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José Saramago

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Reuters

José Saramago afirma que "Caim" despertou "ódios velhos" e "incompreensões"

O escritor admitiu ontem, em Lisboa, que o seu livro suscitou "incompreensões", "resistências" e "ódios velhos".

Pedro Amante
22 de outubro de 2009, 01:19

"Há incompreensões, já sabemos que sim, resistências também sabemos que sim, ódios velhos também sabemos que sim", afirmou José Saramago, durante uma conferência de imprensa realizada em Lisboa na sede do Grupo Leya. "Sou uma pessoa que desperta anticorpos em muitas pessoas, mas não me importo com isso, faço o meu trabalho", frisou o escritor, numa reacção às polémicas surgidas com o seu novo livro. O Nobel da Literatura acrescentou ainda que Caim seja o livro em que "mais se tem falado, embora não tenha sido lido. É quase um milagre que certos sectores tenham conseguido dizer tanto em relação a um livro que não leram".

Recorde-se que toda esta polémica teve início quando Saramago afirmou que na Bíblia há "crueldade, há incestos, há violência de todo o tipo, há carnificinas. Isto é indesmentível". Estas declarações motivaram a reacção da Conferência Episcopal Portuguesa, que disse que tudo isto faz parte de uma operação publicitária por parte de Saramago para promover o seu novo livro. A polémica chegou mesmo ao Parlamento Europeu levada pelo eurodeputado Mário David que incitou o Nobel da Literatura a abdicar da cidadania portuguesa.

O livro "Caim" foi lançado no domingo em Penafiel no âmbito da Escritaria e está nas livrarias desde segunda-feira.

Veja o vídeo da SIC:


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