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Álvaro Parente e Francisca Oliveira: "Fazemos parte um do outro"

Após nove anos de namoro, o jovem piloto do Porto diz que se sente pronto para se casar e ter filhos. A nível profissional, vai continuar a lutar por um lugar na Fórmula 1.

Andreia Guerreiro
4 de junho de 2010, 11:34

Começaram a namorar tinha ela 14 anos e ele 16. Nove anos depois, ainda sentem um friozinho na barriga quando se encontram. Uma entre as várias razões que os fazem querer casar-se e ter filhos em breve. Porque Álvaro Parente e Francisca Oliveira já não se imaginam um sem o outro.

Descendente de uma família ligada ao desporto automóvel - Álvaro é neto de Adérito Gomes Parente, fundador da Fábrica de Produtos Estrela -, o jovem piloto portuense recebeu o seu primeiro kart com apenas quatro anos e nunca mais parou. Aos sete começou a competir e, hoje, tem uma carreira internacional que o faz ser apontado como o próximo piloto português na Fórmula 1. Já chegou à GP2 e, este ano, compete na Superleague Fórmula e nos GT (Grand Tourism). Apesar do pai, também Álvaro Parente, ter sido piloto durante 29 anos, e dos tios também terem feito carreira na competição automóvel, diz que seguiu este desporto por vontade própria, depois de ter experimentado o futebol e ter sido federado em ténis.

Álvaro e Francisca Oliveira, que terminou o curso de decoração de interiores e pensa, agora, tirar comunicação social, partilharam com a CARAS o desejo de serem pais jovens e terem uma família grande. Uma conversa sobre a história de amor que os une e sobre os seus sonhos profissionais e pessoais.

Francisca Oliveira e Álvaro Parente
Francisca Oliveira e Álvaro Parente
Mike Sergeant
- Nasceu numa família de gente ligada aos automóveis. Acredita que estava predestinado a ser piloto?

Álvaro Parente -
O meu avô, o meu pai e os meus tios foram todos pilotos profissionais e desde pequeno que o mundo dos automóveis é o meu mundo... O meu pai foi piloto durante 29 anos e eu acompanhei sempre as corridas dele. Quando fiz quatro anos deram-me um
kart
e, a partir daí, nunca mais parei. Os carros entraram na minha vida e ainda não saíram.


-
Começou a competir nos karts, com apenas sete anos, e hoje, aos 25, é apontado como o próximo piloto português a poder entrar na mais importante modalidade automobilística, a Fórmula 1. É esse o seu sonho?

- Sim, mas é um sonho adiado. Correr na Fórmula 1 é o meu objectivo desde sempre, é nesse sentido que tenho construído o meu percurso, mas vou ter de esperar. Já tinha tudo definido para ser este ano, mas o patrocinador voltou atrás... Nos automóveis tudo pode acontecer, e de um momento para o outro.


-
E sente-se preparado?

- Tenho os resultados que são exigidos. Aliás, os primeiros testes que fiz em 2008 deram-me como apto. E não vou desistir. Continuo a correr na Superleague Fórmula, pelo Futebol Clube do Porto, que é o equivalente à Liga dos Campeões, mas nos automóveis. E nos GT pela Aurora Racing Team.


Álvaro Parente e Francisca Oliveira
Álvaro Parente e Francisca Oliveira
Mike Sergeant
- E a nível pessoal, já se sente preparado para se casar com a Francisca?

- Sem dúvida. Vivemos juntos momentos importantes do nosso crescimento e fazemos parte um do outro. Quero continuar sempre com ela.

Francisca Oliveira
- Nove anos depois, já não consigo viver sem o Álvaro. A verdade é que nos damos muito bem. E não sentimos que nove anos seja assim tanto tempo. Parece que estamos sempre a começar. Só consigo ver o meu futuro com ele.


- Sonha casar-se respeitando a tradição?

- Sim, e com tudo a que tenho direito. O mais tradicional possível. Do pedido à igreja...


-
E querem ter filhos? Quem sabe rapazes, para dar continuidade ao nome Parente no automobilismo...

Álvaro -
Quero, e gostava de ser pai cedo. Em relação a serem pilotos, será com eles. Espero poder dar aos meus filhos as oportunidades que os meus pais me deram a mim. Os
karts
são um desporto caro e eu tive a sorte de ter o patrocínio. E o do meu avô também. Lembro-me que, com cerca de nove anos, perguntei ao meu avô se me queria patrocinar...

Francisca -
Acho que falamos mais em ter filhos do que em nos casarmos. Queremos muito ser pais jovens. Eu gostava de ter quatro filhos. Quanto a ser um rapaz, se sair ao Álvaro, já imagino o meu futuro, a sofrer pelo pai e pelo filho...


- Como é o Álvaro? É um homem romântico?

- Identifico-me muito com ele e juntos completamo-nos. Ele é especial e revela-se nas pequenas coisas. Apesar de não revelar muito facilmente as emoções, consegue surpreender-me no dia-a-dia. E é mais importante o dia-a-dia do que um dia só. O Álvaro é único!


-
As mulheres da família Parente já estão habituadas a acompanhar as corridas. No seu caso, fica muito preocupada quando ele sai em competição?

- É complicado. Fico muito nervosa nas partidas. Depois, à medida que o tempo vai passando, fico mais tranquila, porque ele me transmite confiança.


Francisca Oliveira e Álvaro Parente
Francisca Oliveira e Álvaro Parente
Mike Sergeant
-
Quando o conheceu, ele já competia, soube à partida no que se ia meter...

- Sim, ele ainda estava nos
karts
, mas já tinha sido campeão europeu. Depois, quando passou para as fórmulas é que eu vi claramente que ia começar a ficar complicado para o meu lado, que ia sofrer bastante...


-
O Álvaro viaja muito em competição. Lida bem com a distância?

- É importante sentir saudades. Éramos muito novos quando começámos a namorar e habituámo-nos. Sentia sempre um friozinho na barriga quando ele vinha ter comigo, e ainda hoje sinto. Espero nunca perder isso. Podemos não estar juntos muito tempo, mas quando estamos é incrível!




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