritora
"Apesar de tudo acho que morreu feliz porque escreveu até ao fim da vida, entregando-se sempre com a mesma coragem ao ofício que escolheu, e acreditando piamente nas suas convicções".

José Sócrates, primeiro-ministro
"Recebi a notícia da morte de José Saramago com muito pesar. Entendo que é uma perda para a cultura portuguesa. Os portugueses apreciaram muito a obra e a carreira de José Saramago, que deixou uma obra que orgulha o país. Foi um dos grandes vultos da nossa cultura e o seu desaparecimento torna a nossa cultura mais pobre."

Isabel Pires de Lima, ex-ministra da Cultura
"Um escritor marcante da segunda metade do século 20"

Carlos do Carmo, fadista
"É uma pessoa de quem gosto genuinamente, e sinto-me profundamente consternado (...) Estou bem mais pobre com a perda deste querido amigo".

José Eduardo Agualusa, escritor
"O que mais admirava em Saramago era a sua vitalidade e a sua combatividade de homem que acreditava em causas (...) Mudou a forma como a nossa língua passou a ser percebida em todo o mundo".

Mega Ferreira, presidente da Fundação do Centro Cultural de Belém
"É uma perda muito grande para a literatura portuguesa, não só porque era o primeiro prémio Nobel da Literatura português, mas também porque era um grande escritor e uma figura de grande coerência e frontalidade".

José Luís Peixoto, escritor
"Grande perda para a literatura e cultura portuguesa". "Tem lugar assegurado nos grandes nomes da literatura de sempre". "Deixa uma obra fundamental, com um retrato essencial do Portugal do século XX e da natureza humana. Por isso era tão lido".

Mário Cláudio, escritor
"É uma figura indiscutivelmente maior das nossas letras. Saramago vai durar o que durar a literatura portuguesa"

João Céu e Silva, jornalista
"Não era um homem de sorrisos. O ato de maior conciliação com Portugal, foi terem-lhe cedido a casa dos bicos para a Fundação. Quando foi visitar a obra, esteve aí uma hora com um sorriso nos lábios"

Carlos Reis, reitor da Universidade Aberta
"Saramago obriga-nos ao lugar comum e o lugar comum é este: é um escritor que mudou a literatura portuguesa e é um escritor que pôs a literatura portuguesa na cena internacional"

Mário de Carvalho, escritor
"Era muito atento aos escritores mais jovens e eram um homem sem prosápia ou vaidade de grande senhor. Foi um homem a quem o sucesso nunca subiu à cabeça, portou-se com a mesma modéstia e elevação de sempre (...) Por ventura o nosso maior escritor do século XX, que tem a particularidade de ser um século mais rico no tocante ao romance português"

Cavaco Silva, Presidente da República:
"Escritor de projeção mundial, justamente galardoado com o Prémio Nobel da Literatura, José Saramago será sempre uma figura de referência da nossa cultura (...) Em nome dos Portugueses e em meu nome pessoal, presto homenagem à memória de José Saramago, cuja vasta obra literária deve ser lida e conhecida pelas gerações futuras."

Teresa Caeiro, deputada CDS-PP:
"Saramago contribuiu para dignificar a Língua Portuguesa."

Diogo Infante, ator
"Estou naturalmente triste com esta notícia. A morte de Saramago é uma perda nacional. Quer se gostasse ou não da sua obra ele era um símbolo de unidade nacional. Tive a felicidade de o conhecer aquando da rodagem da Jangada de Pedra, um dos poucos romances dele adaptado ao cinema. Nessa altura ele foi almoçar connosco e tive oportunidade de trocar impressões com ele e conhecê-lo. Foi um prazer conhecê-lo. O país ficou definitivamente mais pobre com esta morte."

Francisco José Viegas, escritor
"Saramago foi um autor único e que marcou toda a literatura do século XX"

Mário Soares, ex-Presidente da República
"Na minha memória, ficou um grande escritor. Não tenho dúvida de que Saramago morreu pacificado com Portugal. Tínhamos uma relação muito cordial e simpática"

Carreira das Neves
"Era um bom homem, com as suas convicções, mas que tinha dentro dele as suas amarguras. A escrita era um dom, que foi aperfeiçoando."

Gabriela Canavilhas, ministra da Cultura:
"Uma profunda consternação e tristeza por ver desaparecer este tribuno da Língua Portuguesa. Teve uma grande capacidade de internacionalização da literatura portuguesa."

Bárbara Guimarães, apresentadora
"Conheci-o através da literatura, Memorial do Convento foi o primeiro de todos. Tive depois o privilégio de o conhecer, de conviver com ele e de o entrevistar, incluindo diversas vezes no Páginas Soltas. Era fascinante. Como se pode descrever alguém tão grande como José Saramago? Foi uma perda imensa para o país e para a literatura, porque ele nunca deixou de escrever..."

*Este texto foi escrito nos termos do novo acordo ortográfico.

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