Nas Bancas

Joana Pinto da Costa: "Não dou valor ao lado material da quadra"

Redacção Caras
7 de janeiro de 2009, 00:00

Quando lhe falam de livros, lembra-se imediatamente do pai, Jorge Nuno Pinto da Costa, a quem gosta de oferecer edições especiais e de coleccionador. Com 21 anos, Joana Pinto da Costa herdou o gosto pela leitura, apesar de, como qualquer jovem da sua idade, ter pouco tempo para dedicar aos livros, bastante menos do que desejava. Na emblemática Livraria Lello & Irmão, na Baixa portuense, a estudante de Gestão de Desporto recordou os Natais da sua infância e o que mudou quando os pais se separaram. Agora que estão novamente juntos, Joana amadureceu a percepção desta época e cada vez mais valoriza os momentos que passa em família. Descontraída, simpática, divertida e inteligente, Joana Pinto da Costa revelou-se também, nesta produção fotográfica para a CARAS, uma mulher sensual e atraente. - Quando olha para trás, o que recorda destes dias festivos em família?Joana Pinto da Costa - Sempre fui uma criança normal e, como toda a gente, tenho memórias comuns. Lembro-me de ver a família toda reunida e da felicidade no momento em que abríamos os presentes, eu e os meus primos. São boas recordações. "O meu pai costuma dizer que as pessoas se preocupam em dar muito no Natal, quando a magia está nos pequenos gestos." - Quando era criança, acreditava no Pai Natal?- Não me recordo exactamente, mas lembro-me de desconfiar sempre que era o meu tio. Acho que a coisa nunca se desvendou, mas fiquei com essa ideia. - Há algum Natal que recorde de forma especial?- No início, o Natal é um dia que nos marca porque recebemos muitos presentes, e isso é sempre divertido. Mas à medida que vamos crescendo, o significado muda e damos valor a outras coisas. Neste momento, vivo esta época de forma mais descontraída. É sempre mais um Natal, um dia bem-vindo, que passo com as pessoas de quem gosto e que nem sempre encontro no dia-a-dia. Já não dou tanto valor ao lado material da época, ao stresse das compras. Tento fugir ao máximo a isso. O mais importante é sabermos por que é que estamos com aquelas pessoas naquela noite e aproveitar cada minuto. "No início o importante eram os presentes, mas à medida que crescemos começamos a dar valor a outras coisas." - Como foi este Natal, passou-o com os seus pais?- Com os meus pais e com os meus avós maternos. Tenho uma relação muito boa com eles, são os únicos avós que conheço e gosto muito deles. Tenho um carinho muito especial pelo meu avô, afinal, sou a neta preferida, porque sou a única rapariga. - Foi o segundo Natal que passou com os seus pais juntos de novo. É melhor assim?- Sem dúvida! Quando eles se separaram, foi complicado, porque falava por telefone com um e estava com o outro, quando tinha vontade de estar com os dois ao mesmo tempo. Mas sobrevivi, não deixei de festejar o Natal por causa disso. De qualquer das maneiras, não deixa de ser verdade que o Natal tem um significado diferente, mais distante, nessas alturas. "Quando os meus pais estavam separados, o Natal tinha um significado diferente, mais distante, mas sobrevivi." - Como é o Natal em vossa casa? São tradicionalistas?- A decoração é tradicional e sempre que posso ajudo. Aliás, até os cães participam. Na véspera de Natal, o jantar é bacalhau, porque, além de ser o típico, é o prato preferido do meu pai. No dia de Natal, é peru, porque eu gosto mais. Quanto às sobremesas, sou um bocadinho esquisita e como pouco, só aletria e rabanadas. Além disso, as coisas sabem bem melhor fora de época. Quando vemos a mesa muito cheia, nem dá vontade de comer. - Recebeu algum presente especial?- Houve anos em que o Natal foi a altura certa para receber certos presentes, mas este ano foi normal. Não gosto de pedir presentes, nem que me digam o que vou receber, porque estraga a piada toda, apesar de eu ser curiosa... O meu pai costuma dizer que às vezes as pessoas preocupam-se em dar muito, quando a surpresa pode estar nos pequenos gestos, nas pequenas coisas. Há sempre qualquer coisa que esta ou aquela pessoa vai gostar, que não tem ou pode precisar. - E porque o Natal é uma época de família, aos 21 anos, já pensa em casamento e em filhos?- Sou muito nova, e se isso fizer parte do meu futuro, não é, com certeza, de um futuro próximo. Ainda tenho muitas coisas para fazer.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras