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Sofia Jardim: "Agora entendo o que é amor incondicional"

Durante o primeiro mês de vida de Leonor, Sofia teve alguma dificuldade em adaptar-se às mudanças que a sua vida teve por ter sido mãe. Actualmente, a relações-públicas está totalmente à vontade e para isso, o apoio de Domingos Amaral foi essencial.

Melissa Tavanez
2 de agosto de 2009, 17:30

No espaço de um ano, desde que assumiu a relação com Domingos Amaral, de 41 anos, que a vida de Sofia Jardim, de 34, mudou por completo. Avessa a planear o futuro, há um ano a relações-públicas não imaginava que no Verão seguinte seria uma mãe de família. Mas foi com a certeza de que esta nova vida lhe assenta que nem uma luva que Sofia conversou com a CARAS durante as férias passadas no Algarve com o jornalista e escritor, os filhos deste, Carolina e Duarte, de dez e sete anos, respectivamente, e a filha de ambos, Leonor, de dois meses e meio.

- Alguma vez imaginou que a sua vida mudaria tão rapidamente ou gostava que tudo tivesse sido programado?
Sofia Jardim - Nunca imaginei, mas também não gosto de fazer planos. Quando, mais nova, planeava alguma coisa, nunca corria como eu pensava e acabava por ficar sempre mais triste do que o normal. Por isso, deixei de criar expectativas e vivia assim o meu dia-a-dia... Também nunca gostei de estar muito agarrada às coisas. Um dos passos importantes que tomei, demonstrativo de estar numa fase mais estável e até de crescimento, foi na altura em que comprei a minha casa, o que jamais faria parte dos meus planos anteriores, pois achava que seria mais uma forma de me prender a um determinado sítio. Nunca gostei de estar muito presa a coisas ou a pessoas.

- Quando começou a namorar com o Domingos, alguma vez achou que ele iria mudar tanto a sua vida?
- [risos] Não. Vai fazer dois anos que nos conhecemos e foi aí que percebi que tínhamos muito em comum, pois tínhamos os mesmos objectivos de vida. Tive alguns namorados com quem as coisas não correram muito bem e de facto sentia que faltava qualquer coisa que só foi preenchida quando conheci o Domingos. Entre nós a vida correu bem logo de início, era divertida, o Domingos é muito inteligente, animado e de fácil conversa. Senti de imediato que era o homem que me completava.

- Imagino que a chegada da Leonor tenha feito todo o sentido...
- Fez muito sentido. O Domingos vinha de um divórcio e eu de algumas relações falhadas... Estava numa fase algo reticente em relação ao amor e foi tudo correndo tão bem entre nós e desenvolvendo-se tão naturalmente, que a chegada dela só veio mesmo solidificar o amor que já sentia e por vezes tinha alguma dificuldade em acreditar ou admitir. Com a chegada dela todas as defesas que eu ainda colocava foram transpostas.

Sofia Jardim e a filha, Leonor
Sofia Jardim e a filha, Leonor
Natacha Brigham

- Mudou alguma coisa em si desde que foi mãe?
- Nunca senti o chamado instinto maternal, nem sabia o que era. Quando vi a Leonor, também não o senti, e teve de haver uma fase de habituação. Agora, mesmo dormindo cinco a seis horas por dia e com ela a acordar-me às sete e meia da manhã, quando estou cheia de sono, e ela se ri para mim, tudo o resto é secundário. Fico enternecida.

- Agora já entende certamente quando se diz que ser mãe é a melhor coisa do mundo...
- Com certeza. Quando ouvia essa expressão, não a entendia, mas agora que olho para ela e sinto que é minha, acho uma delícia. Agora entendo o sentimento de amor incondicional. Faço tudo por ela.

- Ao contrário do que se possa pensar, um filho é uma prova de fogo para um casal, alterando todas as rotinas...
- É verdade, não é nada fácil. Passados estes dois meses, sinto que é impossível um filho salvar um casamento. Para um casamento que tenha problemas, um filho é uma sentença de morte. O primeiro mês é um desastre e também por isso acho que só agora é que estou a aproveitar o facto de ser mãe. A nossa vida muda por completo... Facilmente percebo quem tenha depressão pós-parto, pois há demasiadas coisas que se acumulam. Ou a pessoa tem uma estabilidade interior e familiar muito fortes, ou caso contrário é facílimo que tudo se desmorone. Diria até que ter um filho é uma prova de esforço físico e mental para qualquer pessoa. Numa fase inicial, não há 'o amor e uma cabana' e nada é cor-de-rosa.

- Sentir que conseguem ultrapassar juntos a fase mais crítica fortalece a relação?
- Depois disto, disse ao Domingos que agora ia ficar com ele para o resto da vida. [risos]

Sofia Jardim e a filha, Leonor
Sofia Jardim e a filha, Leonor
Natacha Brigham

- O facto de o Domingos já ser pai também deve ter ajudado...
- Imenso. Ele entendia algumas coisas que eu achava impossíveis. Quando ele me dizia que os choros são diferentes, eu não entendia, e agora já consigo identificar isso na Leonor. Agora já conseguimos criar uma forma de tratar dela para que nenhum fique sobrecarregado, mas até chegarmos a esta fase não foi fácil.

- Agora pode dizer-se que é uma mulher de família...
- Confesso que quando fui viver com o Domingos, em Agosto do ano passado, teve de haver uma fase de habituação. Por vezes, punha-me sentada a observar, e percebia que estava rodeada do Domingos, do Duarte, da Carolina, dos nossos cães, e agora da Leonor, e via o quanto a minha vida mudou. Eu era sozinha e independente, não precisava de fazer jantar para ninguém, não tinha de dar justificações... Tive de me adaptar à vida em família e a perceber que há horários e regras que têm de ser cumpridos.

- Esta é uma vida diferente, mas é também uma boa vida?
- É óptima. Se voltasse atrás, queria tudo igual. Até aos 33 anos, tive uma vida superpreenchida, com viagens, cursos e muitos amigos, e agora sinto que assentei na altura certa e gosto da vida estável que levo e da família que tenho. Para mim, faz tanto sentido a vida que levei antes como a que levo agora, cada uma no tempo certo. Tudo o que tenho completa-me muito, sinto que sou mesmo feliz.

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