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Susana Vieira: "Espero que Deus me faça esquecer que um dia conheci o Marcelo"

Redacção Caras
4 de fevereiro de 2009, 00:00

Cerca de um mês depois da morte do seu ex-marido, o ex-polícia Marcelo Silva, de 38 anos, a 11 de Dezembro, alegadamente vítima de uma overdose de cocaína, a popular actriz brasileira Susana Vieira contou em exclusivo à CARAS tudo o que viveu desde que, a 8 de Novembro passado, descobriu que estava a ser traída por Marcelo, de quem se separou de imediato. "As pessoas dão-me os pêsames, porque acham que estou triste, mas não tive um momento sequer de tristeza. Senti, isso sim, muita raiva e nojo", confessou a actriz, durante uma estada na ilha da CARAS, em Angra dos Reis, onde contou com a companhia da sobrinha, Bianca, dos netos, Bruno e Rafael, e da nora, Luciana. Nesta entrevista, Susana revela ainda que foi difícil convencer a sua família a receber Marcelo de volta depois dele a ter traído uma primeira vez, em Dezembro de 2006, mas que na altura quis perdoá-lo. - Depois de tudo o que viveu em 2008, deve ter sido bom entrar num novo ano...Susana Vieira - As pessoas acham que 2008 foi horrível, porque aconteceu um episódio humilhante e traumático, mas foi apenas um episódio, e aconteceu em Novembro. Vivi o resto do ano bem e feliz, com a minha família, incluindo o Marcelo. Gravei a novela Duas Caras com sucesso, nas férias fomos ao Havai, que o Marcelo sonhava conhecer, porque gostava de surfar, e fomos também à Disney. Ou seja, fiz uma vida normal, sem desconfiar de absolutamente nada. E continuei feliz até receber um telefonema anónimo de uma mulher que se dizia amante do meu marido [Fernanda Cunha, de 24 anos]. "A infidelidade não é uma questão de idade ou classe social. É uma questão de carácter. (...) Se estou apaixonada, por que é que vou trair?" - A dizer o quê?- Ela deu-me detalhes sórdidos e íntimos da relação deles e da minha vida com o Marcelo. Nessa altura fiquei assustada, porque ela falava de actos desonestos e criminosos do Marcelo em relação ao meu património. Ela sabia de toda a nossa vida, porque frequentava os mesmos lugares que nós. E mais, dizia que queria ver-se livre dele e não conseguia, por isso me contou. Contou-me também que conheceu o Marcelo na praia que frequentávamos, ou seja, a canalhice e a desonestidade eram tão grandes que acontecia à vista de toda a gente. O Marcelo passava o dia na praia e eu não. E quem não faz nada na vida, fica disponível para tudo, inclusive o adultério. - E a conversa ficou por aí?- Não, ela ainda me disse que se encontrava com o Marcelo na hora em que ele devia ir aos Narcóticos Anónimos (NA). Marcelo era dependente de químicos, toda a gente sabia, já tinha sido internado três vezes. Mas como eu lhe tinha dado a mão, ele estava limpo há um ano e dois meses. E como ele faltava aos NA, isso mostra que ela não estava nada preocupada com a recuperação dele. E a verdade é que depois de eu e o Marcelo nos separarmos ela permitiu que ele voltasse a consumir drogas. Mas isso era problema deles... "Vou apaixonar-me de novo. Estou disponível para um novo amor." - E como terminou a conversa?- Enquanto nós as duas estávamos ao telefone, o Marcelo chegou a casa dela e eu ouvi a voz dele. Ele perguntou-lhe com quem é que ela estava a falar e ela passou-lhe o telefone. Quando ele percebeu que era eu, ouvi do outro lado uns barulhos de agressão e o telefone ficou mudo... - Como é que encarou a traição do Marcelo?- Foi a pior situação da minha vida. Nunca pensei que uma pessoa pudesse ser tão má com outra. Nunca pensei que um homem pudesse tratar-me da maneira como ele me tratou. Sujeitei-me a casar com um polícia militar, e sabemos que existe preconceito em relação a eles, e enfrentei outros obstáculos. Ele era mais jovem. Mas não foi o meu primeiro casamento com uma pessoa mais jovem, só que nem quando vivi com o Carson Gardeazabal, que era um marido maravilhoso, enfrentei tantos preconceitos. Acho que havia desconfiança por ele ser de uma classe social mais baixa. E a dependência dele em relação à droga também foi um problema no início do nosso casamento. Eu não sabia como lidar com isso e tive de frequentar um curso. De qualquer forma, pu-lo numa clínica e fiquei ao lado dele. Enfrentei Deus e o mundo... Por isso, é óbvio que foi surpreendente descobrir que ele me estava a fazer uma canalhice dessas. Como foi surpreendente essa mulher ligar-me a contar intimidades. Ela sabia que ele era meu marido e orgulhava-se de mo ter tirado...Mandou fotos para a imprensa para provar o adultério! "Chocou-me que as pessoas que estavam à volta do Marcelo permitissem que tivesse aquele delírio, a morte lenta." - Mas já uma vez, em 2006, Marcelo a tinha traído e perdoou-lhe. Não ponderou perdoá-lo mais uma vez?- Não, depois desse telefonema pu-lo fora da minha casa. Pedi ao advogado que impedisse a entrada dele no condomínio onde moro, em minha casa, na minha vida. E avancei com a separação judicial. Isso porque o Marcelo ainda achava que tinha direitos a nível financeiro. Mesmo depois da humilhação a que me tinha sujeitado, ele ainda tentou voltar, pediu-me para o perdoar... E depois assisti à palhaçada de o ver num programa de televisão com a amante e a serem tratados como se não fossem dois adúlteros. Fiquei revoltada. Era muita podridão. Tive muita raiva, muito ódio. Cada vez que me lembrava de um detalhe da história, vomitava. - E a morte de Marcelo não alterou esses sentimentos?- De forma alguma. A vítima nesta história fui eu. É só recordar-me de todas as coisas por que passei para me sentir mais forte. E eu sou protegida espiritualmente, sou uma mulher vitoriosa, não tenho uma desgraça para contar. Tenho saúde, bem-estar, aparência física, família, trabalho numa empresa maravilhosa [a Globo], que me respeita e me deu apoio total. Por isso, não tenho de estar nervosa, chorosa, preocupada ou triste. "Tenho saúde, bem-estar, aparência física, família, trabalho numa empresa maravilhosa [a Globo], que me deu apoio total." - Mas não sentiu nenhuma emoção no dia da morte dele?- Fiquei com pena de o ver abandonado no chão... e é uma história tão mal contada... Desde as três da tarde às nove da manhã do dia seguinte houve vários lapsos que ninguém questionou. Chocou-me também o facto de as pessoas que estavam à volta dele permitirem que esse homem tivesse aquele delírio, a morte lenta. - Só pena?- Sim, muita pena. Juro por Deus. Quando ele estava comigo, em alguns momentos de fragilidade sentia que ele precisava de apoio. E comigo sempre o teve. Esteve um ano e dois meses sem beber ou consumir drogas. Foi sair de minha casa e ir para os braços de Morfeu. Morreu um mês depois... - Corre o risco de ser considerada muito dura...- Achei engraçado que alguns psicanalistas tenham dado a entender que eu era a causadora de tudo, por ser mais velha, e que dissessem que o casamento não podia dar certo porque ele era pobre. Mas a infidelidade não é uma questão de idade ou de classe social. É uma questão de carácter. Ninguém é obrigado a ficar com ninguém, mas durante todo o tempo que o nosso casamento durou houve sexo e beijos na boca. Tenho 66 anos bem vividos, com muitos amores. E neste casamento, até ao último dia, amei muito, fui feliz, cuidei dele. Fiz tudo por amor. Dei-lhe todos os bens materiais que ele quis... Mas agora espero que Deus me faça esquecer que conheci o Marcelo. "É só recordar-me de todas as coisas por que passei para me sentir mais forte." - Nunca traiu?- Nunca, não tenho necessidade. Só estou com uma pessoa se estiver apaixonada, e se estou apaixonada, por que é que vou trair? - Como é que acha que vai encarar um próximo amor?- Não tenho qualquer problema em relação ao amor, não fiz nada de errado. Se surgir um novo amor, estou disponível. Não entrei em 2009 só a pensar nisso, se bem que, para ser sincera, gosto muito de beijar na boca e fazer sexo. Não pode é existir traição. - Quando é que sentiu que estava no momento de contar a sua parte da história?- Cumprimentaram-me pela atitude digna de ter ficado calada, só que a história não era minha. Nunca me tinha visto envolvida numa história tão desagradável. Depois, passei por uma fase em que não me apetecia responder aos repórteres. Hoje, sinto-me na obrigação de fazer isso, escreveram-se coisas absurdas a meu respeito. Tenho uma história neste país, são 48 anos de carreira! E sinto-me aliviada por ter falado.

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