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Joana Lemos e Cinha Jardim: Amizade julgada em tribunal

"Custou-me muito ver a Joana entrar por aquela porta." (Cinha Jardim)

Andreia Guerreiro
20 de novembro de 2009, 19:15

Joana Lemos e Cinha Jardim eram amigas inseparáveis quando, sem se ter sabido porquê, começaram a afastar-se. Alguns meses depois desse afastamento, a 6 de Março de 2005, a empresária terá, alegadamente, agredido Sofia Jardim, sobrinha da comentadora televisiva. A partir desse momento, Cinha e Joana cortaram relações. Revoltadas com a agressão de que Sofia foi vítima, a comentadora, uma das suas irmãs, Mituxa Jardim, e a própria agredida deram declarações à imprensa que Joana considerou ofensivas, indiciando as três por difamação. E, na passada quinta-feira, dia 19, o julgamento começou.

Cinha Jardim foi a primeira a ser ouvida na sala de audiências do Tribunal de Cascais. Durante o seu depoimento, contou, pela primeira vez, o que esteve na origem do seu desentendimento com a empresária e ex-piloto. Pelo que a comentadora explicou em tribunal, em Julho de 2004, Joana te-la-á convidado para o jantar que se seguiu à apresentação do livro biográfico Joana Lemos - Princesa do Deserto, no qual também estaria o seu ex-companheiro, Pedro Santana Lopes, que tinha um lugar reservado mesmo à sua frente. Cinha não gostou deste gesto, uma vez que Joana sabia que a relação entre ambos era pouco amistosa. Nos meses seguintes, a empresária terá, alegadamente, criado várias intrigas que envolviam a até então sua grande amiga. Esta foi-se afastando de Joana, perdendo definitivamente a paciência quando a empresária agrediu a sua sobrinha numa discoteca, no Estoril.

Cinha Jardim
Cinha Jardim
Pedro Melo
Nos dias que se seguiram, Cinha proferiu várias declarações em que acusava Joana de ser
"mentirosa compulsiva"
e
"intriguista"
, entre outras expressões. A comentadora esclareceu que se fosse hoje não teria dito essas palavras, mas estava
"de cabeça perdida"
. Visivelmente consternada com a situação, Cinha partilhou ainda a mágoa que sentiu por uma relação tão forte ter acabado desta maneira:
"Foi uma amizade muito intensa de dez, doze anos. De convivências, segredos, com muitos bons momentos... Não me arrependo de ter sido sua amiga. Custou-me muito ver a Joana entrar por aquela porta [do tribunal]."


Depois de Cinha, foi a vez de Mituxa explicar à juíza os motivos que a levaram a falar de maneira pouco simpática sobre a empresária. Mais uma vez, o calor do momento e a revolta que sentiu por Joana ter agredido a sua sobrinha foram as razões dadas. Sofia Jardim foi a última a falar e explicou que só se limitou a descrever para a comunicação social o acto de violência de que foi vítima. Recorde-se que, depois da alegada agressão, foi instaurado um processo contra a ex-piloto, que acabou por ser arquivado por falta de provas.


Como obriga a lei, Joana Lemos não ouviu estes depoimentos. Contudo, momentos antes do julgamento começar, o estado de espírito da empresária era de serenidade:
"Estou muito confiante. Não tenho nada a esconder. Tenho pena que uma amizade chegue a isto. É lamentável, mas há coisas que não têm desculpa. Mas não era uma amizade tão próxima como se tem especulado na imprensa."
A próxima audiência deste julgamento está marcada para dia 11 de Dezembro e a última prevista para 14.


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