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Lígia Casanova propõe duas árvores de Natal num ambiente lúdico e mágico

A decoradora gosta de fugir à tradição como forma de marcar a diferença, embora a simplicidade seja sempre o seu ponto de partida.

Melissa Tavanez
23 de dezembro de 2009, 14:41

Os amigos passavam o tempo a elogiar a decoração da sua casa, por isso, quando Lígia Casanova, de 45 anos, decidiu ser mãe, optou também por deixar a publicidade e dedicar-se à decoração de interiores. Não se arrepende da mudança, mas garante que ainda hoje sente saudade do rebuliço diário a que estava habituada. Já passaram 14 anos e, desde que abraçou a sua nova carreira, alcançou de imediato o sucesso, tendo até sido reconhecida internacionalmente, com direito a referência no livro de Andrew Martin Interior Design. "A publicidade era realmente o que gostava de fazer, mas, para ser mãe, era complicado. Durante os primeiros cinco anos ainda consegui conciliar a publicidade com a decoração de interiores, mas depois tive de optar, e foi este o caminho que segui. Hoje em dia, acabo por ser mais reconhecida lá fora, e há fotógrafos estrangeiros que vêm fotografar o meu trabalho para revistas."

Lígia Casanova
Lígia Casanova
Nuno Miguel Sousa

As suas decorações demarcam-se do habitual, até porque são na sua maioria alusivas a um mundo lúdico e mágico que, segundo a decoradora, talvez tenha que ver com o facto de fazer o seu trabalho segundo a intuição. "Sei que há algo de diferente na minha decoração, e acho que isso tem que ver com o facto de essa não ser a minha formação. Como sou designer gráfica, se calhar tenho uma visão diferente da decoração." [risos]O Natal é uma das épocas de que mais gosta, até porque o facto de ser mãe de três adolescentes assim o 'obriga'. Foi por isso com agrado que aceitou a nossa proposta de decorar duas árvores de Natal: uma infantil e outra minimalista.

Lígia Casanova
Lígia Casanova
Nuno Miguel Sousa

"Nunca gostei de fazer árvores de Natal que roçassem o tradicional, acho demasiado óbvio. Tenho alguma facilidade em encontrar inspiração, e com estas árvores aconteceu o mesmo. Para a infantil, lembrei-me dos incensos que, quando queimados, ficam quase como que uma circunferência em espiral, e foi a partir daí que comecei a trabalhar. Diria que esta árvore parece ter um ar inacabado, mas acho-a muito diferente e adoro-a. A minimalista é uma videira que comprei no estrangeiro e, como tem uma silhueta muito bonita, é adaptável a quaisquer acessórios. Coloquei somente três peças: um candeeiro de feltro, um cabide de pele branca com umas correias e uma guirlanda com peças de cerâmica da Anna Westerlund. Cada vez mais as pessoas tendem a buscar a simplicidade e, para mim, as coisas mais simples sempre foram as mais bonitas."

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