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Betty Grafstein e José Castelo Branco: Última entrevista antes da partida para Nova Iorque

Redacção Caras
29 de dezembro de 2008, 00:00

Alvo de diversas acusações, que incluem assédio sexual e ofensas corporais, por parte de antigos empregados, José Castelo Branco confessa ter "chorado por dentro" com toda esta situação, que tem feito capas de revista e primeiras páginas de jornal. Indignados, José e a mulher, a joalheira Betty Grafstein, decidiram partir para Nova Iorque. Garantem não estar a fugir, "porque quem não deve, não teme", diz José, mas a verdade é que toda esta situação levou Betty a garantir: "Não quero voltar mais a Portugal!" Menos decidido, Castelo Branco declara: "Até Fevereiro, não volto. Vou começar do zero em Nova Iorque e, nem que tenha de servir num restaurante, não vou depender financeiramente da minha Betty."Na última entrevista antes de partirem para Nova Iorque, Betty Grafstein e José Castelo Branco não esconderam que toda esta situação tem gerado problemas e que, até na rua, "as pessoas nos olham de forma diferente". - Três antigos colaboradores vossos apresentaram diversas queixas e têm dado várias entrevistas em que fazem fortes acusações, nomeadamente de assédio sexual e ofensas corporais...José Castelo Branco - Neste momento estou a ser vítima de uma vingança por ser uma figura pública. Isto é uma cabala que deve ter alguém a orquestrar todos os movimentos de modo a prejudicar fortemente a minha imagem. Como é possível que alguém esteja a levantar tantas calúnias?! Como é possível que estejam a dizer tantas barbaridades?!Betty Grafstein - É uma vingança! Não tenho qualquer tipo de dúvida de que se trata de uma vingança e que estão a tentar extorquir-nos dinheiro. Mais, tenho a sensação de que tudo isto esteve a ser planeado durante muito tempo. Nos últimos dias eles agiam de uma forma estranha e eu já estava a ficar com medo deles. "Adoro Portugal, mas se as pessoas nos querem destruir, que felicidade é que posso ter em viver aqui?" (Betty Grafstein) - Estão preparados para levar esta situação até às últimas consequências, nomeadamente a tribunal?José - Tribunal penal! Porque como eles dizem que foram cometidos crimes, eu quero que a situação seja apurada até ao fim. Quem não deve, não teme. E a verdade virá sempre ao de cima! Eu, como guardião da minha família, juro aqui que não vou descansar enquanto isto não estiver resolvido. A Justiça irá fazê-los pagar por tudo aquilo que têm feito. - Como se sentem, como têm vivido estes últimos dias?- Seria hipócrita da minha parte dizer que toda esta situação não me incomodou. Por muito que tente disfarçar, todas essas acusações, feitas por pessoas que viveram ao nosso lado, tocaram-me profundamente e fizeram-me chorar por dentro. E não só a mim. Tudo isto afectou de uma forma extraordinária a minha família, nomeadamente a minha mulher, que também é acusada, a minha mãe, que tem quase 90 anos, e o meu filho, que tem apenas 20. - Na rua, as pessoas olham para si de forma diferente?- Sim. Sinto que as pessoas desconfiam de mim. Muitas apoiam-me e dão-me força, mas são já muitas aquelas que, depois de me reconhecerem, viram a cara. "Viver separado da Betty é quase inconcebível, porque nós somos emocionalmente muito próximos." (José) - É por causa disso que vão para Nova Iorque?Betty - É verdade. Não quero voltar mais a Portugal! Depois de tudo isto que está a acontecer, por que razão haveria de voltar? Adoro Portugal, mas se as pessoas nos querem destruir, que felicidade é que posso ter em viver aqui? Não, não quero mesmo voltar.José - A Betty está decidida a não voltar. Ela está chocadíssima com tudo o que está a acontecer. Agora, para cúmulo, andam a dizer que a Betty é um homem?! Isso é absolutamente ridículo e mesquinho. A minha mulher não tem que se sujeitar a este tipo de coisas e é por isso que não quer voltar a Portugal. - E o José, o que pensa fazer?- Estou a tentar gerir a situação da melhor forma possível. Já avisei a produção do programa [Contacto, na SIC] que vou para Nova Iorque e que preciso de estar fora durante algum tempo. Preciso de sentir que estou a lutar por algo e já o disse à Betty. Vou tentar arranjar trabalho e relançar a minha carreira, com a noção de que em Nova Iorque sou apenas um pequeno peixe num grande aquário. - Então também não vai voltar a Portugal?- Vai depender de várias situações. Mas até Fevereiro não vou voltar e, caso comece a trabalhar, apenas virei cá para tratar de questões pendentes e regressarei de imediato a Nova Iorque. Existem ainda muitos assuntos que nos prendem a Portugal, mas são questões que se resolvem em estadas de alguns dias. "Neste momento, precisamos de calma, tranquilidade, de tempo para estarmos juntos e para pensar." (Betty Grafstein) - Não receiam que acabem por dizer que fugiram por medo ou por as acusações, afinal, serem verdadeiras?- Que disparate! Nós temos casa em Nova Iorque e, que fique bem claro, não estamos a fugir de nada nem de ninguém! Adoro passar o Natal em Nova Iorque, algo que já não faço há muitos anos, e também vou porque tenho um convite irrecusável que me pode abrir portas para a minha carreira internacional. - E a sua mãe e o seu filho?- É precisamente por eles que esta decisão se torna muito difícil para mim. Principalmente a minha mãe, que ficou muito abatida com todas estas situações. - Sente-se preparado para começar do zero e viver no anonimato? Todos sabem que o José adora ser reconhecido e ser o centro das atenções...- Completamente! Já sobrevivi noutras alturas e esta não será diferente. Não se esqueçam que passar do anonimato para a fama é algo que pode acontecer com muita facilidade, mesmo nos Estados Unidos. Todos podem ser estrelas! - E vai viver de quê? Vai ficar dependente da Betty?- Não, de todo! Isso não é nada o meu género. Nem que tenha de ir servir para um restaurante, arranjarei forma de ganhar o meu dinheiro. Não me caem os parentes na lama por causa disso, nem perderei a minha pose, mesmo vestido de garçon. [risos] Posso também voltar a ser marchand. A verdade é que tenho o meu disco e vou tentar encontrar uma editora. Sei que tenho futuro em Nova Iorque. "Não quero falar do dia em que vou perder a minha Betty. Todos os anos peço a Deus que me dê mais dez anos ao lado dela." (José) - Está, então, decidido a recomeçar do zero?- Vai fazer-me bem! De vez em quando, na nossa vida é importante começar de novo. Não temo o futuro, porque confio nas minhas capacidades. Sou um homem de muitos talentos.Betty - Ele é um vencedor e sei que vai conseguir vingar em Nova Iorque. Nesta fase ele vai sem aquela ansiedade de voltar e isso vai dar-lhe tempo para pensar em si próprio. Para o José, será certamente um novo começo. Neste momento, precisamos de calma, tranquilidade, de tempo para estarmos juntos e para pensar. - Estas mudanças podem, de alguma forma, afectar o seu casamento, uma vez que talvez tenha de regressar a Portugal e a Betty ficar em Nova Iorque?- Viver separado da Betty é quase inconcebível. Nem eu nem a Betty nos iríamos sentir bem, porque nós somos emocionalmente muito, muito próximos. - Atendendo a essa proximidade e à diferença de idades, como encara o futuro?- Se está a perguntar sobre o dia em que vou perder a minha Betty, não quero nem falar disso. Apenas digo que todos os anos peço a Deus que me dê, pelo menos, mais dez anos ao lado da minha mulher. E, até agora, Deus tem atendido os meus pedidos. - É nesse contexto de refazerem a vida em Nova Iorque que vão vender a casa de Sintra?- Existe essa vontade. Em virtude do meu trabalho, acabamos por estar juntos apenas algumas horas. Por isso, pensamos em vender e, eventualmente, ter um espaço mais prático e pequeno para as estadas em Portugal. - Também se fala em problemas financeiros...- De todo! E, para provar o que digo, nós não temos urgência em vender, até porque o mercado está em recessão e será difícil alguém, nesta altura, oferecer o real valor desta casa.

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