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Cláudia Jacques partilha com as filhas a descoberta de ser de novo solteira

Redacção Caras
29 de dezembro de 2008, 00:00

Assim que se olha para Cláudia Jacques, de 44 anos, percebe-se de imediato que vive uma fase serena e está de bem consigo própria. Ao contrário do que seria de esperar, a razão de tanta estabilidade e felicidade nada tem que ver com a parte amorosa, visto que a ex-manequim está solteira. Tem, isso sim, que ver com o amadurecimento típico da idade, mas, acima de tudo, com o facto de conviver muito bem consigo própria e neste momento querer apenas dedicar-se por completo às duas filhas, Mafalda, de 14 anos, fruto da sua relação com Rui Barata, e Carolina, de nove, da relação com Pedro Ribeiro. Foi durante uma conversa no Castelo da CARAS, em Palmela, que a comentadora da rubrica Calor da Tarde, do programa Contacto, da SIC, falou sobre o bem-estar que sente por não ter namorado, sobre as suas preocupações enquanto mãe e mulher e contou como costumam ser os seus Natais, em família, no Porto. "Aprendi que não é necessário termos alguém ao nosso lado para nos sentirmos felizes e equilibrados." - Começou como manequim. Tem saudades dessa altura?Cláudia Jacques - Muitas. Ainda no outro dia recordei esses tempos, pois fiz um catálogo de moda há um mês e percebi realmente as saudades que tinha. Durante muito tempo achei que já não tinha paciência, pois deixei de achar piada às coisas que gostava na profissão enquanto mais nova, e agora já começo a gostar novamente. [risos] - Tem sido convidada para ser a imagem de diversas campanhas, presumo que isso a deixe feliz...- Claro que sim, principalmente por perceber que já não há um estigma relativamente à idade. - É uma mulher visivelmente bonita, atraente e de sucesso, mas em contrapartida não tem tido muita sorte no amor...- Não... [suspira] Se calhar sou um pouco exigente. [risos] Com o passar dos anos tenho-me tornado mais exigente. "Já não me lembrava da sensação de estar sozinha, pois sempre tive companhia. Agora, estou a achar maravilhoso." - Neste momento, está solteira?- Sim, desde há um ano, por opção. E tenho de confessar que estou a adorar. Já não me lembrava da sensação de estar sozinha, pois sempre tive companhia. Agora, estou a achar maravilhoso. Este foi realmente um ano de grandes mudanças. - Acabou, então, por viver mais para si e fazer uma descoberta maior de si própria?- Exactamente. As prioridades mudam ao longo da vida e, de facto, neste momento, a minha prioridade não passa por ter uma companhia. Para já, não tenho muito tempo disponível para ter um namorado, e o tempo que me sobra quero usufruí-lo comigo, com as minhas filhas e com os amigos. - Será que isso quer dizer que se está a tornar uma mulher diferente?- Sem dúvida, estou realmente uma mulher diferente. Aprendi que não é necessário termos alguém ao nosso lado para nos sentirmos bem e equilibrados. Estou muito mais selectiva em relação a tudo na minha vida. "Com o passar dos anos tenho-me tornado mais exigente." - A década dos 40 tem sido agradável?- Confesso que quando fiz 40 anos não adorei, mas agora, depois de ter ultrapassado essa barreira psicológica, sinto-me muito mais independente e autónoma. Consigo apreciar as coisas e ter a percepção do mundo, dos outros e de mim própria de uma forma muito mais interessante. - Que tipo de mãe é? Sente que está a fazer um bom trabalho na educação das suas filhas?- Acho que essa certeza nunca existe e tenho sempre muitas dúvidas. Ser mãe requer muito de nós e a preparação que temos, no fundo, são os exemplos que recebemos dos nossos pais, mas depois tudo muda, pois os tempos são outros. Como estou a educá-las sozinha, apesar dos pais delas serem muito presentes, há sempre um receio maior, sobretudo com a mais velha, que está a entrar na fase da adolescência e a desligar-se de mim. Tenho sempre muitas dúvidas, pois nunca sei se estou a ser dura ou permissiva de mais com as minhas filhas. - A Mafalda e a Carolina são filhas de pais separados. Isso não fará também com que elas confundam mais facilmente o papel de mãe com o de amiga?- Acho que sou uma mãe liberal e explico-lhes bastante as coisas, mas gosto que elas percebam que eu sou a mãe e não podem pensar que estão de igual para igual. Quero que elas sintam proximidade comigo e me contem as coisas, mas o tipo de relação e de linguagem que têm com as amigas não é o mesmo que comigo. "É mais marcante ter o privilégio de passar a noite de Natal com as minhas filhas do que estar sem elas no dia seguinte." - Nas épocas festivas, como esta do Natal, como costumam equilibrar as coisas por forma a que elas estejam consigo e com os respectivos pais?- A noite de Natal é sempre passada comigo e o dia com os pais. Na passagem de ano, ficam um ano com os pais e no ano seguinte comigo. Felizmente, conseguimos equilibrar sempre tudo muito bem. Temos todos uma relação muito boa, o que também facilita nessas alturas. - E com quem passa o dia de Natal?- Com os meus pais e os meus irmãos. - E não lhe custa não poder estar com elas nos dois dias?- Não, porque dou muito mais importância à noite de Natal e ao facto de estarmos todos em família durante a ceia, de abrirmos os presentes... Para mim é mais marcante ter o privilégio de passar a noite de Natal com as minhas filhas do que estar sem elas no dia seguinte. E ainda bem que os pais delas não se importam que assim seja. [risos] "Nunca sei se estou a ser dura ou permissiva de mais com as minhas filhas." - Parece gostar desta quadra festiva...- Gosto muito, dou muita importância ao Natal. Adoro todos os detalhes desta época, como as decorações, os presentes. Adoro andar pelas ruas enfeitadas carregada de sacos com presentes, ao som das músicas de Natal. - Das tradições natalícias fazem parte uma série de pratos, como o bacalhau, o peru, as filhós. É a Cláudia que faz essas coisas em sua casa?- Não cozinho nada. [risos] Realmente sou preguiçosa no que toca às coisas da cozinha. Felizmente, a minha mãe faz tudo. Ela até fica muito triste por eu nem sequer ter interesse em aprender, pois diz que um dia em que já cá não esteja não há ninguém que dê continuidade aos seus sabores. Ela faz coisas deliciosas, que as netas também adoram. - É notório que se preocupa com a aparência, o que implica ter cuidados com a alimentação. Nesta altura de festas, preocupa-se com o que come?- Nem quero saber, esqueço por completo. [risos] Também são só dois dias!

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