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Durão Barroso orgulhoso da faceta solidária do seu filho Guilherme

Guilherme Barroso contou com o apoio do pai, José Manuel Durão Barroso, no dia em que a ONG que fundou foi apresentada e se inaugurou a exposição fotográfica "A Ponte".

Andreia Guerreiro
20 de abril de 2010, 12:28

Menos de uma semana depois da morte da sua mãe, Elisabete Durão, de 87 anos, José Manuel Durão Barroso fez tudo para estar com um sorriso no dia em que um dos seus três filhos, Guilherme, de 23 anos, apresentou um projecto benemérito de que muito se orgulha. Isto porque, em 2007, Guilherme, juntamente com quatro amigos, criou a organização não governamental We and You, que visa melhorar as condições de saúde comunitária, educação, infra-estruturas e reabilitação na ilha de Moçambique. Três anos depois, a ONG de desenvolvimento já marcou a diferença na ilha, mas continua a necessitar de apoios, por isso, os seus fundadores resolveram apresentar a exposição de fotografia A Ponte, de Nuno Presa e Stefano Nigra, que teve lugar no El Corte Inglés, em Lisboa.

O presidente da Comissão Europeia chegou vinte minutos depois da hora marcada e, apesar de ter permanecido pouco tempo na sala de âmbito cultural daquele espaço, observou com atenção as fotografias expostas e não escondeu a satisfação que lhe dá o percurso do filho, de tal forma que o apoiou quando este adiou por um ano a ida para a Universidade Católica, onde frequenta o segundo ano de Gestão e Administração de Empresas. "Esta foi uma iniciativa somente dele e dos amigos e é óbvio que me sinto muito orgulhoso. Ele já perdeu um ano na universidade por causa disto, pois pediu para ir para Moçambique esse tempo, mas é bom, acho que também faz parte da formação da pessoa. Ter a hipótese de partilhar com outros o que se sabe e, ainda para mais, ajudar, é extraordinário", referiu Durão Barroso.

Guilherme Durão Barroso com a namorada, Luísa Salazar Sousa
Guilherme Durão Barroso com a namorada, Luísa Salazar Sousa
Natacha Brigham
Para Guilherme, a presença do pai, do irmão Francisco, e da namorada,
Luísa Salazar Sousa
, que também faz parte da ONG, foram fundamentais neste final de tarde.
"A maior ajuda que o meu pai me deu foi a de ter tido confiança em mim para, a determinada altura, me deixar ir para Moçambique. Ele não tem muita intervenção directa neste projecto, mas apoia-me muito, assim como todas as outras pessoas da família. Sempre que estão cá e que é possível, estão presentes nestas situações"
, contou o jovem, que esclareceu ainda que o ano em que fez voluntariado em Moçambique foi uma experiência inigualável. E que para isso muito contribuiu a aceitação dos pais:
"Estive sete meses no Norte de Moçambique, em Pemba, a trabalhar na Fundação Aga Khan, e depois estive um mês com o nosso projecto. Nessa altura, parei um ano de estudar, pois quis fazer algo de útil, aliás, acho que os meus pais nem aceitariam que deixasse os estudos se fosse para outra coisa. [risos] Tenho aprendido imenso."


A morte recente da sua avó paterna poderia ter impedido esta apresentação, mas a paixão pelo projecto fez com que Guilherme quisesse avançar, mesmo sem contar com a presença da sua mãe,
Margarida Uva
, por esta ter de tratar de alguns assuntos relativos a essa situação. Para já, a grande preocupação do jovem tem sido o seu pai, pela perda que sofreu:
"Sempre me dei mais com a minha avó materna, mas tem sido difícil pelo meu pai."



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