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Maria Cavaco Silva e Mercedes Balsemão partilham testemunhos de esperança

"A minha mãe não teve dores até ao fim." (Mercedes Balsemão)

Melissa Tavanez
17 de junho de 2009, 12:32

Ver uma pessoa querida morrer é sempre uma experiência penosa, sobretudo quando os seus últimos dias são passados em sofrimento. Nestas alturas, procurar soluções para proporcionar o máximo de serenidade e evitar a dor à pessoa doente passa a ser uma verdadeira prioridade para os familiares. Durante uma angariação de fundos para a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, presidida por Isabel Galriça Neto, na residência oficial do embaixador britânico em Portugal, Maria Cavaco Silva falou sobre a importância que estes cuidados podem ter na qualidade de vida destes doentes, referindo, em particular, o caso do seu cunhado, António Cavaco Silva, que sofre de uma doença degenerativa irreversível: "Todos sabem que tenho um problema grave na família, uma pessoa que com certeza já está a beneficiar deste tipo de cuidados ou vai beneficiar ainda mais. Mas todos nós nos devemos envolver em todas as causas. As associações nascem normalmente de uma ligação concreta... Mas mesmo que não estejamos a sentir na pele, é bom que nos empenhemos como sociedade." Também Mercedes Balsemão tem uma sensibilidade muito especial quando se fala desta ajuda médica: "Os cuidados paliativos são muito importantes e têm sido esquecidos... A Dr.ª Isabel Neto tratou da minha mãe antes de morrer e foi fantástica. A minha mãe não teve dores até ao fim e morreu de forma tranquila. E nunca me vou esquecer disso. Claro que isso me torna mais sensível a esta questão... Ver alguém de quem gostamos a sofrer dá-nos um sentimento de impotência. Daí esta causa ser tão importante."

Isabel Galriça Neto, Mercedes Balsemão e Maria Cavaco Silva
Isabel Galriça Neto, Mercedes Balsemão e Maria Cavaco Silva
Victor Freitas
Histórias como estas foram partilhadas no jardim da casa dos embaixadores
Alexander Ellis
e
Teresa Adegas
pelas centenas de pessoas que quiseram contribuir para esta angariação de fundos. Mas este evento foi muito mais do que uma iniciativa solidária. Foi uma homenagem à causa, e também às pessoas que a representam, como partilhou a embaixatriz com a CARAS:
"Se a nossa amiga Leonor fosse viva comemoraria o seu aniversário hoje... E ela foi um exemplo para todos nós. Antes de morrer, ela beneficiou dos cuidados paliativos, e nessa altura percebi que ainda havia muitas pessoas que não sabiam do que se trata. Ainda há muita divulgação a fazer e precisamos todos de apoiar a associação, que tem feito um trabalho extraordinário."

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