Nas Bancas

Pedro e Sofia Alte da Veiga trocam vida estável em Lisboa para concretizar sonho em pleno Alentejo

O arquitecto e a mulher estão casados há seis anos. Cúmplices e companheiros, mudaram-se com o filho, de quatro anos, para o Alentejo, para explorarem um hotel, abraçando um desafio conjunto.

Melissa Tavanez
15 de outubro de 2009, 15:45

Pedro Alte da Veiga, de 36 anos, tinha uma vida estável como arquitecto ao lado da mulher, Sofia, de 31, e do filho, Salvador, de quatro anos, em Lisboa. Contudo, um desafio do cunhado, Luís Ahrens Teixeira, fê-lo mudar completamente de vida. Foi há cerca de cinco anos que os dois e mais alguns sócios começaram a projectar aquele que é hoje o Herdade da Cortesia Hotel, em Aviz. O arquitecto começou a desenhar este projecto e aos poucos as viagens para Aviz foram-se tornando mais frequentes. Com a inauguração da unidade hoteleira, o que implicou que Pedro se dedicasse a tempo inteiro ao projecto, o casal trocou a estabilidade de Lisboa pela aventura do Alentejo.

Foi sobre esta nova vida que estão a construir juntos que a CARAS falou com Pedro e Sofia durante um fim-de-semana marcado pela tranquilidade do Alentejo.

- Foi fácil tomar a decisão de trocar a arquitectura pela gestão hoteleira?

Pedro - Este projecto é muito aliciante, porque vêm para cá pessoas muito interessantes. Quando disse aos meus amigos que vinha para Aviz, eles defenderam que eu não estava a ver bem as coisas, e que aqui não se passava nada. E é o contrário. Aqui, o mundo vem ter connosco, porque recebemos atletas que vêm de vários pontos do globo. E não estou nada arrependido dessa decisão. A ideia agora é conciliar isto com a arquitectura, fazendo apenas os trabalhos que quero.

Pedro e Sofia Alte da Veiga com o filho, Salvador
Pedro e Sofia Alte da Veiga com o filho, Salvador
Catarina Larcher
- E estão a gostar de viver em pleno Alentejo?

- Sempre disse que não queria passar o resto dos meus dias em Lisboa. Aqui temos uma qualidade de vida muito diferente, vale mesmo a pena.

Sofia - O Pedro veio para cá primeiro e só depois é que eu e o Salvador viemos. Era muito complicado estarmos em Lisboa sem o Pedro, porque sempre precisei do apoio dele. E com o avançar do projecto, começámos a questionar a possibilidade de virmos para cá. E viemos. Continuo a trabalhar para a minha empresa e o meu filho está completamente integrado. Agora, já nem quero voltar para Lisboa.

Pedro - Aqui, o meu filho pode brincar com os cavalos, com as galinhas, andar de bicicleta à vontade...

- E o dia-a-dia também acaba por se centrar mais facilmente na família...

Sofia - Sem dúvida. Aqui estou efectivamente com o meu filho. As horas que perdia antes no trânsito, agora passo-as com ele. Claro que em termos familiares ainda estamos numa fase experimental, porque temos vivido muito para o hotel e ainda não temos a nossa casa pronta.

Pedro - Quando a nossa casa estiver pronta, teremos com certeza outro sentimento de pertença.

A família
A família
Catarina Larcher
- A Sofia deixou todos os seus hábitos em Lisboa para acompanhar o Pedro neste projecto. Concorda que foi uma grande prova de companheirismo da parte dela?

- Sem dúvida que sim. Eu decidi que queria casar-me com a Sofia quando, na altura, se pôs a hipótese de eu ir trabalhar para Moçambique e ela disse que largava tudo para ir comigo. Acabámos por não ir, mas penso que desde essa altura nos ficou o bichinho de mudar de vida. A Sofia é uma grande companheira e a decisão de vir comigo foi uma prova de amor.

Sofia - O nosso lema é ter a família junta. É o nosso pilar. Eu não sou muito aventureira, mas ao lado do meu marido consigo arriscar. Temos uma grande cumplicidade.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras