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Carla Bruni acusada de influenciar decisões políticas de Nicolas Sarkozy

Em apenas dois anos, a cantora e modelo deixou as passarelas e passou a intervir demasiado nas questões políticas, o que os franceses consideram escandaloso.

Melissa Tavanez
13 de outubro de 2009, 16:15

Por mais que ambos insistam em negá-lo, os franceses acreditam cada vez mais que Nicolas Sarkozy se deixa influenciar pela mulher, Carla Bruni. Claro que as críticas não se referem ao poder que a primeira-dama possa ter no que toca à vida pessoal e familiar de ambos, o que não seria suficiente para tanta conversa de bastidores, mas à suspeita de que a cantora, de 41 anos, insista em envolver-se demasiado nas questões políticas. A fazê-lo, é de forma discreta, mas o facto é que boa parte das decisões governamentais de Sarkozy têm ido ao encontro das ideologias e posições que Bruni sempre defendeu, mais à esquerda do que as do marido.

O casal
O casal
Reuters

O caso mais recente está relacionado com uma lei que Sarkozy tentou fazer aprovar e que defendia que todos os imigrantes deveriam ser sujeitos a testes de ADN, para evitar fraudes sobre o grau de parentesco, por exemplo. Assim que a questão começou a ser debatida, há cerca de dois anos, Bruni não hesitou em dar a sua opinião: "Eu própria sou uma imigrante privilegiada. O que me teria acontecido se os meus pais tivessem sido sujeitos aos testes de ADN?" A verdade é que o presidente francês acabou por deixar 'cair' a medida...

Também há cerca de quinze dias foi aprovada no parlamento francês a lei Hadopi, que previa, após autorização do tribunal, o corte da ligação à internet aos cidadãos que fizessem downloads ilegais de filmes, músicas ou jogos. Logo na altura surgiram suspeitas de que Bruni teria feito uso das privilegiadas 'conversas de almofada' para defender os seus direitos enquanto artista, já que continua a gravar discos.

Carla Bruni
Carla Bruni
Reuters

Estes serão os casos mais evidentes, mas há outras questões onde se suspeita igualmente do envolvimento de Bruni: diz-se que a ex-modelo esteve presente na reunião em que se decidiu a composição do gabinete de trabalho do presidente francês; que terá insistido para que Frédéric Mitterrand fosse nomeado ministro da Cultura e Comunicações - cargo que ainda ocupa -; e que foi a responsável pelo afastamento da ex-ministra da Justiça, Rachida Dati, com quem se acredita que Sarkozy terá mantido um relacionamento amoroso antes de ter conhecido Bruni, além de Dati ser a maior amiga da ex-mulher de Sarkozy, Cécilia Ciganer-Albéniz. "Vejo-a frequentemente e não há hostilidades entre nós", garante Bruni, embora seja difícil de acreditar que, embora sendo uma mulher deslumbrante, não tome medidas que evitem eventuais ameaças...

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