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Familiares e amigos prestam última homenagem a António Maria Pereira

Familiares e amigos prestam última homenagem a António Maria Pereira

Familiares e amigos prestam última homenagem a António Maria Pereira

O advogado, figura emblemática do PSD, morreu aos 84 anos, de Parkinson. Era casado com a brasileira Leila Nyrop desde 1996

Redacção Caras
3 de fevereiro de 2009, 00:00

Era notória a tristeza dos amigos e familiares, e especialmente da mulher, Leila Nyrop, no dia do funeral do advogado António Maria Pereira, que morreu aos 84 anos, vítima de Parkinson, no passado dia 28.Inteligência, perspicácia e um sentido de humor refinado foram as três características principais que os seus amigos e colegas de trabalho destacaram no dia em que lhe prestavam a última homenagem na Basílica da Estrela, em Lisboa, onde decorreu o velório e a missa de corpo presente, tendo o funeral seguido depois para o Cemitério do Alto de São João. Entre as várias personalidades presentes estiveram Mário Soares e Maria Barroso. "Fomos companheiros de universidade, ele andava em Direito e eu em Letras. Era um homem impecável, gostava muito dele, era uma figura intelectual, jurídica e moral muito importante", recordou o antigo Presidente da República.Nascido a 12 de Fevereiro de 1924, António Maria Pereira foi um dos fundadores da maior sociedade de advogados em Portugal, PLMJ, com Luís Sáragga Leal, Francisco Oliveira Martins e José Miguel Júdice, que, em declarações à Agência Lusa, lembrou a importância do advogado na sua vida: "A ele devo ser advogado e foi com ele que aprendi a essencialidade da luta pelos direitos humanos."António Maria Pereira foi também um político empenhado e activo, principalmente na área das Relações Internacionais. Foi deputado pelo PSD, presidente da Comissão Parlamentar dos Negócios Estrangeiros e membro do Comité Político da Assembleia Parlamentar da NATO. Exerceu também funções na Secretaria de Estado da Cultura e no Grupo Interministerial para a Revisão dos Direitos de Autor. Foi ainda um rosto importante na luta pela defesa dos Direitos do Homem, antes e pós-25 de Abril, bem como na defesa dos direitos dos animais, tendo dado a cara na luta pelo fim das touradas em Portugal. O seu mérito foi reconhecido com várias condecorações, tendo sido agraciado com a Ordem de Cavaleiro, com a Legião de Honra, Mérito e Economia Nacional pela República Francesa e com a Condecoração de Mérito de Primeira Classe pela República Alemã.

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