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Após oito anos de casamento, Manuel e Carlota Gião confessam que estão ainda mais apaixonados, durante um fim-de-semana passado no Alentejo

Redacção Caras
27 de março de 2009, 00:00

Carlota e Manuel Gião são personagens principais de uma bonita história de amor que começou em Novembro de 1997. Três anos e dois meses depois, a 18 de Janeiro, subiram ao altar. Nesse dia o piloto afirmava: "O casamento é único e para toda a vida. É a junção de duas vidas numa só." E assim tem sido ao longo destes oito anos em que Carlota e Manuel têm partilhado a sua vida. Deste romance já nasceram Manuel e Camila, hoje com cinco e dois anos, respectivamente. E é junto deles que são felizes. Mas não se julgue que tudo no casamento de Carlota e Manuel é perfeito. A empresária e o piloto são como qualquer casal e assumem que têm momentos bons e outros menos bons. Também a sua relação sofreu uma grande mudança quando foram pais, mas nunca pensaram desistir do amor que os mantém juntos. Durante o fim-de-semana que passaram em Évora a convite da CARAS, Carlota, de 35 anos, e Manuel, de 36 (que, juntamente com Pedro Couceiro, recebeu o Troféu Capacete de Ouro 2008 da revista Autohoje que o distingue como melhor piloto internacional português), aproveitaram para descansar, acordar mais tarde e namorar, uma vez que decidiram deixar os filhos entregues à tia materna. - Passarem um fim-de-semana a dois é habitual ou não conseguem deixá-los facilmente?Manuel - Não tanto como gostaríamos, mas quando temos essa hipótese, aproveitamos. Precisamos de descansar também dos nossos filhos, que nos têm consumido muito tempo, e até mesmo dormir mais horas. "Ainda me sinto muito apaixonado pela Carlota e digo-lhe isso todos os dias. Cada vez gosto mais dela." (Manuel) - E, depois, estão sempre a ligar para saber deles ou até se esquecem?Carlota - Esta foi a primeira vez que dormi sem a Camila, porque só agora é que lhe consigo explicar que o pai e a mãe vão estar fora. Antes dos dois anos as crianças não percebem, não têm noção do tempo... - Não será por isso mais fácil quando são mais pequenos?- Quando são muito pequeninos, como não sabem verbalizar o que sentem e não se exprimem, acho que podem sentir que os estamos a abandonar. Aos dois anos já conseguem dizer que têm saudades. - Já sentem saudades dos vossos filhos?Manuel - São umas saudades saudáveis e, quando chegarmos a casa, vamos querer passar o máximo tempo possível com eles. - Até porque um casamento também precisa de ser alimentado com estas escapadelas a dois, não concordam?Carlota - Claro que sim. São oito anos e já passámos por várias fases e ultrapassámos todas com amor. E é bom quando nos podemos dedicar só um ao outro... "O Manel é muito equilibrado, constante e compreensivo. Tem muita calma." (Carlota) - O que nem sempre é possível já que quando os filhos nascem as mães têm tendência para centrar as atenções para o bebé...- E isso aconteceu connosco. Nós, mulheres, abafamos muito a criança, achamos que é só nossa e no fundo esquecemo-nos que o pai também quer participar. E no início não consegui dividir a atenção, só agora é que sinto que estou a conseguir... - O Manuel sentiu essa desatenção?Manuel - A Carlota é mais consciente desses aspectos do que eu. Ela tem mais noção de que precisamos de tempo para nós, está mais consciente dessa realidade... - Em alguma altura, depois dos vossos filhos terem nascido, a vossa relação tremeu?Carlota - O Manel é muito equilibrado, muito constante e compreensivo. Ele tem muita calma e nunca se aborrece.Manuel - O que senti é que a nossa vida mudou totalmente e tivemos de nos adaptar a uma série de situações... - Foi fácil ou tem sido uma aprendizagem...?Carlota - Tem sido uma aprendizagem. Antes do nosso filho ter nascido, não nos apercebemos da mudança que isso iria causar nas nossas vidas. Não estávamos preparados para a realidade. "Não consigo pensar só na minha felicidade, penso na felicidade da família." (Carlota) - Têm sido oito anos felizes?- Muito felizes. Claro que quando nasceu o Manel a nossa vida se alterou por completo e, depois, com o nascimento da Camila, o tempo que temos para nós é cada vez menos. As crianças requerem um esforço brutal. - A felicidade de cada um é secundarizada pela felicidade a dois? - Acho que não consigo pensar só na minha felicidade, penso na felicidade da família... - Ainda estão muito apaixonados ou outros sentimentos mantêm agora a chama acesa?Manuel - Ainda me sinto muito apaixonado pela Carlota e digo-lho todos os dias. Cada vez gosto mais da pessoa que escolhi para estar ao meu lado, na mesma luta, a partilhar a mesma vida. Isso fortalece ainda mais o nosso casamento. "A Carlota tem mais noção de que precisamos de tempo só para nós." (Manuel)

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