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O 'chef' espanhol Sergi Arola fala sobre as suas paixões: "Adoro cozinhar, mas também gostaria de ter sido uma estrela do 'rock'"

Sergi Arola abriu, há um ano e meio, o restaurante Arola Penha Longa. Pedro Leitão é o relações-públicas deste espaço, onde decorreu a sessão fotográfica.

Melissa Tavanez
19 de agosto de 2009, 13:29

Aos 41 anos, os restaurantes de Sergi Arola, em Madrid, Barcelona e, há um ano e meio, em Sintra, são sugestões incontornáveis nos guias gastronómicos internacionais. Mas o que é hoje uma marca de prestígio começou na cozinha do seu avô, no início da adolescência. Desde então, o chef catalão nunca mais parou de cozinhar. O segredo do sucesso parece ser a sua paixão pela criação de tendências gastronómicas e o seu empenho em nunca desiludir um cliente.
A seu lado nesta aventura de sabores tem tido a mulher, Sara, com quem partilha a sua vida há 12 anos, cinco dos quais casados, e de quem tem duas filhas, Carla, de dez anos, e Ginevra, de seis. Juntos na vida e no trabalho, o chef e a mulher, que gere o seu restaurante em Madrid, dono de duas estrelas Michelin, têm sabido construir uma família feliz longe dos deslumbramentos da fama.
Foi sobre as suas paixões, dentro e fora da cozinha, que a CARAS falou com Sergi, no seu restaurante Arola Penha Longa.

- Da cozinha do seu avô até aqui, tem sido só sucessos...
Sergi Arola - É verdade... Penso que o segredo do sucesso é trabalhar muito. Não sou vaidoso, só quero que as pessoas tenham uma boa refeição e fiquem satisfeitas. Tenho muitos defeitos, mas a vaidade não é um deles. Todos os dias temos de conquistar os nossos clientes e não podemos pensar que já alcançámos tudo.

O chef
O ‘chef’
Mário Galiano

- Lida bem com essa pressão?
- Deixar de agradar é algo que me assusta muito. Quando um cliente não gosta, para mim é uma derrota, chega a doer. O importante é que cada pessoa saia dos meus restaurantes satisfeita com o que comeu.

- Como tem conciliado a exigência profissional com a vida familiar?
- Sou cozinheiro 24 horas por dia. Entristece-me pensar que perco muitas coisas na vida das minhas filhas, mas o meu trabalho é a minha paixão e levo isto como um compromisso. E a minha mulher encara as coisas da mesma forma.

- O trabalho trouxe-o até Portugal. Gosta de cá estar?
- Estou cada vez mais apaixonado por Portugal. Aqui sinto-me em casa. Agora, quero passar cá uns dias com a minha mulher e as minhas filhas. Gostava muito de ter aqui uma segunda residência.

- Alguma vez se questionou como seria a sua vida se não se tivesse tornado chef?
- Adoro cozinhar, mas também gostaria de ter sido uma estrela do rock. Sempre que posso, pego na guitarra. A música é a minha segunda paixão.

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