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Clotilde Fava

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Natacha Brigham

Clotilde Fava expõe cores fortes num apelo à regeneração da vida

"Este é um chamamento para a vida, porque a vida é um constante renascer."

Melissa Tavanez
25 de abril de 2010, 16:33

Sente-se mais escultora do que pintora, e isso vem do facto de ter começado a frequentar o ateliê do pai, o famoso escultor Armando Mesquita, aos quatro anos. A pequena Clotilde viveu a arte em todo o seu esplendor e o curso de Belas-Artes foi uma certeza que cultivou desde cedo.

Nos 23 quadros que agora expõe na Mãe d'Água, as cores fortes atraem o olhar de quem visita o espaço onde a água está intimamente ligada ao título que deu à exposição, Regeneração. Não nega que as cores quentes são consequência dos dez anos que viveu em Luanda, Angola, país para "onde voltava já amanhã se pudesse. Foi lá que nasceram as minhas duas filhas, a Mara e a Sofia. O Alexandre já tinha um ano quando fui para ", contou-nos de olhos risonhos e saudosos. Conhecida pelas pinturas em que os modelos são mulheres africanas, Clotilde Fava (mãe da ex-mulher de José Sócrates, Sofia Fava) diz que "o mote para esta segunda série de flores, que não são apenas flores, foi um chamamento para a vida, porque a vida é isso mesmo, um constante renascer". A filha Mara elogia a força interior da artista, a mesma de que Clotilde fala num breve auto-retrato em que acrescenta a felicidade: "Sou uma mulher feliz, sempre fui."

Esta Regeneração começou depois de ter visto, há uns anos, a fotografia de um pai com o filho a morrer-lhe nos braços na Faixa de Gaza. "Isso, juntamente com a queda das torres, em Nova Iorque, onde tinha estado em Maio, fez-me pintar coisas relativas à ideia de regeneração", explicou.

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