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Tamara Czartoryski-Borbón assume: "Sou uma princesa muito moderna"

Longe dos padrões tradicionais da aristocracia europeia, a cavaleira e modelo justifica as suas opções de vida.

Melissa Tavanez
24 de dezembro de 2009, 10:36

Poderia viver um autêntico conto de fadas ou, melhor, uma verdadeira história de príncipes e princesas. Mas, por vontade própria, Tamara Laura Czartoryski-Borbón, filha do príncipe Karol Czartoryski, primo do rei Juan Carlos de Espanha, optou, logo aos 15 anos, por abandonar os estudos e dedicar-se de alma e coração à sua grande paixão: os cavalos e os concursos de saltos. Anos mais tarde, voltou a estudar e formou-se em produção televisiva, experimentou psicologia, rendeu-se aos concursos de celebridades em Inglaterra e co-apresentou, nos Estados Unidos, o programa da NBC American Princess. Enquanto actriz, representou papéis tão diferentes da sua experiência como os de toxicodependente ou prostituta.

Com cidadania monegasca, mas a viver em Los Angeles, onde voltou a dedicar-se aos cavalos, além de ser embaixadora da Wildlife Heritage Foundation e de ajudar a gerir o Czartoryski Museum, em Varsóvia, Tamara é também o rosto da marca Fake Bake, que chega agora a Portugal, pelas mãos de uma das suas melhores amigas, Wanda von Breisky.

Nesta produção exclusiva para a CARAS, Tamara desmistificou o conceito tradicional de princesa e assumiu-se como uma mulher contemporânea que adora trabalhar e enfrentar desafios.

- Traçado o perfil, a pergunta que se impõe: quem é Tamara Czartoryski-Borbón?

Tamara Czartoryski-Borbón - Vivo há três anos em Los Angeles e mudei-me para esta cidade para poder representar e ser modelo. Já fiz dois filmes, mas como não gostei desta actividade tanto como tinha imaginado, decidi deixar a minha carreira de actriz a descansar. Em contrapartida, voltei a uma das minhas grandes paixões, que é saltar a cavalo e participar em concursos. Estou a treinar com muita intensidade para, no próximo ano, tentar participar em várias provas internacionais.

Tamara Czartoryski-Borbón
Tamara Czartoryski-Borbón
Nuno Miguel Sousa
- Os cavalos são mesmo a sua grande paixão, tanto que, aos 15 anos, deixou de estudar para se dedicar a esta actividade. Tendo em conta que as famílias aristocráticas são, por norma, muito conservadoras, qual foi a reacção em sua casa?

- O meu pai é um desportista, por isso, tem uma forma muito tranquila de encarar as situações. Para a minha família, a situação não gerou qualquer tipo de problema. Todos eles perceberam e aceitaram que tinha de perseguir os meus sonhos e dar um sentido à minha vida. Caso contrário, a vida vai passar por nós sem darmos por isso e, pior, vamos olhar para trás e não temos nada para ver.

- Quando, há três anos, se mudou para Los Angeles, além de perseguir o desejo de uma carreira no cinema, é verdade que também procurou afastar-se de um certo círculo social, mais conservador e onde os títulos ainda contam muito?

- Em Los Angeles sou uma pessoa normal. Levanto-me antes das seis da manhã para poder tratar dos cavalos e praticar diversos desportos, como boxe ou caminhadas. Faço também alguns trabalhos como modelo e algumas sessões fotográficas. Tudo é mais tranquilo e consegue-se ter uma vida saudável. A verdade é que agora às dez da noite já estou na cama. [risos] É totalmente diferente do que fazia em Londres, onde se vive muito para os acontecimentos sociais e onde todos nos conhecem...

- Mas está arrependida por ter participado em vários reality shows?

- É verdade que participei em reality shows. Entrei mesmo no circo [das Celebridades] [risos] e não tenho problema em assumir que gostei da experiência. Depois, fui convidada para outro programa do género em que tinha de praticar diversas modalidades olímpicas, mas neste aceitei participar porque se competia por dinheiro que era entregue para acções de caridade. Mas, no fundo, tudo isto se passava num ambiente e num círculo social muito fechado e baseado na cidade de Londres.

Tamara Czartoryski-Borbón
Tamara Czartoryski-Borbón
Nuno Miguel Sousa
- É uma das caras da Fake Bake (produtos autobronzea­dores) que conquistou celebridades como Madonna ou Britney Spears. Para além do produto, existe também uma forte campanha de sensibilização dirigida à juventude que se esquece dos potenciais malefícios da exposição solar...

- Estamos a tentar educar as pessoas sobre os perigos do sol, especialmente os mais novos, que se deixam ficar ao sol e pensam que, desde que não apanhem um escaldão, não existe qualquer problema. Mas essas situações ficam registadas na nossa pele e, mesmo com loções solares, existem fortes possibilidades de ter cancro da pele. Por isso, a minha mensagem é simples: se querem parecer saudáveis, ter o corpo bronzeado e sentir-se bem com essa imagem, não precisam de o fazer destruindo a sua própria pele e, por consequência, arruinando a própria saúde! Outro dos alertas diz respeito aos solários e ao seu uso abusivo, muitas vezes por jovens com menos de 18 anos. Vivo em Los Angeles e adoro estar ao sol, mas uso sempre protector solar!

- O facto de a sua mãe também ter tido problemas graves ajudou-a a assumir esta mensagem de alerta?

- Sim, sem dúvida! Há oito anos a minha mãe, apesar de ter um tom de pele mais escuro do que o meu (tem ascendência egípcia e viveu lá), viu ser-lhe diagnosticado cancro de pele no rosto. Teve que ser removido, mas, felizmente, não se espalhou para qualquer outra parte do corpo, pois foi diagnosticado a tempo... Foi a partir desta situação que tomei consciência dos perigos do sol. E, mais, tive noção de que se fala muito de cancro da mama ou do cancro do pulmão, mas pouco se fala do cancro da pele e da forma extremamente rápida como se espalha.

- É também por essa razão que está tão empenhada no trabalho com crianças que sofrem de cancro?

- São jovens até aos 18 anos que não têm qualquer possibilidade de recuperar. O que tento fazer, com este trabalho na organização Sunshine Kids, é proporcionar-lhes uma vida normal e dar-lhes a possibilidade de fazerem coisas que, de outra forma, seriam impossíveis de realizar, como nadar com golfinhos, andar a cavalo ou fazer pequenas festas de princesas para as meninas. No próximo ano é possível que vá para o Brasil trabalhar também com crianças.

Tamara Czartoryski-Borbón
Tamara Czartoryski-Borbón
Nuno Miguel Sousa
- Assume-se como uma princesa moderna...

- Muito moderna. Sou uma princesa muito moderna. [risos] Gosto de trabalhar e ficaria muito aborrecida se não o fizesse. Isso é o mais importante para mim, porque gosto de trabalhar e de perseguir os meus sonhos e os meus objectivos. Ser embaixadora da Fake Bake ocupa-me muito tempo, a par do meu trabalho com os cavalos, porque se não praticar, não consigo bons resultados. Mas nem no hipismo sou uma princesa, já que sou eu quem trata, escova e lava os cavalos. [risos]

- Com tantas actividades, em que parte do dia encaixa um eventual namorado?

- [risos] Neste momento não tenho namorado... Estou muito focada no meu trabalho e naquilo que posso conseguir nos próximos um a dois anos. Mas também não estou preocupada, porque sei que, na vida, existe um tempo para tudo, incluindo para o amor, que chegará quando tiver que chegar. E, depois, quem é que quer acordar antes das seis da manhã para ir passear o cão e tratar de cavalos? [risos]

- Aos 31 anos, o seu relógio biológico ainda não chama pela maternidade?

- O que tiver que acontecer, irá acontecer e até pode ser amanhã. Neste momento, essa não é a minha prioridade, mas também sei que, nestas coisas do amor, não basta procurar para encontrar. Quanto à questão da maternidade, espero ser mãe dentro de alguns anos, caso contrário o meu pai vai começar a ficar muito preocupado. [risos]

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