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Lili Caneças quer partilhar experiência de vida em curso de autoconhecimento

Aos 65 anos, Lili Caneças continua a soltar sonoras gargalhadas e a acreditar que Deus a leva pela mão. A crise não a assusta, porque, como lembra, já passou por duas e sobreviveu.

Melissa Tavanez
6 de setembro de 2009, 18:35

Lili Caneças não necessita de apresentações. A maneira de ser e estar, positiva, cuidada e enérgica, é uma imagem de marca que há muito cultiva com cuidado. É comentadora de televisão, conhece como ninguém a genealogia das casas reais, é atenta aos estudos sociológicos e aos acontecimentos desta aldeia global, e agora prepara-se para novos desafios, como nos confessou numa pequena conversa que mantivemos no Algarve. Ficámos a saber que se prepara para participar num projecto de coaching lançado por Carlos Sampaio, amigo que, por conhecer as suas experiências de vida, a convidou para integrar a equipa de formação. Um dos seus lemas, aproveitado do pensamento de Simone de Beauvoir, que dizia que "só uma pessoa fútil acha que ser fútil é uma futilidade", explica-a por completo.

- Foi difícil deixar de usar e abusar do sol?
Lili Caneças - Foi, porque eu vivia a adorar o sol, daí que só tenha feito o peeling aos 57 anos. Foi a minha primeira intervenção, que nem sequer foi uma cirurgia plástica, já que o peeling é apenas uma esfoliação. Foi quase um milagre, porque não fazia ideia que ia ficar com a pele tão bonita. Não preciso de fazer mais nada para o resto da minha vida, porque depois fiz um pequeno retoque nos olhos e um em volta da boca. É suposto as pessoas terem rugas, e nunca escondi a minha idade, 65 anos. Tenho três netos e, portanto, também não poderia tirar muitos anos à minha idade. Quando me dizem que deixei de apanhar sol porque sou vaidosa e que quero parecer menos velha, eu explico que foi mesmo por uma questão de saúde, de vida ou de morte. A vida é tão boa que temos de minimizar os riscos, já basta a crise!

Lili Caneças
Lili Caneças
Luís Coelho

- Por falar em crise, como é que a sente?
- Passei por duas crises enormes e, por isso, quando me falam desta até me rio. Já fiquei duas vezes com a conta bancária a zeros. Não estava habituada a trabalhar, e hoje gosto de o fazer. Se Deus Nosso Senhor continuar a dar-me saúde, podem vir as crises todas, porque posso dizer, do fundo do coração, que o dinheiro não traz felicidade. A única coisa para que me serviu o dinheiro foi para educar os meus filhos.

- Há pouco cumpriu o sonho de fazer teatro...
- E logo com o Doce Pássaro da Juventude na fase final da minha vida!

- Na fase final da vida?
- Tenho a noção que não estou a ir para nova. [risos] Acabei de fazer um check up, e estou óptima. Recentemente apanhei um susto muito grande, porque tive uma dor lancinante no estômago, mas graças a Deus o resultado da biopsia que fiz foi negativo e estou perfeitamente bem.

- Que projectos vêm aí?
- O Doce Pássaro da Juventude vai continuar, em princípio, no Casino Estoril. Foi um dos grandes prazeres da minha vida e posso dizer que acho que já tive todos os prazeres do mundo: o do dinheiro, o de ser mãe, mulher, de ter grandes paixões... Mas o prazer do palco é algo que não se explica. Tenho outro projecto televisivo, que creio está mais ou menos certo, e dele fará também parte o Carlos Sampaio. Confio em muito pouca gente e nele sempre confiei, nunca me desiludiu. Ele esteve muito tempo fora do País e agora voltou com um projecto de workshops sobre autoconhecimento e desenvolvimento pessoal com a empresa dele, que se chama Act Now. O projecto em que vamos estar envolvidos intitula-se O Poder do Agora, e vou dar a conhecer a minha experiência e explicar que é possível melhorar.

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