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Rodrigo Herédia e Rita Fernandes: Os segredos de um casamento feliz

Redacção Caras
18 de fevereiro de 2009, 00:00

Encaram a vida com a mesma facilidade com que cuidam e se compreendem um ao outro. Juntos há oito anos e casados há cinco, Rodrigo Herédia, de 38 anos, e Rita Fernandes, de 34, complementam-se perfeitamente até nas suas diferenças. Desde que foram pais de Miguel, agora com quatro anos, e Maria, de dois, que o empresário e a pintora sentem que o tempo a dois é cada vez mais escasso e precioso, por isso, aproveitam todos os momentos possíveis para estar juntos, como aconteceu por ocasião desta sessão fotográfica, realizada durante um fim-de-semana que o casal passou no Hotel Mar d'Ar Aqueduto, em Évora, a convite da CARAS. - A vida a dois tem sido exactamente como imaginaram?Rodrigo Herédia - Não é algo em que pensemos, na medida em que o importante é estarmos juntos, bem, e por muitos anos. As coisas vão sempre mudando e vamo-nos moldando às mudanças conforme elas vão acontecendo. A única coisa que temos a certeza é que estamos juntos e bem e com o mesmo pensamento de sempre, que é o de estarmos lado a lado por muitos anos. "Quando as pessoas estão bem, é tudo tão natural que se torna desnecessário fazer esforços para dar provas de amor." (Rita) - Desde que os vossos filhos nasceram, sentem que passaram para segundo plano enquanto casal, ou fazem para que isso não aconteça?Rita Fernandes - Acontece muito e é inevitável. Se queremos ser bons pais, é quase impossível não passarmos para segundo plano enquanto casal. Somos pais que vivemos muito para os nossos filhos e acabamos por querer estar sempre com eles. É forçoso que nesta fase, em que eles ainda requerem muita atenção, não tenhamos tempo para coisas tão banais como ler um livro ou conversarmos os dois com calma e descontracção. Ajuda termos a sorte de ter uns pais fantásticos e de vez em quando deixarmos lá os miúdos para estarmos um pouco só nós os dois.Rodrigo - É fundamental termos tempo a dois e chegamos realmente a sentir falta disso, mas optámos por viver os nossos filhos ao máximo e, se possível, diariamente, pelo menos nesta fase da vida deles. "O facto de gostarmos de coisas diferentes provoca entre nós uma conquista sistemática."(Rodrigo) - Fazem por cuidar um do outro e mostrar diariamente o quanto se sentem bem juntos?Rita - Entre nós isso é natural, é algo que faz realmente parte de nós. Não temos o hábito de dar flores ou trocar bilhetinhos, mas cuidamos um do outro, e isso é que é importante. Quando as pessoas estão bem, é tudo tão natural que se torna desnecessário fazer esforços para dar provas de amor. - Entre vocês, quem é a razão e quem é o coração?Rodrigo - A Rita é o coração e eu a razão, porque tenho os pés muito mais assentes na realidade.Rita - Eu sou mulher, só podia ser o coração! [risos] - É fácil conciliarem as vossas diferenças?Rodrigo - Às vezes chocamos, até porque pensamos de maneira diferente e temos gostos diferentes, mas até isso é saudável. O facto de gostarmos de coisas diferentes provoca entre nós uma conquista sistemática.Rita - Respeitamo-nos muito, e isso também faz com que gostemos mais um do outro. "É fundamental abdicar, aceitar as diferenças e inovar." (Rita) - Continuam somente apaixonados ou a vossa relação já deu lugar a outros sentimentos?- A paixão é inicial e é o que aproxima as pessoas, depois acalma e passa a ser algo totalmente diferente. Não quer dizer que de vez em quando não tenhamos um rasgo de muita paixão, mas depois funcionamos como uma família, com confiança, amizade e companheirismo. A descoberta e a necessidade de estarmos juntos é diferente da de quando estávamos no auge da paixão. - O que entendem ser fundamental para manter um casamento?- É fundamental ter a capacidade de abdicar, aceitar as diferenças e inovar.Rodrigo - Há três coisas fundamentais: respeito, verdade e conquista. Já não necessitamos de nos preencher, pois isso já aconteceu, precisamos, sim, de nos redescobrirmos diariamente.

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