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Juntos há 13 anos, Luís Onofre e Sandra Cachide têm nas filhas a sua maior fonte de alegria

Luís Onofre e Sandra Cachide partilharam com a CARAS divertidos momentos em família, na companhia de Beatriz, de 11 anos, Marta, de oito, e Maria Luís, de três.

Andreia Guerreiro
24 de dezembro de 2009, 17:24

Premiado pelas suas criações em Itália, Luís Onofre já desenvolveu colecções para marcas de renome, como a Cacharel ou a Kenzo, e viu a futura rainha de Espanha escolher os seus sapatos para apresentações oficiais. Mas, no que ao Natal diz respeito, o designer de calçado de Oliveira de Azeméis gosta de manter a tradição e ter a família por perto. Ao lado da mulher, Sandra Cachide, e das filhas, Beatriz, de 11 anos, Marta, de oito, e Maria Luís, de três, Luís Onofre, que também festeja o seu aniversário a 24 de Dezembro, partilhou com a CARAS o seu Natal, falou do sentimento que o une à mulher, das filhas e da alegria que lhe transmitem, e da vontade de ainda ser pai de um menino.

Amigos e cúmplices, Luís Onofre e Sandra Cachide formam uma equipa perfeita em casa e no trabalho. Lançada há uma década, a marca que criaram é hoje uma referência e, depois da Madeira, é a vez de abrirem uma loja em Lisboa, já em 2010.

- Como vai ser o Natal deste ano? Do que é que não prescindem nesta época?
Luís Onofre -
De toda a família! E espero tê-la por perto por muito tempo, porque é sinal de que estamos de boa saúde. Vamos passar o Natal, como habitualmente, em casa dos meus sogros e tudo o que fazemos é a pensar nas miúdas. É maravilhoso ver as reacções delas quando abrem as prendas. A felicidade daquele momento enche-nos de alegria e justifica toda a azáfama da época.
Sandra Cachide - Na quinta dos meus pais, o ambiente é mais acolhedor e convida ao espírito de Natal. Para além das nossas meninas, há mais dois sobrinhos, portanto, a desestabilização é geral.

Sandra Cachide e Luís Onofre
Sandra Cachide e Luís Onofre
Joaquim Norte de Sousa
- São muitas as mulheres para ajudar a preparar a ceia de Natal. A tradição ainda impera à mesa?
-
A minha mãe trata da ceia porque é zelosa das suas receitas. Digamos que eu fico com a parte da logística.

Luís -
Mas sim, é tudo tradicional e nada falta. Pessoalmente, gosto muito da gastronomia portuguesa, mas, no Natal, curiosamente, nem é das alturas em que como mais. A mesa está cheia e como só com os olhos...


- Já pensaram nos presentes que vão dar às vossas filhas?
-
Elas começam dois meses antes a fazer listas, mas já sabem que o Pai Natal só é amigo se tiverem boas notas na escola.

Sandra -
E também sabem que para receber presentes novos têm de partilhar os outros. Os tempos estão cada vez piores e elas já perceberam que nem todas as crianças têm as mesmas condições. É importante que saibam partilhar e que não criem grandes expectativas para o futuro. Felizmente, posso dizer que, hoje, elas dão com facilidade os brinquedos e a roupa que já não usam aos outros meninos.


- A sabedoria popular diz que atrás de um grande homem há sempre uma grande mulher. A Sandra acumula uma série de papéis na sua vida. É mulher, mãe, parceira no trabalho...
Luís -
Tem sido uma grande ajuda e um grande apoio, sem dúvida. Concordamos nos pontos essenciais, e essa é a base da nossa convivência.

Sandra -
Somos uma equipa e partilhamos muito ideais e objectivos. Somos diferentes, mas completamo-nos. Temos papéis definidos e a separação das vidas, profissional e pessoal, acontece naturalmente.


Sandra Cachide e Luís Onofre com as filhas, Beatriz, Marta e Maroa Luís
Sandra Cachide e Luís Onofre com as filhas, Beatriz, Marta e Maroa Luís
Joaquim Norte de Sousa
- Estão juntos há 13 anos e têm três filhas. Faz parte dos vossos planos tentar um menino?
Luís -
Eu gostava, mas a Sandra quer ficar por aqui. De qualquer das maneiras, há uma grande probabilidade de sair outra menina. O historial de mulheres na nossa família é incrível, portanto, mesmo que tentemos seis ou sete vezes, vêm sempre raparigas.

Sandra -
Já cumpri o meu sonho de ter três filhos, rapazes ou raparigas. Compreendo a ansiedade do Luís em ter um rapaz. Mas, hoje, não quero ter mais filhos. Já aprendi, no entanto, que na vida o que hoje parece definitivo amanhã não o é. Não posso pôr de parte essa possibilidade. Se calhar, quando eu tiver 40 anos, a Beatriz terá 17, e nós possamos pensar em ter outro filho.


- Seis anos depois de se terem casado, divorciaram-se e, oito meses depois, juntaram-se novamente. Faz parte dos vossos planos voltar a casarem-se?
-
Não tenho essa expectativa. Já me casei uma vez e foi uma cerimónia muito bonita. Continuo a ter muito orgulho no meu álbum de casamento, por isso, já não é um sonho.


- O nascimento da Maria Luís veio reforçar a vossa união?
-
Muito! Já tínhamos outra idade, estávamos mais serenos, tínhamos passado pelas nossas divergências pessoais e acertado as agulhas de uma maneira muito mais madura. Então, a Maria Luís veio reforçar o que tínhamos, apesar de ter sido um susto na altura.


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