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Aos 37 anos, Carla Baía defende: "Sem amor, a vida não faz sentido"

Separada de Nuno Lourenço, com quem namorou três anos e de quem se mantém amiga, a empresária diz que continua a acreditar no amor.

Andreia Guerreiro
26 de agosto de 2009, 10:19

É de olhar brilhante e voz serena que Carla Baía, de 37 anos, fala sobre a nova fase da sua vida. Separada de Nuno Lourenço, com quem namorou durante três anos, a empresária e relações-públicas do Manta Beach está a aprender a viver numa casa mais silenciosa desde que, há um ano, Tiago Pinto foi morar com Bárbara Brilhante, com quem se casou há dois meses, tendo deixado a mãe e a irmã, Diana Pinto, sozinhas em casa. Foi um dos assuntos abordados nesta conversa, que teve como pretexto a mamoplastia de aumento com próteses que Carla fez há dois meses na Clínica Milénio.

- Agora que já consegue ver os resultados da cirurgia, está satisfeita?
Carla Baía -
Muito. O meu maior receio era que não ficasse natural, que se notasse demasiado que tinha colocado silicone. O que pretendia era reaver o meu tamanho de peito, ou seja, manter o mesmo número de sutiã, mas ter o peito direito e com um aspecto natural. Tudo isso foi completamente conseguido, o Dr. Ângelo fez exactamente o que eu pretendia.

- Como foi o pós-operatório?
-
Muito fácil. Nos primeiros dois dias senti um peso estranho e estava muito inchada, mas ao terceiro dia, e como já tinha autorização para conduzir, sentia-me capaz de tudo.

- Por que sentiu necessidade de fazer essa intervenção?
-
Era algo que queria fazer há bastante tempo, mas de que tinha bastante medo. Com a idade e o facto de ter sido mãe duas vezes, o nosso corpo modifica-se e o peito é uma das partes mais afectadas. Queria usar um vestido e sentir-me bem comigo mesma, e agora isso já acontece. Até posso usar um vestido sem costas, o que dantes era impensável.

- Pediu opinião aos seus filhos?
-
Claro que sim, e eles apoiam sempre as minhas decisões, mesmo que por vezes não concordem, embora não tenha sido o caso. E gostaram do resultado.

Carla Baía em produção para a CARAS
Carla Baía em produção para a CARAS
Mário Galiano
- Sente-se mais bonita, mais sensual?
-
Talvez... Mais bonita não, sinto-me mais sensual, mais mulher. O facto de ter mais facilidade na escolha da roupa faz-me sentir mais confiante, e acho que isso transparece.


- É curioso como uma cirurgia pode mudar uma pessoa...
-
É verdade, mas muda real­mente. As pessoas devem sentir-se bem consigo próprias para que os outros também sintam isso. Quando algo nos incomoda, isso passa a ser o nosso foco de atenção e faz com que os outros reparem na nossa insegurança. Sinto-me mais livre...


- Desde que saiu o seu divórcio, há um ano, parece ter entrado numa fase de maior tranquilidade. Isso mantém-se?
-
Claro que sim. [risos] Desde que alcancei a tranquilidade, é assim que pretendo manter-me.


- Entretanto, terminou a relação com o Nuno. Foi uma separação pacífica?
-
Claro que sim. O Nuno esteve presente numa altura muito importante da minha vida e graças a Deus continuamos muito amigos, e espero que assim se mantenha por muito tempo.


- Está a tornar-se mais céptica em relação ao amor?
-
Não. Nunca fiz planos a longo prazo na minha vida, acho que devemos aproveitar o momento e não nos preocuparmos com o futuro, pois pode não ser como pensámos. O futuro é uma incógnita e, por isso, temos é de saber aproveitar bastante o presente.


- Neste momento, sente-se feliz sozinha, ou gostaria de partilhar a sua vida com alguém?
-
Sinto vontade de estar sozinha, pois nunca soube o que isso era. Na altura em que estive só, antes do Nuno, estava a viver uma fase conturbada, e só agora sei o que é estar sozinha e feliz. E era isso que me faltava.


Carla Baía
Carla Baía
Mário Galiano
- Há quem sinta necessidade de companhia para viver tranquilamente. Não é o seu caso?
-
Vivo muito bem assim. Foi difícil aprender a estar comigo própria, mas, assim que o fiz, percebi como me preenche e me faz feliz.


- O Tiago já está a seguir a sua vida e a Diana para lá caminha. Sente que, de certa forma, está a perder os seus filhos?
-
Completamente. Não entendia muito bem quando outras mães diziam isso, mas é mesmo um sentimento de perda. Ao viver dedicada àqueles dois seres a vida inteira, tive também de encontrar algum poder de encaixe para perceber que eles têm de construir a vida deles.


- Como se lida com isso?
-
É complicado. Durante o dia-a-dia, não sinto tanto, mas, quando chego a casa, à noite, e sinto o silêncio, é que me apercebo. Os meus filhos enchiam a casa e agora falta a alegria deles juntos. Embora a Diana ainda more comigo, parece que já falta uma parte de mim, quanto mais quando ela sair...


- E está preparada para quando a Diana seguir o rumo dela?
-
Nunca estou preparada. Uma mãe nunca está preparada para isso, mas quando chegar a altura, logo pensarei nisso.


- O que é que estes anos, desde que se separou do João, lhe têm ensinado?
-
A viver para mim, pois vivi sempre em função dos outros.

- Continua a acreditar no amor?
-
Claro que sim, sem amor a vida não faz sentido.

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