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Raica Oliveira: "Se ainda não encontrei a pessoa certa, prefiro estar sozinha"

Redacção Caras
31 de março de 2009, 00:00

Já viajou e trabalhou pelo mundo inteiro, mas esta foi, curiosamente, a primeira vez que a brasileira Raica Oliveira, de 25 anos, veio a Portugal. Há oito anos que a modelo vive em Nova Iorque com a mãe, Conceição, de 48 anos, que a acompanhou nesta vinda a Lisboa para apresentar a colecção de Verão da Throttleman, da qual é o rosto feminino. Numa conversa informal, a modelo revelou à CARAS como se sente feliz com a sua profissão e confessou, sorridente, não ter ainda encontrado o homem ideal. - Esta é a primeira vez que vem a Portugal e só vai cá estar 24 horas. Já conseguiu formar alguma opinião sobre Lisboa?Raica Oliveira - Acho que é muito parecida com Salvador da Bahia e Pelourinho. E a arquitectura é muito parecida com a do Brasil em geral. - Nova Iorque é uma cidade totalmente diferente do Rio de Janeiro. Foi fácil a adaptação? - Ter ido com a minha mãe ajudou muito, e também o facto de a seguir aos trabalhos ir sempre para casa. Isso também permitiu não me envolver demasiado na rotina americana. "Gosto de conhecer a pessoa, saber quais as semelhanças comigo, antes de mergulhar de cabeça e me arrepender." - A sua vida é muito inconstante, pois viaja muito. É sobretudo cansativo ou é precisamente isso que a fascina na profissão? - Gosto muito, pois tenho uma vida muito agitada onde conheço imensa gente e países muito diferentes. É muito cansativo, mas vale a pena. - E essa inconstância não prejudica as relações amorosas?- Claro que sim. É muito difícil quando a pessoa vive num local e nós noutro. Torna-se complicado estar junto. - Actualmente tem namorado? - Não. - Porque está numa fase em que prefere estar sozinha? - Se ainda não encontrei a pessoa que julgo indicada para mim, alguém que me surpreenda, então prefiro estar sozinha. Não gosto de ficar só por ficar. Agora pretendo concentrar-me no meu trabalho, até porque se tiver de aparecer alguém, aparece. Não tenho pressa para nada. - A sua relação mais mediática foi com o jogador de futebol brasileiro Ronaldo. Depois de se terem separado, disse que nunca mais se voltaria a apaixonar por um futebolista. Consegue controlar assim o coração e as emoções? - Preocupo-me sempre com o meu bem-estar e no que vai ser melhor para mim e para o meu futuro. Há alturas em que a pessoa se envolve em situações que sabe não serem saudáveis, mas onde o nível emocional fala mais alto. Procuro muito usar o racional. "Há alturas em que a pessoa se envolve em situações que sabe não serem saudáveis, mas onde o nível emocional fala mais alto." - Tem dificuldade em apaixonar-se? - Alguma. Não me apaixono facilmente e o meu sentimento vai crescendo gradualmente. Gosto de conhecer a pessoa, saber quais as suas semelhanças comigo, antes de mergulhar de cabeça e me arrepender. - Gostava de se casar e ter filhos? - Claro que sim, daqui a uns anos, e gostava de ter uma família grande. Não gosto muito de planear a minha vida e acredito que tudo acontece no momento certo. Se acontecer daqui a um ano, dois, cinco ou dez, será sempre bem-vindo. - Essa maneira de encarar a vida também será consequência da profissão, visto que nunca sabe onde estará? - Claro que sim. Acontece imensas vezes fazer planos, até de viagens com amigas, e não conseguir ir à última hora. Há coisas que tenho de planear com muita antecedência, então, evito fazê-lo. - O que é que esta profissão lhe tem ensinado? - Tem-me ensinado a ser mais responsável, pontual e disciplinada. - Quando ganhou o concurso New Look, da Elite Models, em 2000, alguma vez imaginou que teria tanto sucesso? - Não. Sempre quis ser modelo e de sucesso. Dediquei-me muito e tem sido um trabalho muito árduo, do qual estou a colher frutos agora. É um trabalho muito gratificante. - Em Nova Iorque é incomodada pela imprensa ou passa despercebida? - É tudo muito 'hollywoodesco', dão mais importância aos actores. Quando estou lá, tenho uma vida muito normal, até porque moro em Uptown, e nunca vou a Downtown, que é onde se passa tudo. Gosto de ter uma vida recatada.

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