Nas Bancas

Gonçalo Diniz: "Não tenho necessidade de partilhar a minha vida com alguém, sinto-me bastante feliz com a vida que tenho"

O actor está cem por cento dedicado à carreira, com projectos em Portugal e no Brasil, onde foi fotografado.

Melissa Tavanez
27 de agosto de 2009, 11:42

Há dois anos e meio que Gonçalo Diniz, de 37 anos, não tirava férias, por isso, assim que terminou as gravações da novela da SIC Podia Acabar o Mundo, o actor rumou ao Rio de Janeiro, cidade que guarda no coração para onde quer que vá. Foi na companhia do irmão, Luís Miguel, e do pai, Macário Diniz, que Gonçalo passou os últimos meses, nos quais também trabalhou para concretizar o desejo de fazer um monólogo. Como me Tornei Estúpido, de Martin Page, estreará no Festival Internacional de Angra dos Reis, em Novembro. Até lá, o actor quer apresentar primeiro o projecto cá, actuando em espaços alternativos. Foi sobre esta nova fase profissional, mas também sobre o facto de se sentir bem solteiro e sem projectos de uma vida familiar, que Gonçalo conversou com a CARAS, já em Lisboa, onde regressou entretanto.

- Assim que terminou a novela, partiu para o Brasil. Tem vontade de investir numa carreira internacional?
Gonçalo Diniz - Sem dúvida. Aliás, a minha carreira começou no México, e depois fui para o Brasil, ou seja, comecei ao contrário... Mas depois de nove anos em Portugal, tenho necessidade de abrir horizontes e conhecer novos directores e técnicas. Existe um mundo lá fora para se explorar. Se não o fazemos, depois podemos arrepender-nos.

- É conhecida a ligação que tem à sua família, por isso, esta estada deve ter tido um sabor especial, visto que esteve com o seu pai e o seu irmão, que vivem lá...
- Eu estou sempre com a família. Sou muito independente, mas ao mesmo tempo muito agarrado à minha família. Viajar com o meu pai é sempre divertido, e o meu irmão, sendo o único, é uma referência familiar muito presente. Foi muito bom.

Gonçalo Diniz
Gonçalo Diniz
Caras Brasil

- Veio a Portugal por uns meses, mas já vai voltar para o Brasil novamente. Começa a ter vontade de fazer vida lá?
- Não acredito no definitivo. Mas que vou por uns tempos, vou. Tenho um grande objectivo na minha carreira e vou com ele até ao fim... O Brasil sempre foi a minha segunda casa e tenho muitos projectos para concretizar lá, o que não impede de voltar sempre "à terrinha" para trabalhar. Guardo muito boas recordações destes nove anos aqui. Foi muito bom trabalhar no meu país e agradeço todas as oportunidades.

- Sente-se com vontade de investir mais em teatro?
- O teatro é o meu foco prin­cipal, e estou a investir tudo o que tenho neste projecto. Sendo um monólogo, torna-se mais fácil viajar com a peça.

- E já tem vontade de constituir família?
- Sinceramente, ainda não pensei nisso.

- Neste momento está solteiro. Não sente necessidade de partilhar a sua vida com alguém?
- Não, neste momento sinto-me bastante feliz com a vida que tenho.

- Em que fase da vida se encontra?
- Comecei a ter mais juízo e a alimentar-me bem, a fazer exercício físico todos os dias, a dormir bem... Enfim, desta forma só se pode estar tranquilo e equilibrado, até porque, se assim não fosse, não conseguiria montar este monólogo. Aliás, foi por causa deste trabalho que mudei a minha rotina. Confesso que estou bastante curioso em saber a opinião do público brasileiro em relação ao meu trabalho. Sinto-me como se retornasse às minhas raízes.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras