Nas Bancas

Mico da Camara Pereira e Joana de Sousa Cardoso: "O casamento será para celebrar a vida e o amor"

A convite da CARAS, o músico, de 46 anos, e a namorada, de 27, estiveram pela primeira vez juntos no Funchal.

Andreia Guerreiro
25 de outubro de 2009, 14:29

Foi um fim-de-semana prolongado que serviu como 'bolha de oxigénio' para Mico da Camara Pereira e Joana de Sousa Cardoso. Durante quatro dias, os dois puderam conversar, namorar e esquecer um pouco os problemas que têm ensombrado as suas vidas nos últimos meses, o maior dos quais o cancro da mama detectado a Joana. Os tratamentos terminaram e agora a arquitecta só tem que tomar um comprimido diário, um tratamento hormonal de prevenção que termina no dia 3 de Agosto de 2014, data que a própria faz questão de referir.
Depois de ano e meio de sofrimento, luta, momentos de tensão, lágrimas e desespero, os dois respiram de alívio e começam a fazer planos, o primeiro dos quais será o casamento, pois, das muitas certezas que ganharam durante este período, uma delas foi precisamente a de que querem oficializar a relação e celebrar nesse dia a vida, a amizade e o amor junto dos filhos, Afonso, de cinco anos, e Francisco, de 12 [fruto de uma anterior relação do músico].

- É a primeira vez que estão juntos na Madeira...
Mico -
Já cá vim muitas vezes, algumas das quais para tocar, e tenho um carinho muito especial pelo Funchal, pois os meus pais viveram cá muitos anos, inclusivamente, nasceu cá o meu sexto irmão, no Beco da Pena.
Joana - Pois eu não conhecia a Madeira, e gosto muito de viajar e de visitar sítios onde nunca estive, portanto, estou a adorar!

- Estes fins-de-semana também devem funcionar como uma 'bolha de oxigénio', uma forma de se desligarem dos problemas do dia-a-dia?
-
Gosto imenso destas escapadelas românticas, destes miminhos que damos um ao outro. Acho que são necessários para manter uma relação. Há a família, os filhos, mas depois também tem de haver momentos a dois, apesar de estarmos a morrer de saudades do Afonso e do Francisco!
Mico - É claro que estes momentos são fundamentais, mas sabem sempre a pouco, porque quando nos começamos a esquecer do dia-a-dia, acaba o tempo e temos que voltar à labuta.

- Agora que a Joana deixou de usar o lenço e fica tão bem de cabelo curto, gostava que ela o mantivesse assim ou que deixasse crescer o cabelo?
-
A partir de agora, francamente, é como ela se sentir melhor. Nunca a tinha visto de cabelo curto e não é qualquer pessoa que tem cara para usar cabelo curto ou lenço, como ela usou, e ficar bonita. Sei que ela fica bem de qualquer maneira, e o mais importante é deixar de se sentir limitada em termos de imagem. Agora, como ela se sentir melhor, é como eu vou gostar mais.

Mico da Camara Pereira e Joana de Sousa Cardoso em produção para a CARAS na Madeira
Mico da Camara Pereira e Joana de Sousa Cardoso em produção para a CARAS na Madeira
Luís Coelho
- Joana, já sabe que penteado quer ter?
Joana -
Toda a gente diz que devia deixar o cabelo assim. Como nunca tive coragem de cortar o cabelo muito curto, vou aproveitar para experimentar vários penteados. Agora vou deixá-lo crescer, de forma a passar por todas as etapas, e depois hei-de decidir que penteado prefiro.


- Sentem que a vossa relação foi posta à prova? Acham que, depois de tudo o que se passou no último ano e meio, ficaram com mais certezas?
Mico -
Se isto não é pôr uma relação à prova, então o que será? Ninguém aqui está a fazer de coitadinho, porque quem penou não fui eu. Eu só estava ao lado a assistir ao jogo, sem poder fazer nada, mas quem levou a canelada foi o jogador, neste caso a Joana. Como é que eu poderia interferir? Não fiz sacrifício nenhum, quem os fez foi a Joana. Eu estava lá como amigo. Não fiz isto só por amor, fiz por amizade. Estamos juntos há sete anos, e o amor e a paixão são flutuantes, há alturas em que podemos amar mais ou estar mais ou menos apaixonados, mas a amizade... Acho que esse é o ponto fundamental para que o amor e a paixão não baixem dos mínimos olímpicos, e isso nunca aconteceu connosco, porque gostamos muito um do outro. É importante que sejamos amigos e, se cada um de nós trabalhar para a felicidade do outro, estamos ambos bem. O problema nas relações é quando começamos a pensar primeiro em nós e depois no outro. É o princípio do fim. Neste caso, quem penou não fui eu, eu só assisti.


- Sente que, por terem passado juntos por tudo isto, qualquer coisa que aconteça na relação, futuramente, será sempre mais fácil de ultrapassar?
-
Tenho a certeza absoluta disso. O mais fácil na vida é desistir das coisas, sejam profissionais ou amorosas. Eu já o fiz muitas vezes, sei o que isso é. É fácil desistir de um amor, de uma paixão, de uma amizade, de um trabalho. E hoje em dia estamos numa sociedade muito egocêntrica, egoísta, materialista, portanto, é facílimo trabalharmos para nós e não pensarmos em mais nada. Difícil é, nos momentos maus, agarrarmo-nos e unirmo-nos uns aos outros e trabalharmos para que as coisas não acabem. Lutar por uma relação, por um casamento, por um filho...


- Depois, quando se consegue, dá mais gozo?
-
Quando as coisas correm bem, que é o caso, pensamos que valeu a pena. Porque na realidade era muito fácil a Joana desistir de tudo, não só de mim, como dela própria. Mas, para além de aguentar um homem chato, velho e rezingão, e um filho, que é muito intensivo, activo e que dá trabalho, não deixando que ele se apercebesse do que se estava a passar, e, ao mesmo tempo, fazer uma tese de mestrado... Não conheço muita gente com esta capacidade.


Mico da Camara Pereira e Joana de Sousa Cardoso em produção para a CARAS
Mico da Camara Pereira e Joana de Sousa Cardoso em produção para a CARAS
Luís Coelho
- Joana, o Mico não se deve ter limitado a assistir... Imagino que o apoio dele tenha sido determinante...
-
Sim, claro. Sempre disse que esta vitória só foi alcançada porque tenho o Mico, o meu filho, a minha família e os meus amigos e amigas que adoro e que me apoiaram todos os dias, e me deram muito amor e carinho. [emociona-se]


- O casamento estava planeado para este ano, mas acabou por ser adiado. Já têm data?
Mico -
Não há data, mas ter o ano marcado já não é mau. Há-de ser em 2010. Odeio coisas combinadas com muito tempo de antecedência, porque assim tenho tendência para faltar ou falhar, e eu não quero faltar! [risos]


- Já idealizaram esse dia?
Joana -
Tem sido uma 'guerra' para chegarmos a um consenso quanto ao local, mas acho que já chegámos a acordo. O Mico queria que fosse no Castelo de Barbacena, no Alentejo, onde ele tem um espaço, e eu adorava que fosse na Quinta das Lágrimas, porque sou de Coimbra. Acho que ganhei eu... E idealizo tudo o que todas as noivas idealizam: um vestido muito bonito, muitos amigos e família, num espaço muito bonito, e nós muito divertidos a celebrar a vida, o amor, a amizade e o facto de estarmos cá. Acho que vai ser uma festa animada.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras