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Rita Ribeiro planeou um Natal diferente para a sua família

Redacção Caras
22 de dezembro de 2008, 00:00

Alfacinha de gema, Rita Ribeiro sente-se em casa no Porto, para onde se mudou de armas e bagagens em Abril, enquanto protagonista do musical Um Violino no Telhado, de Filipe La Féria, em cena no Rivoli. A forma como foi recebida e é diariamente acarinhada pelos portuenses sensibilizou-a ao ponto de por lá querer ficar mais algum tempo. A viver uma das melhores fases da sua vida ao lado da filha mais nova, Maria David, de 11 anos, e da mãe, Maria José, que a acompanham nesta estada na Invicta, Rita Ribeiro aceitou o desafio da CARAS para uma tarde de compras pelas ruas do Porto.Adepta do comércio tradicional, a actriz e cantora confessou: "As ruas da Baixa portuense estão muito bonitas e sinto-me em família. As pessoas estão sempre a falar comigo e a beijarem-me." Cada vez menos ligada ao lado materialista da vida, Rita Ribeiro defende que a Humanidade tem de desenvolver os valores espirituais e encontrar um ponto de equilíbrio. Para este Natal pede paz e estabilidade e, porque não gosta de rotinas, e aproveitando os dois dias de folga no teatro, convidou o seu clã para passar o Natal num hotel em Viana do Castelo. Porque é uma cidade bonita, tem mar e fica perto do Porto. "Estamos na altura de nos voltarmos para os valores espirituais que são bastante mais importantes que os materiais." - Um Violino no Telhado está em cena desde Junho. Sobra- lhe tempo para viver o espírito natalício desta época?Rita Ribeiro - É um lugar-comum, mas acho que devemos ter espírito natalício todo o ano. Um pequeno gesto nosso pode influenciar uma pessoa, e isso é incrível. Mas é bonito ver a cor e a alegria que as pessoas têm no Natal. - Está profundamente ligada à sua filha mais nova. São esses os valores que lhe transmite?- A Maria nasceu quando eu tinha 42 anos, faz parte de uma fase da minha vida em que eu já sabia que somos responsáveis por tudo o que fazemos na nossa vida e que isso se repercute e influencia o todo. E ela vive isso comigo, nasceu de uma grande vontade que tive em ter outro filho e veio ensinar-me muito acerca de mim própria. "Quero desfrutar ao máximo do Natal e do tempo em família." - Como vai ser o vosso Natal deste ano?- Vamos passá-lo num hotel em Viana do Castelo. Já pensava nisto há bastante tempo e surgiu a oportunidade este ano. Gosto de fazer coisas diferentes, não sou rotineira. É uma prenda que ofereço à família e a mim mesma, que estou a trabalhar ininterruptamente desde o início de Abril... - Não sobra tempo para cozinhar...- Nem pensar, apesar de eu adorar! Quero desfrutar ao máximo do Natal e do tempo que vou ter para a minha família. Vou ainda aproveitar para fazer um balanço do ano e programar o caminho que ainda está por percorrer. Isto só se pode fazer em serenidade, e é isso que vou ter em Viana do Castelo. - Apesar de viver o espírito da partilha durante todo o ano, os presentes são inevitáveis.- Dou cada vez menos. Acho que estamos na altura de nos voltarmos para os valores espirituais, que são bastante mais importantes. "Sinto-me em casa no Porto. Adoro Lisboa, mas estou a viver aqui uma das fases mais gratificantes da minha vida." - Mas a Maria ainda é uma criança e deve ter feito pedidos de Natal...- Ela faz uma colagem muito engraçada com as coisas que gostaria de ter. Uma carta muito criativa e pormenorizada, com fotos e preços, por ordem de preferência... É uma criança muito generosa e compreensiva. - E à Rita, qual era o melhor presente que lhe podiam dar?- Continuidade de trabalho, que, felizmente, vou ter. Depois de Um Violino no Telhado vamos estrear outro espectáculo aqui no Porto. Espero continuar a evoluir como ser humano e conseguir ver com discernimento as oportunidades que a vida me vai dando. E que as mágoas, que também as tenho, se transformem em milagres, para eu poder estar cada vez mais disponível para viver em abertura. - Está no Porto desde Abril. Como se está a dar por cá?- O meu avô dizia que nós somos de onde nos tratam bem. As pessoas aqui têm um calor e um afecto extraordinários. Apesar de adorar Lisboa, estou a viver uma das fases mais gratificantes da minha vida no Porto. Estou muito grata por este projecto ter acontecido. É um momento de reestruturação na minha vida, a todos os níveis, até mesmo familiar. Tenho a Maria comigo e a minha mãe; e a minha filha mais velha, a Joana, vem cá algumas vezes.

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