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Rui Reininho: O homem novo que trocou as noites pelas manhãs

Rui Reininho: O homem novo que trocou as noites pelas manhãs

Rui Reininho: O homem novo que trocou as noites pelas manhãs

A CARAS marcou encontro com o músico a pretexto da saída do seu CD a solo, 'Companhia das Índias'

Redacção Caras
23 de março de 2009, 00:00

Chegou à hora marcada ao local combinado: às dez da manhã, no Chiado. Além do álbum a solo, Companhia das Índias, Rui Reininho apareceu com outra novidade: uma maneira diferente de ver o mundo. Trocou as noites pelas manhãs, aderiu ao poder da meditação e das medicinas alternativas. "Estou mais relaxado em termos de vida", diz. Mas, ainda assim, não matou o rebelde que há em si e que tão bem conhecemos. A CARAS foi conhecer este homem novo.- Porquê este álbum a solo?Rui Reininho - As coisas foram acontecendo. Vai fazer cerca de dois anos que comecei a trabalhar em Lisboa com o Armando Teixeira, fomos reunindo coisas, gravando...Digamos que me levanto mais cedo e, como comecei a trabalhar muito de manhã, começou a sobrar-me bastante tempo... e com o Armando é bastante fácil trabalhar. Depois, foi quase como uma colmeia, foi atraindo os ursos (no bom sentido). Foi uma aprendizagem muito grande e, para já, estou muito satisfeito com esta vitória.- Os seus colegas dos GNR não ficaram ressentidos?- Não, acho que há espaço para isto, não noto ressentimentos. E isto foi uma necessidade minha de aprender com outras pessoas. Por exemplo, no início deste século fui outra vez para a escola, mas como docente, porque queria estar com outras gerações, para saber o que pensavam, quais as suas vivências. A minha escola foi a da vida e sou um bocado teimoso, por isso, acho que a única maneira de aprender é no convívio com os outros.- Diz estar mais relaxado em termos de vida. Qual foi o porquê dessa mudança?- Foi por uma questão de necessidade. Também, o exercício da paternidade dá cabo daquele egoísmo em que a pessoa tem o seu ritmo. Passo todo o tempo que posso com o meu filho. Não ia ficar naquele ritmo de acordar às duas da tarde e o miúdo que se lixe. Até porque há um mundo maravilhoso, que é o das manhãs, que é bastante agradável e saudável. Comecei a descobrir outros prazeres que quero manter, como o ioga, os gongos... Tenho é, às vezes, um pouco de dificuldade no meu business, porque antes das dez não consigo falar com ninguém. Estou à espera que toda a gente acorde. [risos]

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