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Filipe Terruta e Marta Aragão Pinto em produção para a CARAS

Filipe Terruta e Marta Aragão Pinto em produção para a CARAS

Mike Sergeant

Marta Aragão Pinto e Filipe Terruta brindam ao sucesso de dois anos de vida em comum: "a dupla que somos funciona bem em todos os sentidos"

O casal partilhou com a CARAS os novos projectos, profissionais e pessoais, que tem em comum

Andreia Guerreiro
24 de junho de 2009, 11:43

Desde que se apaixonaram, há dois anos, Marta Aragão Pinto e Filipe Terruta, ambos de 32 anos, têm despertado a atenção constante da imprensa. Contudo, o casal tem sabido gerir a sua privacidade e só agora decidiu dar a primeira entrevista conjunta. Companheiros no dia-a-dia, o subdirector da TVI e a empresária preparam-se para dar novos passos a dois: casarem-se e abraçarem um novo projecto profissional. A conduzirem ambos o destino da empresa Marta Aragão Pinto Comunicação Empresarial, Lda, o casal aceitou o desafio de ser a cara do Salt Beach Club, na praia dos Salgados, em Albufeira, onde vai viver entre meados de Julho e o fim de Agosto. Ao seu lado nesta aventura vão ter as filhas, Mónica, de seis anos, e Vera, de cinco, fruto do casamento da empresária com Rodrigo Contreiras, e Joana, de dez meses, que já nasceu desta relação.

- Além de companheiros, passaram agora a ser colegas. Como é que surgiu a ideia de trabalharem juntos?
Marta -
Criei a minha empresa há ano e meio, porque senti necessidade de ter uma estrutura que fizesse face aos meus trabalhos na área da comunicação. Entretanto, eu e o Filipe falámos e achámos que fazia todo o sentido ele estar na minha empresa.
Filipe -
Sempre ajudei a Marta, e, entretanto, descobrimos que trabalhamos bem juntos e que nos conseguimos complementar. Estamos a gerir esta forma de trabalharmos juntos sem massacrarmos a relação.

- Entretanto, preparam-se para abraçar um novo projecto...
Marta -
Sim, o Salt Beach Club. Desde que a Casa do Castelo fechou, aquela zona ficou sem um espaço de diversão. E já estamos a trabalhar nisto há algum tempo. Vamos ter um calendário com noites únicas. O nosso objectivo é que nenhuma noite seja igual à outra. Queremos que as pessoas se divirtam, que cantem, dancem e saiam de lá com a certeza de que na noite seguinte é para lá que vão. Estamos a planear conteúdos muito diferentes e com vários artistas convidados.

- Vai ser um projecto muito diferente dos que já existem no Algarve?
Filipe -
Sim. Tem uma infra-estrutura completamente diferente de qualquer outro espaço nocturno. Foi todo desenhado para que as pessoas se sintam bem. E as pessoas vão ser surpreendidas a todo o momento. Vamos apostar também na componente multimédia, para que não seja apenas um espaço onde se ouve música. É um espaço para 5000 pessoas. O centro da acção vai ser a pista de dança e vamos trazer DJ de renome internacional.

- Isso vai obrigar a uma maior gestão familiar...
Marta -
Quando este projecto surgiu, uma das minhas preocupações era conciliá-lo com o Filipe e com as minhas filhas. Hoje, tenho de pensar muito bem naquilo em que me envolvo, porque não posso dar menos aos projectos, mas também não posso faltar em casa. E aceitámos este projecto porque podemos levar a família toda para o Algarve. Nem sequer ponderámos a hipótese de ir um mês para lá sem levar as meninas. E vamos ter de nos dividir como fazemos aqui.

- E conseguem distinguir a parte profissional da pessoal?
- Não dá para distinguir, porque mesmo quando não trabalhávamos juntos falávamos do trabalho de cada um. E isso é normal. Aqui, só ficamos mais dentro dos problemas um do outro. Enquanto casal, é bom falar de todas as coisas.Filipe - O único problema é que trabalhamos 24 horas por dia, e isso é que é mais cansativo. Mas temos de encontrar uma maneira de gerir isso. Sentimos que a dupla que somos funciona bem em todos os sentidos.

- E assim também se conhecem de uma outra maneira...
-
Pois, nem sei se isso é bom ou mau, porque tenho muito mau feitio a trabalhar. [risos] E reconheço isso. E esse mau feitio passa a estar dentro de casa...

- Essa complementaridade vem das vossas diferenças?
Marta -
Parecemos muito diferentes, mas no fundo somos muito parecidos. Eu disfarço melhor o meu mau feitio, porque consigo pôr um sorriso na cara quando as coisas não estão a correr bem. E o Filipe já não consegue fazer isso.
Filipe - A Marta, na sua maneira cor-de-rosa de ver a vida, acha que há tempo para fazer tudo. E isso estimula-me. Sempre disse que gostava de ter feito um filme até aos 30 anos. E quando falo com ela sobre isso, ela diz-me: 'Vamos lá fazer.' E depois colocamos os pés na terra e vimos o que é que podemos realmente fazer. E temos de conciliar isto tudo com o estarmos juntos e com as miúdas.
Marta - Não quero ver os novos projectos só como trabalho. Quero vê-los como o pôr em prática de sonhos meus e do Filipe.

- O maior projecto que têm em mãos é serem pais?
Filipe -
Ser pai é uma experiência única, que muda uma pessoa. Muda os pontos de vista, muda o que achávamos que era o mais importante e que deixou de ser, muda tanta coisa... É olhar para a Joana, para a Marta, e para a Mónica e a Vera, que, independentemente de não serem minhas filhas biológicas, são minhas filhas, e ver que são a minha família. Aprendemos a ser pais. Quando a Joana nasceu, fiquei extasiado. É uma experiência muito diferente, sobretudo para uma pessoa que viveu sempre em exclusivo para o trabalho e que dizia que nunca ia ter uma mulher, porque a TVI era minha mulher. E as coisas mudaram. E tentamos criar equilíbrios para que a nossa família seja o mais feliz possível. E somos pais presentes.

- Acha que ter provado que é um homem de família acabou com a fama de playboy que teve durante vários anos?
-
Não faço nada para provar alguma coisa. Tenho uma família, porque sou feliz assim. O estranho é continuar a ouvir que a nossa relação é uma encenação para provar alguma coisa. Já nem magoa, porque, ao final de tanto tempo a ouvir tantas mentiras, não é por aí que nos vão chatear.

- Para a Marta não deve ter sido fácil lidar com essa fama do Filipe?
Marta -
Eu não julgo ninguém. E tinha de o conhecer por quem ele é e não pelo que escreviam ou diziam. É claro que ouvi tudo o que tinha para ouvir, mas mantive-me convicta do meu próprio julgamento. Eu é que sei como é que sou feliz. E encontrei a forma de ser feliz ao lado do Filipe. O resto é-me completamente indiferente.
Filipe -
A Marta tinha noção de que eu não era virgem quando a conheci e que tive namoradas, mas daí até à conotação de playboy... Nunca escondi nada. E isso trouxe-me algumas coisas más. Atribuíram-me romances com pessoas que nem conheço. E aproveito para dizer que não conheço a Paris Hilton e que nunca jantei com ela em Carcavelos.

- Para um homem que nunca se imaginou casado, ficar noivo foi outro grande passo...
-
Tudo o que tem acontecido entre nós foi natural. Decidimos ir viver juntos durante um jantar. Não é por impulso, mas é natural. Mas antes de ter pedido a Marta em casamento, ela já me tinha pedido a mim! E isso que fique bem claro. [risos]
Marta - [risos] O Filipe estava sempre a dizer que já me tinha pedido em casamento várias vezes e que eu nunca tinha dito que sim. Também não dizia que não, mas não respondia directamente. E então, quando ele fez 31 anos, pedi-o em casamento à frente de toda a gente, durante um jantar-surpresa. Mandei fazer um bolo a dizer: 'Queres casar comigo?', e em cima tinha a caixa com as alianças.
Filipe - Ficou toda a gente com medo que eu dissesse que não. Depois, fiz o pedido oficial quando estivemos em Punta Cana... Nós já estamos casados, não temos dúvidas. Somos felizes enquanto casal e o casamento vai ser uma festa para celebrarmos com os nossos amigos. E as miúdas também fazem questão que nos casemos.
Marta -
Estou desejosa de oficializar a nossa relação, mas, quando isso acontecer, não quero que seja visto como uma obrigação ou como um stresse. E vou fazer aquilo que me apetecer, independentemente do que me disserem. Queremos que seja um dia especial para nós e para os outros. E são as nossas três meninas que vão levar as alianças.

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