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De regresso à política, Joaquim Couto diz: "A família é o meu maior apoio"

No Douro, ao lado da mulher e dos filhos, o médico partilhou as razões que o levam a ser candidato à Câmara de Gaia.

Melissa Tavanez
25 de setembro de 2009, 11:43

Dez anos depois de ter saído da Câmara Municipal de Santo Tirso, Joaquim Couto diz-se preparado para voltar à política diária e, por isso, candidata-se à presidência da Câmara de Vila Nova de Gaia. Ciente das dificuldades que o esperam, o médico conta com o apoio da mulher, Manuela, e dos filhos Luís e Silvana, de 31 anos e 28 (do seu primeiro casamento), e de Salvador, de nove (deste casamento), para a luta, pois considera indispensável a opinião dos que melhor o conhecem.

Durante uma manhã animada na Quinta do Pego, em Tabuaço - um local que Joaquim Couto considera paradisíaco e de onde gosta de ver o Douro -, o candidato à autarquia gaiense contou à CARAS que toda a sua vida se dedicou às pessoas, primeiro no seminário, depois na medicina, e, por último, na política, e que é nelas que o seu projecto está centrado.Depois de duras provas de resistência na vida pessoal, com a perda de dois filhos, Joaquim e Manuela Couto partilham o dia-a-dia com cumplicidade e dedicação aos objectivos comuns. A educação e protecção do filho de ambos, Salvador, é uma prioridade na vida de ambos.

E, aos 58 anos, o candidato socialista fala com orgulho dos filhos mais velhos: "Ensinei-os a pescar, não lhes dei o peixe, e hoje estão lançados. Estou muito orgulhoso."

- Deixou a Câmara de Santo Tirso há dez anos. Sente-se preparado para voltar à política num ritmo diário?
Joaquim Couto - Sempre dediquei a minha vida às pessoas, e na política é isso que fazemos. Não estava no meu percurso, nem era minha vontade, voltar às autarquias, mas, depois do convite que me foi dirigido, decidi rapidamente que aceitava o desafio.

- Consultou a família para tomar a decisão? Tem o apoio deles?
- Obviamente. A Manuela perguntou-me: "É o que queres fazer? Sentes-te satisfeito por voltar?" E quando lhe disse que sim, pôs-se logo ao meu lado. É indispensável ter o apoio deles. Não se pode estar envolvido num desafio destes sozinho. Há muitos momentos difíceis e o primeiro apoio é a família.

- Os seus filhos são participativos?
- São muito críticos e atentos. Eles e a Manuela conhecem-me melhor que ninguém, portanto ajudam-me muito. Com o Salvador é que temos de ter mais cuidado, porque só tem nove anos e não o posso expor demasiado. Mas quando soube que me ia candidatar, fez um cartaz a dizer: "O pai é o maior!"

- Qual é hoje o lugar da medicina na sua vida?
- Já não pratico medicina há alguns anos. Mas tenho como objectivo voltar a praticar, nem que seja quando for velhinho.

- Como ocupa os seus tempos livres?
- Gosto de ir ao cinema ou para a nossa casa de Esposende, que é muito sossegada. E leio livros de história de medicina natural e de história política.

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