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Marta Aragão Pinto: "Somos uma família verdadeiramente feliz"

Redacção Caras
29 de dezembro de 2008, 00:00

Faz tudo por impulso, nunca recusa um desafio nem vira as costas à mínima hipótese de ser feliz. Talvez por isso, a sua vida tenha dado uma volta de 180 graus no espaço de cerca de um ano. Em Junho de 2007, Marta Aragão Pinto apaixonou-se e começou a namorar com Filipe Terruta e em Novembro do mesmo ano já estavam a viver juntos. Um amor que muitos diziam impossível, mas que 'acabou' cimentado com o nascimento da primeira filha em comum do casal, no dia 4 de Agosto de 2008. Joana veio assim preencher ainda mais o lar de Marta e Filipe e todos disputam a sua atenção, principalmente as irmãs, Mónica, de seis anos, e Vera, de quatro - filhas do anterior casamento da relações-públicas com Rodrigo Contreiras, que todos tratam por Ruca. - A Joana é a primeira filha que a Marta e o Filipe têm em comum. Como é que está a ser esta experiência a dois, visto que esta já é a sua terceira filha, mas a primeira do Filipe?Marta Aragão Pinto - Por estranho que pareça, o Filipe mostrou muita tranquilidade quando a Joana nasceu. Fez tudo por instinto, não precisei de lhe explicar nada e sempre tomou a iniciativa de fazer as coisas. O Filipe pôs na cabeça que queria ser um bom pai, participativo, que queria ajudar, e foi isso que fez. Aliás, quando fomos para o hospital ter a Joana, eu achei que ele ia ficar nervoso, mas não. Ou então disfarçou bem. Quando chegámos ao quarto, onde as enfermeiras me prepararam para o parto, ele esteve sempre ao meu lado e sempre na maior. Tirava fotos a mim, aos médicos, às enfermeiras... Acho que ele substituiu o nervoso por um estado de alegria e felicidade enormes. E quando a Joana nasceu foi lindo ver a reacção dele. "Sou uma mãe amiga, coração de manteiga, e isso às vezes é complicado." - O Filipe assistiu ao parto?- Assistiu, esteve sempre ao meu lado. O parto foi super-tranquilo e a primeira coisa que o Filipe disse foi: "É só isto? Não gritaste, nada?" Ele estava à espera de um parto complicadíssimo, porque tínhamos visto, antes, um programa sobre partos. A partir do momento em que ele decidiu assistir, eu quis que ele visse como era na realidade, para poder decidir com conhecimento de causa. Vimos um caso complicado e mesmo assim ele disse: "Não interessa, seja como for, eu quero lá estar." - Qual foi a reacção dele quando viu a Joana?- Foi maravilhoso ver a cara dele a olhar para a Joana. E disse logo: "Não acredito, é mais uma igual a ti!" - O nascimento do primeiro filho pode complicar a vida do casal...- Antes da Joana nascer, tive uma crise de ansiedade, porque eu sabia disso, sabia que o nascimento de uma criança vem mudar a vida de um casal, e eu já tinha duas... Quando tive a minha primeira filha com o Ruca, lembro-me de dizer que se o nosso amor não fosse tão forte na altura, teria sido muito complicado gerirmos a vida de casal. E dois dias antes da Joana nascer, passei isso ao Filipe. E ele disse-me uma coisa extraordinária: "Marta, desde que estou contigo que ganhei duas filhas, portanto, não precisas de me estar a dizer isso, porque eu já sou pai de duas há um ano. A Joana só vem preencher mais a nossa casa e não vai alterar nada." "Eu e o Filipe pedimo-nos em casamento todos os dias. Durante o dia, do nada, ele manda-me mensagens a dizer: 'Casa comigo.'" - Mas a teoria é diferente da prática. Com a Joana vieram também as noites sem dormir...- Também lhe disse isso e perguntei-lhe como é que ele queria fazer, se queria participar nas noites dela, alternar nos biberões... porque com a Mónica e a Vera partilhava isso com o Ruca. Perguntei-lhe, porque acho que estas coisas têm de ser faladas, ninguém está preparado para um filho. Dei as informações essenciais ao Filipe para ele saber o que era receber uma criança. Acho que ele interiorizou tão bem aquilo que eu lhe expliquei que, quando a Joana nasceu, era como se ele também estivesse a ser pai pela terceira vez. Era enternecedor vê-lo com a Joana. Foi lindo ver nos olhos do Filipe o que ele estava a sentir, que ser pai é mesmo a melhor coisa do mundo. - O Filipe interiorizou mesmo o papel de pai com a Mónica e a Vera, apesar delas terem pai?- Temos isso muito bem resolvido lá em casa. E elas, principalmente, têm as coisas bem resolvidas na cabeça delas. Sabem que têm o pai delas, que todos os fins-de-semana, e não só, estão com ele... Porque o Ruca ficou um grande amigo meu e do Filipe também, e isso ajuda a que haja uma harmonia familiar gigantesca. - As suas filhas aceitaram bem a chegada do Filipe?- Quando comecei a namorar com o Filipe, a minha primeira preocupação foram elas. Eu não sabia como iriam lidar com a situação. E no início foi complicado. Fizeram-lhe a vida negra. Estavam sempre a dizer-lhe: "Quer ver o álbum de casamento da mãe? Quer ver fotografias do pai e da mãe a darem beijinhos na boca?" Puseram-no à prova. E eu vi que ele levou isso com muita calma, esteve muito bem. A conquista final do Filipe em relação a mim foi quando conquistou as minhas filhas. E hoje em dia é o pai número dois delas. Elas chamam-lhe mesmo pai dois. Elas sentem que têm um pai que adoram, mas que ganharam outro. E o Filipe, hoje em dia, é tão educador como eu ou o Ruca somos. "Foi lindo ver nos olhos do Filipe o que ele estava a sentir, que ser pai é mesmo a melhor coisa do mundo." - Impõe regras e tudo?- Às vezes mais do que eu. Eu sou uma mãe amiga, coração de manteiga, e isso às vezes é complicado quando queremos educar. E o Filipe é importante nesse processo, não se zanga, conversa com elas. E hoje em dia é parte integrante na vida delas, está presente no Dia do Pai, vai às reuniões de pais na escola, às festas do colégio... Adoptou-as. Elas têm mesmo dois pais, porque o Ruca não deixa de estar presente também. E elas sentem-se privilegiadas com isso. - E agora com o nascimento da Joana... Elas sabem que a irmã tem um pai diferente do delas?- Sim, mas já dizem que quando a Joana for mais velha, vai também para o pai Ruça quando elas forem. Para elas é tudo normal, não há duas famílias, é tudo a mesma. Por exemplo, nas festas de aniversário delas, sou eu que as faço lá em casa e vai mãe, a irmã do Ruca e o Ruca. É um privilégio para elas não terem de se dividir nesses dias. - Então não sentiram ciúmes da Joana quando ela nasceu? Nem por ela ser filha do Filipe, por ser o centro das atenções...- Tiveram mais ciúmes quando ela estava na minha barriga, porque era o desconhecido. Não percebiam bem por que é que de repente a mãe tinha um bebé na barriga, por que é que toda a gente falava no bebé... mas quando a Joana nasceu, isso mudou. Hoje em dia é de loucos, não a largam, disputam-na uma com a outra... é uma alegria. Somos uma família verdadeiramente feliz. "A conquista final do Filipe em relação a mim foi quando conquistou as minhas filhas. Ele é o pai número dois delas." - O Filipe não faz a distinção entre a Joana, e a Mónica e a Vera?- Não notei diferença nenhuma. Continua a ter a relação fantástica que já tinha com elas. E para ele são as três filhas dele. Nem toda a gente consegue isso. O amor que ele tem por elas e elas por ele... é uma paixão. Por muito que as coisas sejam naturais, elas não são filhas dele... e a naturalidade com que ele aceitou isso e a minha amizade com o Ruca. Acho que ele pensou nos interesses delas acima de tudo, e vê quão saudável é para elas que eu e o pai delas tenhamos uma relação assim. Elas não sentiram a separação, porque o Ruca continua a fazer parte das nossas vidas. - Neste quadro familiar fica mesmo a faltar o casamento...- [risos] Acho que vai ser uma coisa de impulso, porque na nossa relação foi tudo assim. Não posso pensar muito, ou é ou não é, não ando com rodeios, quando acho que uma coisa faz sentido, faço-a. Foi assim quando comecei a namorar com o Filipe, foi assim quando decidimos viver juntos e foi assim quando decidimos ter um bebé, e acho que vai ser assim quando decidirmos casar. Acho que acordamos um dia de manhã e dizemos: "Vamos casar-nos hoje? 'Bora'." - Mas já falaram sobre isso?- Nós pedimo-nos em casamento todos os dias. Durante o dia, do nada, ele manda-me uma mensagem a dizer: "Casa comigo." Ou eu a ele. Mas já nos sentimos casados. Quando falo do Filipe, digo 'o meu marido', e ele quando fala de mim, diz 'a minha mulher'.

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