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Beto: "Gostava de estar com os meus filhos todos os dias e fazer o que um pai normal faz"

Redacção Caras
6 de março de 2009, 00:00

Não costuma dar entrevistas nem gosta de falar muito sobre a sua vida pessoal, mas para a CARAS Beto sempre abriu uma excepção. Assim, o futebolista do Recreativo de Huelva acedeu, uma vez mais, a um pedido nosso para uma produção fotográfica e convidou-nos para um encontro na sua casa, em Olhos de Água, no Algarve. Mesmo a meio da semana de treinos, Beto conseguiu tirar uma tarde para nos dar uma entrevista sincera e sem rodeios, onde fala dos seus filhos, Bruna e Tiago, de oito e cinco anos, fruto do seu casamento com Filipa de Castro, de quem está separado há cerca de dois anos. - Desde que foi jogar para o Huelva, há três anos, foi obrigado a mudar-se, primeiro para esta casa, no Algarve, e depois para Espanha, onde mora há dois anos. Não lhe custa viver tão longe dos seus filhos?- Claro que sim, essa é a parte que mais me custa, estar longe deles. Gostava de estar com os meus filhos todos os dias e fazer o que um pai normal faz, como ir buscá-los à escola, poder desfrutar da companhia deles diariamente. É o que mais me custa, mas a vida é mesmo assim. É um sacrifício que estou a fazer para lhes poder dar tudo o que eles merecem. - E por que não volta para Portugal?- Para já, não tenho isso em mente, porque não é possível. - Deve ser um desgaste enorme andar todos os fins-de-semana entre Lisboa e Huelva...- É desgastante, mas faço-o com muita alegria e vontade. É um pouco a minha vitamina. Como passo a maior parte do tempo em Espanha, a dedicar-me à minha vida profissional, a estar muito tempo em casa a descansar... e quando vou a Lisboa estou com os meus filhos, os meus amigos, aproveito para me divertir um bocado, tirar um pouco o stresse semanal que tenho em Espanha devido à minha profissão. "Podem acusar-me de tudo, menos de não cumprir as minhas obrigações de pai. Sempre cumpri e vou cumprir." - Por que é que não ficou o Beto com os filhos?- Porque decidimos assim, porque estou a viver fora de Portugal... Neste momento, não era correcto tirar os meus filhos da escola onde andam, que é portuguesa, onde têm os seus amigos... assim, eles sentem-se muito melhor e prefiro ser eu a sacrificar-me do que sacrificar os meus filhos. Eles já tiveram essa experiência comigo, quando estivemos a viver em França. Os bebés sentiram muita dificuldade... Achámos por bem agora ficarem em Lisboa. - Mas um dia que volte a viver em Portugal, gostaria de ficar com eles a tempo inteiro?- O futuro o dirá, se vou ficar com eles ou não. Mas uma coisa garanto, sem qualquer dúvida, é que vou passar muito mais tempo com os meus filhos. - Chegou a ser publicado que o Beto pretendia pedir a guarda deles...- Muitas vezes as pessoas comentam sem credibilidade nenhuma e falam do que não sabem. - Também se falou que o Beto não pagava a pensão dos seus filhos...- Felizmente, podem acusar-me de tudo, menos de não cumprir as minhas obrigações de pai. Sempre cumpri e vou cumprir. Ajudo os meus filhos em tudo o que posso e tudo o que faço é para os ver bem e felizes. - Que género de pai é?- Tento estar o máximo de tempo com eles, o que para mim é sempre muito pouco. Mas como o Tiago ainda não anda no colégio, tenho-o comigo sempre que posso, por vezes vai passar uma semana comigo a Espanha. Infelizmente o mesmo não acontece com a Bruna, porque ela, sim, já anda na escola. Acima de tudo, aquilo que quero ser para os meus filhos é que eles não me vejam só como um pai, mas também como um amigo. Muitas vezes digo-lhes que se estiverem bem, até podem não me dizer nada, mas se tiverem algum problema, quero ser a primeira pessoa que eles procuram. - Contudo, não deixa de ser um pai ausente...- Falo praticamente todos os dias com eles ao telefone, mas acabo por ser um pai ausente derivado à minha profissão, porque estou a trabalhar também para eles. Mas quando estou com eles, sou um pai bastante presente, e quem me conhece bem, sabe que os meus filhos são tudo o que tenho na vida. - Mudando de assunto, mas continuando a esclarecer alguns rumores: chegou a dizer-se que o Beto seria excessivamente ciumento e que terá chegado a ser violento...- Nunca. Acho que qualquer pessoa, quando gosta, é ciumenta. E se o fui de mais, se calhar porque sabia que tinha de ser assim, sabia muitas coisas... Mas nunca fui violento, nem sou. Como a minha mãe diz, se calhar fui bom de mais. E, se calhar, por tê-lo sido, fui induzido em alguns erros. "Seria incapaz de voltar para a minha ex-mulher." - Acha que os ciúmes terão sido a razão do divórcio?- Os motivos foram muitos. Mas não vou falar sobre isso. O passado faz parte da história. - Já pôs mesmo o passado para trás das costas?- Completamente. Sinceramente, não foi difícil. - E já encontrou outra pessoa?- [risos]. Estou feliz como estou. Não gosto de falar sobre isso, prefiro resguardar-me nesse aspecto. Mas garanto que, tendo alguém agora ou num futuro próximo, não vou esconder, mas também não vou andar a mostrar a ninguém. - Gostava de se casar novamente ou ficou traumatizado?- [risos] Não fiquei nada traumatizado. Não posso dizer nunca a nada, mas não faz parte dos meus planos. - E quer ter mais filhos?- Por que não? - Também há quem diga que ainda está apaixonado pela sua ex-mulher. É possível uma reconciliação?- [risos]. Não. Seria incapaz de voltar para a minha ex-mulher.

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