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Margarida Rebelo Pinto dedica parte do novo livro ao namorado, Francisco

"Gosto de a ler, até para ficar a saber o que as mulheres querem e precisam." (Francisco Xavier Oliveira)

Andreia Guerreiro
19 de dezembro de 2009, 17:34
Margarida Rebelo Pinto
, de 44 anos, diz que não estampa nos livros os problemas que vive, mas sim aqueles que já curou. Assim acontece novamente em
O Dia em que te Esqueci
, o seu novo livro, que chega três anos depois de
O Diário da tua Ausência
, e foi apresentado por uma amiga da autora,
Helena Sacadura Cabral
.


Helena Sacadura Cabral e Margarida Rebelo Pinto
Helena Sacadura Cabral e Margarida Rebelo Pinto
Catarina Larcher
"Servi-me dos primeiros livros para curar algumas feridas, agora não! E em todos há sempre um processo de transfiguração, ou seja, há percepção da realidade, a reflexão sobre ela, e depois a transfiguração noutras histórias, com personagens fictícias. Mas a essência, que tem que ver com as minhas preocupações de base, está lá"
, explicou a escritora.


Margarida Rebelo Pinto com o filho, Lourenço
Margarida Rebelo Pinto com o filho, Lourenço
Catarina Larcher
Nesta obra, no entanto, até o actual namorado da autora, o arquitecto
Francisco Xavier Oliveira
, de 31 anos, teve direito a um capítulo, como nos revelou o próprio. E embora confesse que ainda só leu a parte que lhe diz respeito, e da qual gostou muito, Francisco não se coibiu de dizer o que pensa da escrita da namorada:
"É muito dedicada ao universo feminino, mas eu também gosto de a ler, até para ficar a saber o que as mulheres querem e precisam."
Sem comungar da opinião generalizada entre os homens de que as mulheres precisam de manual de instruções, o arquitecto defende que
"cada mulher tem a sua complexidade e não há um manual comum a todas. Os homens também são todos diferentes"
.


Maria João Lopo de Carvalho e Margarida Rebelo Pinto
Maria João Lopo de Carvalho e Margarida Rebelo Pinto
Catarina Larcher
Helena Rebelo Pinto
, a quem Margarida agradeceu o facto de ser
"o poço de equilíbrio que sempre tem guiado a minha vida"
, diz que a filha está a traçar o caminho que sempre lhe adivinhou:
"Toda a actividade da Margarida, desde muito nova, era ler e escrever. Eu encontrava, frequentemente, nos cadernos de apontamentos dela reflexões, pequenos ensaios sobre as coisas mais simples da vida do dia-a-dia, sobre sentimentos, emoções."
A mãe da escritora, que é psicóloga, deu-nos o parecer técnico possível vindo da parte de uma mãe.
"A Margarida é muito intuitiva, e a intuição, às vezes, não é mais do que a reflexão sobre uma observação sistemática. E eu encontro nas personagens dela a mistura de várias das suas amigas ou de pessoas da nossa família."

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