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Alice Vieira celebra, num encontro de amigos, trinta anos de carreira

"É um dia muito emotivo para mim, porque nunca tive tantos amigos ao pé de mim." (Alice Vieira)

Melissa Tavanez
10 de janeiro de 2010, 17:36

Há trinta anos que Alice Vieira conta histórias. Adultos de hoje, crianças de então, cresceram a ouvir Rosa, Minha Irmã Rosa, Chocolate à Chuva, entre tantas outras aventuras que foram criadas pela mão da escritora. E para celebrar estas três décadas de carreira, Alice Vieira reuniu no Jardim de Inverno do Teatro Municipal de São Luiz, em Lisboa, muitos dos amigos que a têm acompanhado ao longo destes anos.

Durante aproximadamente duas horas falou-se de livros, de aventuras partilhadas e, acima de tudo, falou-se de Alice, da escritora, da amiga, da mulher. Generosidade, disponibilidade, alegria, companheirismo foram apenas algumas das expressões usadas pelos amigos que quiseram partilhar com toda a audiência alguns dos aspectos da personalidade da escritora. Helena Sacadura Cabral, por exemplo, partilhou: "A Alice é uma amiga segura, com quem podemos falar a qualquer altura. Foi-se o Mário [Castrim, com quem a escritora foi casada durante 30 anos e de quem tem dois filhos, Catarina e André Fonseca], mas ficou a Alice. Ela é a minha herança." Leonor Xavier confirmou essa disponibilidade da amiga, com quem fala "às duas ou três da manhã, temos essa cumplicidade", contou, acrescentando: "A Alice pratica a disciplina do amor, é uma sorte poder estar junto dela. É uma grande amiga." Opinião que Manuel Luís Goucha reforçou, declarando: "Costumo chamar-lhe mãe Alice, porque contava-lhe coisas que nem à minha mãe dizia. É uma pessoa exigente ao ponto de me massacrar quando faço disparates. É um ser iluminado, maravilhoso."

Alice Vieira com a filha, Catarina Fonseca
Alice Vieira com a filha, Catarina Fonseca
Victor Freitas

Foi com o coração cheio que no final deste encontro, a que chamou a sua 'festarola', Alice Vieira partilhou com a CARAS o que sentia depois de ouvir tantos elogios: "É um dia muito emotivo para mim, porque nunca tive tantos amigos ao pé de mim a dizerem estas coisas tão bonitas. Isto levanta-nos o ego e vou sair daqui muito motivada para continuar a trabalhar. Gosto que me dêem mimos. Ninguém pode viver sem amar. E o amor pode ser suficientemente amplo. Os meus filhos, o meu marido, que vai estar sempre presente, e todas as pessoas da minha vida são muito importantes para mim. E ainda há muitas histórias para contar." Uma promessa que os muitos leitores exigirão que cumpra.

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