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O cineasta com o neto Ricardo Trepa

O cineasta com o neto Ricardo Trepa

Nuno Miguel Sousa

'Singularidades' de Manoel de Oliveira deixam plateia rendida ao realizador

O cineasta viu um dos seus filmes ter, pela primeira vez, uma antestreia num festival de cinema português, o IndieLisboa

Melissa Tavanez
10 de maio de 2009, 12:26
Manoel de Oliveira
já viu muitos dos seus filmes serem aplaudidos nos mais prestigiados festivais de cinema internacionais. Contudo, esperou até aos 100 anos para ter um filme da sua autoria num festival português. O IndieLisboa '09 acolheu assim a antestreia de
Singularidades de uma Rapariga Loira
, que levou ao Cinema São Jorge centenas de admiradores do cineasta. Apesar dos seus feitos profissionais já serem muitos, o realizador continua a ficar entusiasmado por cada nova conquista que alcança: "
É a primeira vez que me estreio num festival português e estou muito contente por isso. É muito estimulante. É verdade que vou a muitos festivais estrangeiros... Mas já não sei se sou mais admirado pelos meus filmes ou pela minha idade. Sou responsável pelos meus filmes, mas não sou responsável pela minha idade
." [risos]

É com o habitual humor que o cineasta brinca com a sua idade e é com a sabedoria de quem sabe que o tempo se esgota que responde sem hesitações ao que mais gostou em todo o processo de filmagens "
O que mais gostei? Foi ter acabado este filme. E espero que os espectadores compreendam o filme. O mais gratificante para um artista é que o público entenda o seu trabalho. E já estou a pensar no próximo projecto. O mundo não vai acabar."

Igualmente entusiasmados estavam
Ricardo Trêpa
, neto do cineasta e um dos actores do elenco, e
Catarina Wallenstein
, a protagonista. Trabalhar com Manoel de Oliveira foi um privilégio para a actriz e uma oportunidade para começar a pensar na internacionalização da sua carreira: "
É muito importante trabalhar com o Manoel de Oliveira, não só pela qualidade do seu trabalho, como por aquilo que representa trabalhar com ele. Felizmente, já fui aceite por um agente em Paris. Agora, espero estar à altura. Nunca senti a pressão por estar a filmar com ele. Só na altura da estreia do filme no Festival de Cinema de Berlim é que tomei consciência de que tinha feito um filme de Manoel de Oliveira e que muitas pessoas iriam vê-lo..."

Momentos antes da exibição oficial, o realizador subiu ao palco e foi aplaudido de pé. Foi com humildade que agradeceu todas as ajudas que recebeu e que destacou a importância que teve para si fazer um filme baseado num conto de
Eça de Queiroz
.

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