Nas Bancas

Sofia Cerveira: "Hoje sei que estar sozinha não é sinónimo de solidão"

Redacção Caras
8 de janeiro de 2009, 00:00

Já há mais de um ano que Sofia Cerveira não dava uma grande entrevista, daquelas que falam de sonhos, ambições, amores e desamores, família... Isto, porque não gosta de falar sobre a sua vida privada. Mas a CARAS também sabe que a apresentadora raramente recusa um bom desafio, pelo que lhe fizemos uma proposta praticamente irrecusável e um pouco arriscada: subir ao telhado de um prédio tipicamente lisboeta e fazer, provavelmente, uma das mais memoráveis fotografias da sua vida sob o 'olhar' iluminado da cidade onde nasceu. A resposta foi, obviamente, positiva. Contudo, nem nestas circunstâncias Sofia abriu muito do livro da sua vida ou se alongou em pormenores sobre a sua vida amorosa. Deixou apenas no ar que está sozinha de momento... - Só uma pessoa destemida e 'aventureira' aceitaria uma proposta destas...Sofia Cerveira - É verdade. Não foi fácil estar lá em cima do telhado... mas valeu a pena. Por saberem que sou uma pessoa que aceita desafios, é que me propuseram fazer esta produção. Nunca digo que não. A vida só faz sentido se corrermos atrás daquilo que nos move. E eu sempre corri atrás do que me move. - Passa a imagem de uma mulher muito independente e dona do seu nariz...- Sim, mas sou totalmente ligada à minha família. A base daquilo que sou vem do meu principal pilar, que é a minha família, do amor que sempre recebi dos meus pais, dos meus irmãos, dos meus avós... de sempre termos sido uma família muito unida e de estarmos uns para os outros. "Apesar de adorar crianças (...) para já, ser mãe não é uma prioridade." - Sendo tão ligada à família, como é que conseguiu ir viver para o Brasil, mesmo tendo em conta que foi atrás de um grande amor?- A minha família sabia que naquele período da minha vida eu era mais feliz lá. E sabendo eles que eu era feliz lá, eles ficavam felizes por mim. Mas hoje sei que não viveria em mais nenhum lugar no mundo que não aqui em Portugal. O que me fez regressar foi uma saudade enorme. Eu sou uma pessoa muito emotiva, muito ligada às pessoas, sou muito de coração. Eu sei que o ideal é a razão e o coração equilibrados, mas eu sou muito mais emoção do que razão. Contudo, o facto de ter estado a viver fora do meu país contribuiu muito para que eu crescesse nesse sentido de me tornar uma mulher independente. - Independente, mas não sozinha?- Não. Eu cresci, amadureci, aprendi e hoje sei viver muito bem com a minha individualidade. Que era uma coisa que há uns anos não sabia. Hoje sei que estar sozinha não é sinónimo de solidão. Por ser tão independente, transformo os momentos em que estou sozinha em momentos de riqueza pessoal, de aprendizagem... e, nesse sentido, estou muito confiante. Acho que hoje sou uma pessoa muito mais determinada nas minhas convicções, relativizo coisas a que dava muita importância e valorizo algumas a que não dava tanta, precisamente por ter estado fora. Adapto-me perfeitamente a qualquer situação. "Sou uma pessoa muito emotiva (...) Sei que o ideal é a razão e o coração equilibrados, mas eu sou muito mais emoção do que razão." - Há cerca de um ano, demos a notícia de que a Sofia namorava com o ex-modelo Nilo. Nunca confirmou ou desmentiu a notícia...- Tento preservar ao máximo a minha vida sentimental e a minha atitude sempre foi de enorme respeito pela pessoa que estava ao meu lado. - Estava? Já não está?- Isso é um assunto que só diz respeito à minha esfera privada. - Mas como vive o seu presente, esta fase da sua vida?- Estou tranquila e o meu coração está em paz. Vivo de forma serena e estou totalmente focada no trabalho e na família. - Desde a sua relação com o actor e cantor brasileiro Maurício Mattar - que terminou no final de 2006 -, não voltou a assumir nenhum namorado...- Preservo muito a minha intimidade e faço questão disso. Em relação à minha vida privada, sou uma pessoa muito discreta e reservada, ao contrário da minha personalidade. É isso às vezes choca comigo. E um exercício que tento encarar com alguma naturalidade, porque penso que a minha vida privada só a mim me diz respeito. Tudo o que tenha que ver com a minha vida profissional, acho que até é meu dever partilhar, por retribuição de um conforto que o público me dá quando estou com ele, do carinho que me transmite... Mas eu não sou só assim em relação à pessoa que está comigo, mas também em relação à minha família e amigos. No momento em que entra alguém na nossa vida, temos de a respeitar também. Não é uma vida a um, mas sim uma vida a dois. Há um outro lado... sempre fui assim. "Estou tranquila e o meu coração está em paz. Estou totalmente focada no meu trabalho e na minha família." - Quando estava com o Maurício, a sua atitude foi um bocadinho diferente e assumiu publicamente o namoro...- Com o Maurício foi uma excepção, porque eu saí de Portugal, saí do meu país, e isso foi público, não o ia esconder... - Ainda mantém contacto com ele?- Seremos amigos para toda a vida, mas não mantemos um contacto regular. Sei que posso ligar-lhe a qualquer hora do dia ou da noite, e ele também. Sabemos que estamos ali um para o outro sempre que necessário e cada vez que nos cruzamos é uma festa, mas isso não acontece com muita frequência. - Como é tão ligada à família, não sente vontade de formar a sua própria família, ser mãe...?- Acho que isso é o sonho de qualquer mulher, mas para já não. Vingo-me no meu afilhado, nos filhos das minhas amigas... Apesar de adorar crianças, neste momento estou focada na minha carreira e nos meus objectivos profissionais. - Mas sente que tem um lado maternal?- Sim, totalmente. Adoro brincar com o meu afilhado, passo horas a brincar com ele, a contar histórias, fazemos teatrinhos... Mas, para já, ser mãe não é uma prioridade. "Adapto-me perfeitamente a qualquer situação." - Sente-se uma mulher realizada, com uma vida preenchida?- Tenho uma vida preenchida graças ao meu trabalho e à minha família. Mas ao mesmo tempo não deixo de ser insatisfeita em relação à minha profissão, porque acho que posso ir mais longe, acho que ainda tenho muito para aprender e muitas provas para ultrapassar... Há quem ache que sou demasiado perfeccionista, mas eu sempre fui assim. Há também uma outra coisa que me preenche imenso, que é a paz de espírito, que vem, inevitavelmente, de uma fé muito grande que tenho em Deus. E é também por isso que nunca me senti sozinha, sinto que tenho sempre alguém a olhar por mim. - Que balanço faz do ano que passou, e o que espera deste que agora começou?- O ano de 2008 foi muito intenso emocionalmente, muito bom tanto a nível profissional como pessoal, cheio de emoções, rico em novos desafios... A estreia do programa Episódio Especial, em Fevereiro de 2008, foi um desejo tornado realidade. É um programa que cumpriu os objectivos, que me concretiza, a mim e ao público, e isso é notório em termos de audiências, o que me deixa muito orgulhosa e feliz. E o ano de 2009 é, sem dúvida, um ano de viragem na minha vida, tanto a nível pessoal como profissional, onde estabeleço novos objectivos. Espero que seja tão bom ou melhor que o anterior.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras