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Roman Polanski

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Reuters

Roman Polanski: As primeiras declarações depois da prisão

O realizador está preso por abuso sexual de uma menor, crime do qual foi acusado em 1977.

Andreia Guerreiro
3 de maio de 2010, 15:35

Já passaram sete meses desde que Roman Polanski, de 76 anos, foi detido na Suíça por um crime de abuso sexual de menor, do qual foi acusado em 1977, nos Estados Unidos.
Depois de ter passado pela prisão, o realizador conseguiu que lhe fosse concedido o direito de cumprir pena em casa - na sua residência de luxo situada na estância de esqui de Gstaad - depois de pagar três milhões de euros, mas ainda tem pendente um pedido de extradição dos Estados Unidos. E é precisamente esta situação que Roman Polanski considera injusta, pelo que decidiu falar pela primeira vez desde que foi detido, em Setembro do ano passado quando se preparava para receber um prémio no Festival Internacional de Cinema de Zurique. "Não posso continuar calado porque os Estados Unidos insistem em pedir a minha extradição, mais com o objectivo de me entregar como presa ao meios de comunicação de todo o mundo do que para anunciar um veredicto sobre o qual chegámos a acordo há 33 anos", escreveu o realizador numa carta publicada no site La Règle du Jeu. "É verdade que na altura me declarei culpado, mas já paguei por isso. Cumpri uma pena de 42 dias na prisão estatal de Chino [na Califórnia]", acrescentou ainda.
Roman Polanski sente-se vítima de uma injustiça, sobretudo porque a vítima, Samantha Geimer, hoje com 45 anos, já pediu por diversas vezes que todas as acusações contra o realizador fossem retiradas. "Não posso continuar calado porque os pedidos da vítima para que este processo seja arquivado de uma vez por todas foi ignorada mais uma vez pelo Tribunal da Califórnia. É isto que eu queria dizer-vos, mantendo ainda assim a esperança que a Suíça considere que a extradição não tem lugar de ser e que poderei recuperar a paz junto da minha família e no meu país", conclui o cineasta franco-polaco.

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