Nas Bancas

Rita, António e Mafalda Ferro prestam homenagem à família

Rita, António e Mafalda Ferro prestam homenagem à família

Rita, António e Mafalda Ferro prestam homenagem à família

"A Fundação António Quadros é também um presente que dou à minha mãe." (Mafalda Ferro)

Redacção Caras
13 de abril de 2009, 00:00

Foram precisos dois anos de muito trabalho, amor e dedicação por parte de Mafalda, Rita e António Ferro para que a Fundação António Quadros passasse do sonho para a realidade. Oficialmente reconhecida em Janeiro em Conselho de Ministros, e apresentada ao público há dias, no Círculo Eça de Queiroz, esta fundação destina-se a preservar a memória e dar a conhecer "o pensamento e a obra" do escritor António Quadros e dos seus pais, Fernanda de Castro e António Ferro. Como a escritora Rita Ferro explicou à CARAS, "esta iniciativa nasceu da necessidade de partilhar e pôr à disposição dos portugueses, dos estudiosos e dos investigadores os espólios do meu pai e dos meus avós". Apesar de todos terem dado o seu contributo, a ideia de criar a fundação partiu de Mafalda Ferro: "Primeiro, porque tinha o espólio lá em casa. E foi uma maneira de o manter junto em vez de o ver ser repartido ou vendido um dia mais tarde... Depois, por causa de um conto que o meu pai escreveu sobre a filha do poeta. Que é uma rapariga fútil que não liga ao trabalho de vida do pai, aos escritos dele... e eu não queria que isso acontecesse. E, de facto, tenho tanta consideração pela minha avó, pelo meu avô e pelo meu pai que acho que a obra deles merece ser estudada, continuada. Este espólio tem que ser disponibilizado a toda a gente em nome da cultura." O apoio da família foi fundamen­tal para Mafalda, embora no início os irmãos se tenham mostrado descrentes e duvidado da sua força de vontade: "Eles não acreditaram que eu fosse capaz e pensaram: 'Olha aquela maluquinha... não tem dinheiro, não tem casa, não tem nada... Tem uns documentos e agora, de repente, resolveu fazer isto. Mas pronto, nós apoiamo-la.' Acho que o respeito, não só pela fundação, mas como por mim, foi crescendo nos últimos dois anos. Foi uma grande vitória."Uma das maiores felicidades dos irmãos foi poderem contar ainda com a presença da mãe, Paulina Roquette Ferro, neste dia tão especial, como nos confidenciou Mafalda: "Acho que quando fazemos uma coisa extraordinária e já não temos pais, há sempre uma tristeza e interrogamo-nos: por que é que os nossos pais não viveram para ver? Não estou a dizer que sou extraordinária, mas esta fundação é e eu estou tão contente por a minha mãe ainda estar cá e poder vibrar com isto e que o meu pai volte a ser lembrado... A Fundação António Quadros é também um presente que dou à minha mãe."Nada foi deixado ao acaso e até o espaço escolhido para a fundação tem, segundo Mafalda, um significado especial para a família: "Para nós, o Círculo Eça de Queiroz é um bocadinho a nossa segunda casa, porque foi um clube privado fundado pelo meu avô. Outro espaço não teria a alma deles aqui dentro. A minha mãe é sócia honorária, como a minha avó foi, o meu avô foi sócio fundador, o meu irmão é sócio... portanto, faz todo o sentido ser aqui a fundação."

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras