Nas Bancas

Isabel Figueira: "O César nunca quereria afastar o Rodrigo de mim"

A modelo, apresentadora e actriz fala da relação com o ex-marido, César Peixoto, e com a namorada deste, Diana Chaves.

Melissa Tavanez
14 de outubro de 2009, 10:20

Têm sido publicadas diversas notícias sobre o suposto mau relacionamento de Isabel Figueira com César Peixoto - de quem se separou há dois anos e de quem tem um filho, Rodrigo, de três anos -, e com Diana Chaves, actual namorada do jogador. Especula-se sobre o incumprimento do pagamento da pensão de alimentos e de um suposto pedido de tutela por parte do jogador, que se mudou de Braga para Lisboa para integrar o plantel do Benfica. Assuntos que na sua estreia como actriz, aos 28 anos, a também modelo e apresentadora esclareceu à CARAS.

- Deu-nos uma entrevista no início deste ano. O que mudou entretanto na sua vida?

Isabel Figueira - Mudou imenso. Para começar, fiz um curso de actriz que me permitiu perceber o que quero fazer da minha vida. Entretanto, surgiu a oportunidade de integrar o elenco de Um Lugar para Viver, na RTP1. A minha vida mudou do ponto de vista profissional, e de forma positiva. Continuo a trabalhar como manequim e voltei à apresentação do Top+.

- Esta experiência como actriz tem sido gratificante?

- Bastante. Foram dois meses intensos, cansativos, mas o projecto está no ar e é um privilégio para mim ter trabalhado com uma equipa tão especial dirigida pelo Artur Ribeiro. Falo deste grande projecto com muito carinho porque é o primeiro e espero que não seja o último.

- Esse trabalho teve outro lado positivo, pois foi durante as gravações da série que conheceu o Pedro Barroso, com quem foi fotografada de mãos dadas...

- Há trabalhos na nossa vida que nos permitem conhecer pessoas novas e essas pessoas podem tornar-se especiais. Em relação ao Pedro, estamos a conhecer-nos e estou feliz, estou bem.

- Quando se separou do César, disse que a sua intenção era que ficassem amigos. Conseguiu-o?

- Sim, o nosso divórcio foi pacífico. Eu não quis nada, não fazia sentido pedir metade disto ou daquilo. Tenho a minha vida, o meu trabalho, por isso não havia necessidade. Portanto, foi um divórcio amigável. Nos primeiros tempos tivemos uma relação de amizade que foi construída e mantida durante algum tempo.

- Quando é que a vossa relação se tornou mais azeda?

- As coisas começaram a ficar tremidas não pelo início do relacionamento da Diana e do César, como se poderá pensar, mas por várias situações muito próprias, muito nossas, que originaram uma atitude mais distante entre nós. Houve uma altura em que realmente não nos demos bem e tentei fazer o possível para esconder isso da imprensa, pois considerei que era um assunto que deveria ser mantido entre nós e resolvido a dois. O César quis tornar público que não tínhamos uma relação cordial, e eu fiquei muito triste com isso, já que de alguma forma expôs a nossa intimidade. Mas depois de ele o ter feito, não tenho razão para esconder que é verdade, que não nos damos bem pelas mais variadas situações.

Isabel Figueira
Isabel Figueira
João Lima
- Que situações são essas?

- Há coisas sobre as quais não vou falar. Somos dois adultos, ele está feliz com a relação dele, eu estou feliz com a minha vida, e tentamos resolver as coisas da melhor maneira para que o Rodrigo não se aperceba de nada.

- E tem conseguido que o Rodrigo se mantenha alheado de tudo isso?

- Sim, o Rodrigo não se apercebe de nada, ama o pai e ama a mãe, que são insubstituíveis. A única coisa que não tenho conseguido é evitar que continuem a ser publicadas notícias sobre isso. Felizmente o Rodrigo é pequeno e ainda não sabe ler, e se estou a dar esta entrevista, é na esperança de que o assunto fique arrumado e eu possa pôr um ponto final em tudo. Por vezes penso que se criou um tal 'barulho' à volta disto, com terceiros a tentar despertar picardias entre nós, que me convenço que a nossa relação se deteriorou mais por causa da imprensa. Isso entristece-me, pois duvido que o César tenha dito certas coisas, tal como ele duvidará, por certo, de afirmações que já me atribuíram e que eu sei que são falsas. Quero que a minha vida siga, quero que se fale do meu trabalho, e não da minha vida privada. Porque felizmente tenho muito orgulho da carreira que fiz até hoje, sou manequim há 11 anos, trabalho como apresentadora e estou a começar como actriz.

- Acha que depois de ter 'aberto as portas' à imprensa, é difícil inverter essa situação?

- Acho que sim. Na altura do meu casamento, abri demasiado, mas acho que com o tempo se consegue ir fechando essas portas. Não totalmente, porque quando as pessoas têm uma profissão onde se expõem, há sempre alguma curiosidade. Mas inventarem-se notícias como a do pretenso pedido de tutela por parte do César, uma história que circula há sete meses na imprensa...

- Tem o poder paternal do Rodrigo?

- A tutela e o poder paternal. E confesso que me magoa o facto de acordar e deparar-me com capas que dizem coisas como: "Isabel pode perder o filho." Isso é das coisas que mais me magoa. Nunca na vida poderia perder o meu filho. Sei a mãe que sou e sei que o César, como bom pai que é, nunca quereria afastar o Rodrigo da mãe. Somos simplesmente dois pais que querem passar com o filho o máximo de tempo possível e dar-lhe todo o amor.

- Diz então que esse pedido de tutela é falso...

- Essa história não é verdade. O César é uma pessoa bem formada, nunca faria tal coisa. Pode haver coisas a limar entre nós, e é isso que estamos a tentar fazer da melhor maneira, há coisas que têm de ficar escritas, e acho que isso é o mais importante. Ele está feliz na vida dele, está bem profissionalmente, e o Rodrigo é feliz porque o pai é feliz. Tal como é feliz porque a mãe é feliz. Entristece-me ver algumas notícias na imprensa a brincarem com a vida das pessoas de uma maneira leviana. Inventam histórias, atribuem-me namorados...

- Sim, depois do divórcio apareceu ao lado do modelo Ari Girão, especulou-se que teria tido um romance com o manequim Rodrigo Santos, o futebolista Beto e até com o actor Nuno Lopes. Há algum fundo de verdade nestas especulações?

- A última pessoa que tive e que nunca assumi publicamente foi o Ari, com quem mantive uma relação de nove meses e meio, que acabou de forma natural. As coisas não resultaram e hoje damo-nos bem. Agora, há nomes de amigos que são apontados como sendo ou tendo sido meus namorados, e isso custa-me, pois é mentira. Mas, como se costuma dizer, o que nos magoa torna-nos mais fortes.

Isabel Figueira
Isabel Figueira
João Lima
- Agora que o César veio de Braga para Lisboa, a rotina do Rodrigo, em relação ao tempo que passa com o pai, alterou-se, ou cumprem o que está estipulad­o pelo tribunal?

- Nós nunca precisámos de reger as visitas pelo estipulado em tribunal, pois o César sempre teve liberdade para estar com o filho quando quis, e o colégio pode testemunhá-lo. As pessoas do colégio onde ele está ajudam-me imenso na educação do Rodrigo. Essa coisa de vir buscar à sexta e deixar ao domingo nunca existiu entre nós. Fazemos as coisas de maneira a que o Rodrigo passe tempo com o pai, por isso, a vinda do César para Lisboa é boa. Acho positivo que possam estar mais tempo juntos, parece-me muito bom para a educação e crescimento do Rodrigo.

- Antes da Diana namorar com o César, eram amigas?

- Nunca fomos propriamente amigas, éramos conhecidas. Encontráva­mo-nos em alguns eventos e era uma pessoa de quem eu gostava.

- Mas essa relação acabou...

- Sim, a nossa relação deixou de ser cordial, por razões que não vou tornar públicas. O importante é que ela trata o meu filho com muito carinho. O César já disse que a Diana e o Rodrigo se dão bem e acredito. Desde que a Diana trate bem o meu filho, para mim está tudo bem.

- Mas ficou aborrecida por a Diana ter aparecido com o Rodrigo ao colo num jogo de futebol?

- Aborreceu-me por uma razão: sempre tentei poupar o meu filho à exposição mediática, ou seja, nunca quis que ele assistisse a um desfile meu para não proporcionar precisamente esse tipo de situações. E fiquei magoada por ver o rosto do meu filho exposto em algumas publicações, pois nem todas o desfocaram, sem que eu tivesse dado autorização. Houve falta de respeito nesse sentido. Quero proteger o meu filho e, como mãe, naquele momento senti-me impotente.

- É verdade que o César não paga a pensão de alimentos?

- Em determinada altura o César deixou de pagar a pensão de alimentos ao nosso filho, razão pela qual foi instaurado processo de incumprimento. Neste momento o César está a pagar um valor reduzido, inferior ao acordado por nós, e que nem sequer é suficiente para suportar metade das despesas escolares do Rodrigo. Por isso instaurei novo processo de alteração das responsabilidades parentais. Espero que a situação venha a ser resolvida e que o César tenha bom senso, pois o que está em causa é o nosso filho.

- Tem esperança de refazer a sua vida sentimental, ou não acredita nesse final feliz?

- Claro que sim. Vivemos numa era em que os casamentos a longo prazo são poucos, e é preciso avaliar em que é que errámos e em que é que a outra pessoa errou connosco para tentarmos não repetir os erros e construir novas coisas. Mas o amor, encontro-o quando tiver de o encontrar. O importante é sabermos que esse lado é importante, mas sem ficarmos obcecados por isso. Uma pessoa que esteja ao meu lado tem de aceitar o meu trabalho e deixar-me trabalhar e ser feliz naquilo que faço, sem criticar. Estou a passar uma fase óptima da minha vida.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras