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Nuno Markl elogia Ana Galvão: "É das mais belas grávidas que já vi"

Redacção Caras
15 de janeiro de 2009, 00:00

Ana Galvão e Nuno Markl formam um casal verdadeiramente feliz. Basta vê-los para perceber o entendimento perfeito que reina entre os dois, ainda mais agora, que esperam um filho para a Primavera.A trabalharem ambos na Antena 3 e também na RTP, ela em Jogo Duplo, ele com Os Contemporâneos, foi exactamente aos microfones que cruzaram, mais do que o olhar, o humor. A relação começou já depois do fim do casamento de dez anos do humorista. Nuno Markl, de 37 anos, e a espanhola Ana Galvão, de 34, ainda não cumpriram um ano de namoro, mas o amor, esse, é mais do que certo. Esta entrevista é o espelho do momento que vivem. - Deitaram as mãos à cabeça quando souberam da gravidez?Ana Galvão - Foi uma mistura de felicidade e mãos na cabeça. Pode dizer-se que estávamos felizes com as mãos na cabeça: 'E agora? Vamos ter um ser despido à espera de muda de fralda!' Depois fomo-nos habituando à ideia.Nuno Markl - Não só me habituei à ideia, como não quero outra coisa. Mal posso ver o petiz cá fora, mas confesso que a mística de esperar por cada nova ecografia é qualquer coisa de extraordinário. "Termos noites sem dormir ainda nos parece uma miragem. Vamo-nos confortando com a ideia de que será o bebé mais tranquilo do País." (Ana) - Faziam muita questão de ser pais?Ana - Desde sempre, em lugares diferentes e de formas diferentes, era algo que cada um de nós tinha previsto, e acho que os dois temos bastante jeito para lidar com essas pequenas criaturinhas.Nuno - Eu, durante boa parte da minha vida, incluindo da minha vida adulta, sentia-me mais filho do que pai. Mas agora sinto, modéstia à parte, que vou ser um pai do 'camandro'. - Como é que tem sido a Ana como grávida?- É das mais belas grávidas que já vi. E não se aproveita nada do estado para ganhar mais mimos; eu faço por mimá-la naturalmente, independentemente do estado em que ela esteja! De vez em quando tem variações de humor, claro, e embora aquela história dos desejos de grávida seja um bocado mito, é certo que uma destas noites tivemos de ir comprar pipocas com carácter de urgência. Tem sido espantoso. Mas quase tenho alguma vergonha em dizer isto, porque tenho a parte mais fácil: limito-me a ver a barriga dela crescer, a tocar-lhe e a dizer-lhe que está linda. Imagino que para a Ana seja um misto entre algo espantoso e algo francamente desconfortável. Aquilo por que o corpo de uma mulher tem de passar para acomodar a criação de uma nova vida lá dentro é arrepiante. "Estou muito feliz com a ideia de ter um rapaz. O pior que pode acontecer é termos de usar capacete..." (Ana) - Preparados para abrandar o ritmo?Ana - Preparados não estamos, a ideia de termos noites seguidas sem dormir ainda nos parece uma miragem e vamo-nos confortando com a ideia de que o bebé será o ser mais tranquilo do País. Na altura logo compraremos base para as olheiras.Nuno - O Manuel Marques, que foi pai há pouco tempo, dizia-me uma coisa engraçada e animadora: que o amor que uma pessoa sente por um filho é tanto que, no caso dele, chegava a gostar quando a filha acordava a meio da noite, só para estar com ela! Eu espero ter essa alegria perante a falta de sono. Por outro lado, quando durmo menos, o meu humor tem tendência a ficar ácido, e isso não é mau de todo. - O Nuno é daqueles que devoram livros sobre gravidez e nascimento?Ana - O Nuno tem o respeitável O Grande Livro da Criança à cabeceira da cama.Nuno - Do Brazelton. Dizem que é o melhor especialista desde o lendário Benjamin Spock, embora uma pessoa que tem o apelido Spock seja, para mim, à partida, imbatível.Ana - Ele tem como projecto a leitura do livro, só lhe falta começar. Tirando isso, já leu com bastante atenção o Boletim da Grávida.Nuno - Sim, aquele livrinho que os médicos dão logo na primeira consulta, com todos os direitos da grávida. Há lá belíssimos direitos, e merecidos, porque quem carrega uma criatura durante nove meses merece, basicamente, tudo. "A ideia de nunca estarmos cansados um do outro poderá ajudar muito nas futuras noites sem dormir." (Ana) - Ficaram contentes por saber que iam ter um rapaz?Ana - Sempre tive uma vontadezinha que fosse menina, já tinha imensos nomes escolhidos e tudo. Razão? A minha irmã é uma santa e o meu sobrinho atira tudo o que encontra à mão à cabeça das pessoas. Isso sempre me fez preferir o sexo feminino. Mas agora estou muito feliz com a ideia de ter um rapaz cá em casa. O pior que pode acontecer é termos de usar capacete...Nuno - Inicialmente era-me indiferente; depois a Ana contagiou-me com a ideia de que ter uma menina é que era; agora que sei que vai ser um rapaz, estou tão feliz como se fosse uma menina. É o nosso filho, caramba! Isso chega para que seja a melhor coisa que nos acontece na vida. - Trabalhar em rádio e televisão implica muita disponibilidade. Acha que algo vai mudar?Ana - As prioridades vão ter de mudar e a minha disponibilidade ficará mais reduzida, mas tenho visto casos exemplares de mulheres que conseguem conciliar a profissão com um extremo carinho e cuidado para com os filhos. Tenho muita família à minha volta, felizmente. A família dos dois é unida e com certeza contaremos com ajuda (até porque agora isto ficou escrito nesta revista e não terão outro remédio!). "Há uma mística especial numa criança que nasce do amor puro." (Nuno) - O facto de namorarem há menos de um ano não vos criou dúvidas?- As dúvidas nunca passaram por aí, o tempo é relativo, e a verdade é que tem sido tudo muito bom e intenso. E visto que o que está feito, está feito, pensamos os dois que só pode ter aparecido na altura ideal. De todas as formas, o encanto de início de relação ainda perdura e a ideia de nunca estarmos cansados um do outro poderá ajudar muito nessas futuras noites sem dormir.Nuno - Eu acho que há uma mística especial numa criança que nasce de amor puro e não de um calendário e de um plano. - Pode dizer-se que foi o humor que vos uniu?- Em parte, sinto que foi. Parte considerável da nossa empatia surgiu da nossa capacidade de nos rirmos das mesmas coisas, incluindo de nós próprios. E tínhamos um capital acumulado disso, do tempo em que éramos colegas e amigos e em que pudemos conhecer bem o humor um do outro. Eu acho a Ana uma das mulheres mais divertidas do showbizz nacional. E já várias vezes lhe disse que ela devia explorar esse caminho. Um dia ainda vou escrever uma coisa para ela!Ana - Claro que o humor também fez parte da grande quantidade de características comuns que nos unem. Já aconteceu contornarmos as situações mais insólitas com ataques de riso, e isso, para além de extraordinário, é impagável.

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