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Sam Worthington: "Dizem que sou o homem mais sexy do mundo... deviam ver-me de manhã"

A participação em 'Avatar' empurrou-o para a fama e, actualmente, o australiano Sam Worthington é um dos actores de que mais se fala em Hollywood. No entanto, recusa o rótulo de símbolo sexual.

Su Cabaço
5 de maio de 2010, 10:22

Depois de ter sido a revelação de Exterminador Implacável: Salvação e de ter sido escolhido por James Cameron para Avatar, este australiano, de 33 anos, é agora o semideus Perseu em Confronto de Titãs, um dos grandes êxitos de cinema desta Primavera. Em Surrey, Inglaterra, a CARAS conversou em exclusivo para Portugal com Sam Worthington, a nova grande estrela de Hollywood, que, apesar de todo o sucesso alcançado, garante que só quer uma vida normal.

- Como se sente por ter sido escolhido para dois dos maiores êxitos de bilheteira de Hollywood?
- Sinto-me um sortudo sem vergonha, para ser honesto. Para um actor, estar empregado já é uma sorte imensa, quanto mais em filmes desta dimensão! Tenho muito prazer com isto que me está a acontecer. É um privilégio compor estas personagens tão diferentes entre si, que nos transportam para outros mundos.

- Curiosamente, na Austrália fazia papéis mais suaves...
- Antes de mais, penso que é um erro chamar filmes de acção aos que tenho feito. Não sou o novo Van Damme, pois não? Pessoalmente, não vejo grande diferença entre o cinema de pequena escala que fazia e estes êxitos de bilheteira. O que muda é a dimensão dos cenários e os efeitos visuais.

- Como é ter tantos holofotes virados para si? É o actor de quem se fala em Hollywood...
-
Há sempre um pobre coitado nessas circunstâncias. [risos] Mas eu não sou a nova esperança. Sabe porquê? Porque já tenho 33 anos. Só se for a nova esperança enrugada. Dizem que sou o homem mais sexy do mundo... Deviam ver-me de manhã! Assustavam-se logo... As pessoas andam sempre à procura do próximo ídolo, não há nada a fazer. Só quero é continuar a trabalhar.

- Mas sente-se uma pressão extra quando se trabalha em projectos de orçamentos elevados?
- Não se sente nenhuma pressão. Quanto mais cara é a produção, menos responsabilidade cai sob os actores. Limito-me a aparecer e tentar que tudo corra pelo melhor. É por isso que digo que não noto diferenças entre Confronto de Titãs e aqueles filmes baratos que fazia na Austrália. Quando um actor se sente pressionado, é sinal de que os produtores não estão a trabalhar bem.

- Ficou surpreendido com Avatar?
- Fiquei siderado. Quando estava nas filmagens, nunca imaginei que o resultado seria aquele, e isso é que torna o cinema divertido...

- O que o surpreendeu mais em Hollywood?
- Percebi que os actores são todos umas bestas preguiçosas! Ninguém sabe de onde vem o realizador ou coisas assim. E isso faz parte do trabalho. Eu, no meu caso, quero sempre saber tudo. O que eu gosto é de trabalhar com cineastas que querem provar o seu valor. Por exemplo, James Cameron é o cineasta que mais aprecia a partilha de ideias. Não é nenhum ditador.

- Como está a reagir à fama?
- Reparo que me dão camarins melhores... Não estou nesta indústria para ficar famoso. Para ser famoso o melhor é concorrer ao Big Brother ou ao Ídolos. Limito-me a fazer o meu trabalho.

Sam Worthington
Sam Worthington
Corbis/VMI
- Mas tem noção de que a fama não se controla?
- Sim, mas controlo o meu trabalho. Respeito imenso quem tem coragem para me pedir um autógrafo. Eu aprecio isso e nunca deixo ninguém pendurado. Os actores que recusam dar autógrafos são uns malcriados de todo o tamanho!


- Os paparazzi assustam-no?
- Depende... Ninguém chateia o
Matt Damon
, que até vai aos estádios ver jogos de basebol. Há certas estrelas de cinema que têm comportamentos que estão realmente a pedir sarilhos com os
paparazzi
.


- O que é que a sua namorada (Natalie Mark) pensa da sua ascensão?
- Diz-me que já percebeu que consigo fazer coisas para rapazes e pergunta-me quando é que faço uma comédia romântica.


- Estudou na mesma escola de actores que Mel Gibson e Cate Blanchett...
- Disseram-me que não valia nada... Enganaram-se, agora sou o tal 'rapaz dourado'!


- Já foi comparado a Russell Crowe e a Dennis Quaid...
- A imprensa tem sempre tendência para fazer comparações. Digo sempre que o Russell é o meu herói. Se conseguir fazer um terço do que ele já fez, morrerei feliz. Infelizmente, quando me comparam com essas pessoas, não é em função do meu talento, apenas tem que ver com semelhanças físicas. Ao menos fico contente por não me compararem com gente feia.


- Ainda tem receio que lhe falte o trabalho?
- Qualquer actor teme o desemprego. Queremos sempre saber quando é que vai ser o próximo trabalho.


- Como é que recarrega as baterias?
- Vivendo uma vida normal. Quando acaba um dia de trabalho, vou para casa, bebo a minha cervejinha e tomo um duche.



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