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Ao lado da família, Rui Águas confessa: "Custa-me ver os meus filhos crescerem"

Ao lado do filho mais novo Martim, o antigo jogador e a mulher, Leonor, de férias no Algarve, partilharam com a CARAS como têm sido os mais de 25 anos de vida em comum.

Andreia Guerreiro
18 de agosto de 2009, 10:26

Há tradições que não se perdem, nem que a vida dê muitas voltas. Para Rui e Leonor Águas, de 49 e 48 anos, respectivamente, e para os filhos, André, de 24, Mariana, de 22, e Martim, de 16, passar férias na praia da Oura, em Albufeira, é um desses momentos obrigatórios no calendário.
Depois do futebol e da profissão de treinador, o antigo jogador é agora coordenador do Departamento de Prospecção Jovem do Sport Lisboa e Benfica. As temporadas longe da família já não são tão frequentes, mas Rui ainda se ressente dos momentos que não partilhou com aqueles que mais ama.
Foi sobre os 27 anos de casamento e o projecto de vida que tem os filhos como protagonistas que falámos com o casal.

- Acredito que já não dispensem este período de férias no Algarve...
Rui Águas -
Já não. É evidente que há muitos sítios giros onde podemos ficar, mas a diferença é feita pelos amigos que todos os anos vêm connosco. E mantemo-nos fiéis a esta tradição de virmos para cá. Os nossos filhos também já criaram várias relações aqui.

- É também nesta época que a família pode reunir-se...
-
Desde sempre que a minha actividade profissional se fez um bocadinho com o sacrifício da família. Quem trabalha no mundo do futebol, como jogador, treinador ou coordenador, está ocupado ao fim-de-semana, quando normalmente a família está em casa. Daí ser tão importante poder passar férias em família.

- Sente que perdeu momentos importantes do crescimento dos seus filhos?
-
Claro. Sempre fui muito chegado aos meus filhos e quando estou com eles não os consigo largar. Dentro daquilo que foi a minha profissão, sempre tentei a todo o custo estar muito perto deles.

Rui e Leonor Águas
Rui e Leonor Águas
Catarina Larcher
- E como foi para a Leonor abdicar da sua vida profissional para poder acompanhar sempre o Rui?
Leonor -
Quando nos conhecemos (fomos da mesma turma na faculdade), o Rui nem sequer era jogador de futebol. E quando me casei, não sabia de todo ao que ia. [risos] Mas fomo-nos adaptando. Sempre fomos muito cúmplices. E tentei criar um núcleo familiar um bocadinho fechado, porque assim era mais fácil gerir as coisas quando de repente a nossa vida mudava. Mesmo com o sacrifício inicial, quando, por exemplo, nos tínhamos de mudar para outra cidade ou país, a família tinha de estar toda junta. E o Rui merece a nossa companhia e apoio. Por isso, os nossos filhos sempre tiveram uma relação muito próxima connosco.


- Agora que os vossos filhos já são crescidos, têm desfrutado mais um do outro?
Rui -
Eu preferia ficar com os miúdos mais tempo. [risos]

Leonor -
O Rui é um pai muito 'galinha' e precisa mesmo de estar com os filhos.

Rui -
Esta fase de distanciamento progressivo não é fácil. Custa-me ver os meus filhos crescerem, faz-me muita confusão.


- O Rui esteve sempre ligado ao futebol. Foi difícil deixar de ser jogador?
-
Nunca é fácil. Não porque me faça falta a prática, mas porque é uma profissão muito especial e que é difícil de substituir. E alguns dos meus antigos colegas pensam como eu. Mas agora também tenho uma actividade muito absorvente que exige toda a minha dedicação.

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