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Joana Carneiro: "As saudades da família são permanentes e infinitas"

A viver na Califórnia, a maestrina aproveita os dias em Lisboa para estar com a família. A CARAS encontrou-a na Feira do Livro com a mãe, Maria do Rosário Carneiro, e com as irmãs Mariana, Marta e Madalena.

Andreia Guerreiro
2 de junho de 2010, 13:37

Nomeada em Janeiro de 2009, Joana Carneiro assumiu em Setembro passado a direcção musical da Sinfónica de Berkeley, no estado norte-americano da Califórnia. Um sonho que se tornou realidade para a jovem maestrina que, aos 33 anos, dirige uma orquestra com meia centena de músicos e dá mais um passo sólido na sua carreira. Filha do antigo ministro da Educação Roberto Carneiro e da actual deputada Maria do Rosário Carneiro, Joana, a terceira de nove irmãos, está agora em Lisboa para passar um mês. Uma temporada durante a qual vai dirigir diversos concertos da Orquestra Gulbenkian, mas, principalmente, passar o máximo de tempo junto da família. "Apesar de já viver há dez anos nos Estados Unidos, estar afastada da família é mesmo o que mais me custa. Sempre que saio de Lisboa, e quando o avião levanta, o que passa sempre pelo meu pensamento são as saudades permanentes e infinitas da minha família e da rotina familiar semanal", confessou a maestrina.

Joana Carneiro com a mãe, Maria do Rosário Carneiro, e as irmãs, Mariana, Marta e Madalena
Joana Carneiro com a mãe, Maria do Rosário Carneiro, e as irmãs, Mariana, Marta e Madalena
Paulo Jorge Figueiredo
A CARAS encontrou Joana Carneiro, acompanhada pela mãe e por três irmãs, durante um passeio pela Feira do Livro de Lisboa, ocasião em que Joana falou ainda da
"óptima experiência"
que está a viver em Berkeley, num mundo tradicionalmente dominado por homens:
"Nunca senti discriminação, nem positiva, nem negativa, por ser mulher. Sinto-me muito livre a fazer o que faço. Quando dirijo uma orquestra, sou exactamente a mesma pessoa que existe fora dos palcos. É um sinal dos tempos. Felizmente, hoje uma mulher pode seguir uma carreira e seguir o seu sonho sem restrições."

Recorde-se que, aos 25 anos, Joana foi a primeira mulher portuguesa licenciada e mestre em direcção de orquestras. Em 2004, recebeu a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique.

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