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Leonor e João Maria, os bebés que tornam mais rico o Natal da família Ornellas e Vasconcelos

Redacção Caras
22 de dezembro de 2008, 00:00

Ele é ribatejano e ela alentejana, o que faz com que no Natal tenham de percorrer vários quilómetros entre Lisboa, onde vivem, Salvaterra de Magos, onde moram os pais de Gonçalo Ornellas e Vasconcelos, e Beja, onde vivem os pais de Leonor, para conseguir estar com as famílias de ambos.A CARAS conhece bem o casal, uma vez que o acompanhou durante o namoro, o casamento e, finalmente, no nascimento da primeira filha, Leonor, que tem o mesmo nome que a mãe, de15 meses, e que este ano já vai viver o Natal "de outra maneira vai interagir mais", como referiu a mãe, que define a experiência da maternidade como algo "espectacular".Gonçalo continua dedicado à actividade de criador de cavalos lusitanos e de cães de raça labrador; Leonor, formada em Matemática, é gestora de Projectos na PT Pro.No próximo ano, Gonçalo pede força para trabalhar ainda mais, de forma a manter a qualidade que conseguiu com os seus cavalos e cães nos últimos dois anos. Além do trabalho, pretende continuar a dedicar uma parte do seu tempo a aumentar a sua colecção de quadros, que já possui obras assinadas por Diogo Navarro, Pinto Coelho e Serrão de Faria.Gonçalo e Leonor Ornellas e Vasconcelos abriram as portas do seu apartamento à CARAS, para mostrar como vivem o espírito do Natal. Porque embora se dividam pelas várias casas da família, este ano, a pensar na filha, fizeram questão de decorar a casa a preceito. "Este ano a Leonor já vai perceber a excitação do Natal." (Gonçalo) - Como tem sido a vossa vida desde que a Leonor nasceu?Gonçalo Ornellas e Vasconcelos - Estes últimos dois anos foram muito bons quer em termos pessoais, quer profissionais. Primeiro, porque nasceu a nossa filha, o que gerou uma mudança brutal na nossa vida. Mesmo achando que estava preparado para ser pai, só se sabe realmente o que isso é quando se torna uma realidade. - É o tipo de pai que é capaz de mudar fraldas?- Mudo fraldas, dou biberão, dou banho, mas do que gosto menos é mesmo de mudar fraldas. A Leonor sai à família, ou seja, dorme muito bem, e chega a dormir 12 horas seguidas. Ela é óptima, porque enquanto há festa ela aguenta. "Vamos dando os presentes à Leonor um a um ao longo do tempo." (Gonçalo) - Este vai ser o primeiro Natal com a Leonor a andar e a poder desembrulhar presentes...- Sim, este ano a Leonor já vai perceber a excitação do Natal. Ela é muito simpática e tem um feitio óptimo.Leonor Ornellas e Vasconcelos - A Leonor é um bebé muito querido, come e dorme muito bem. Esta fase está a ser óptima. A maternidade é óptima, aconselho vivamente. - Disse que estes últimos dois anos foram bons também no aspecto profissional. Porquê?Gonçalo - O ano de 2007 correu muito bem. Fui criador campeão da raça labrador na categoria de Beleza no Brasil e em Portugal. Com os cavalos também fui campeão na classe de um ano com o Belmonte. E este ano ainda foi melhor. Esse mesmo cavalo voltou a ser campeão, agora na categoria de dois anos, e depois a minha égua Queens conseguiu o título de Campeão dos Campeões, que é ainda mais difícil. - Esta sua actividade continua a obrigá-lo a ir todos os dias de Lisboa para Salvaterra de Magos?- É verdade. Continuo a ir diariamente para a Quinta da Mata d'el Rei, que é da família, onde tenho os cães e os cavalos, mas para mim é muito fácil ir para lá. Continuo muito agarrado ao campo e é para lá que gosto de ir. E sou muito criticado, porque perco lá muito tempo. "Os nossos pais são muito mais brandos para os netos do que foram para os filhos." (Gonçalo) - A sua mulher queixa-se?- A Leonor queixa-se muito, mas aquilo é o que gosto realmente de fazer. Ela não tem muita paciência para ouvir as conversas sobre cavalos, porque não consegue acompanhar, mas se ela estiver a falar de Matemática, eu também não consigo acompanhar. - Casaram-se em Julho de 2005, em 2007 tiveram a Leonor... está tudo a correr como esperavam?- Está tudo a correr como eu esperava. Penso sempre que só cá vimos uma vez e que devemos facilitar a vida e fazer o máximo possível das coisas de que gostamos. Às vezes há que abdicar de alguma coisa. Eu prefiro sempre ser positivo e pensar que bom é darmo-nos bem, até porque profissionalmente tanto um como o outro temos muitos problemas e resolvemos não os trazer para casa. É bom não trabalharmos em profissões parecidas e só eu é que, de vez em quando, trago os problemas para casa. [risos] - No espaço de dois anos, a família Ornellas e Vasconcelos recebeu dois novos elementos. Os seus pais têm sido avós permissivos?- Deixam os netos fazer coisas que nós nunca fizemos... Tanto para os meus pais, como para os pais da Leonor, foi muito bom aparecerem os netos. No caso da Leonor e do João Maria, o filho da minha irmã Joana, os avós mimam-nos muito. Acho que os nossos pais são muito mais brandos para os netos do que foram para os filhos. "A Leonor é um bebé muito querido, que dorme e come bem. A maternidade é óptima, aconselho vivamente." (Leonor) - Que recordações tem dos Natais na quinta da família?- Tenho muito boas recordações, quer dos Natais que passámos na quinta, quer dos que passámos na Madeira, que é a terra do meu pai. Eu gosto de promover a alegria e o bom humor e no Natal gosto sempre de arranjar uns presentes surpresa divertidos. Por isso, toda a gente fica à espera dos meus presentes. O que me dá mesmo gozo é arranjar esses presentes de brincadeira. Sempre foi hábito na família darem-se presentes simbólicos. Uma tradição de Natal, imposta pelo meu cunhado Gonçalo, é carregar a lareira com muito mais lenha do que é habitual, porque em Salvaterra de Magos faz muito frio. - Agora que estão casados, como é que fazem para estar com as respectivas famílias?- Quando é na Madeira, é mais complicado, mas quando ficamos cá, passamos a noite da consoada no Alentejo com os pais da Leonor e depois no dia 25 voltamos para Salvaterra de Magos.Leonor - Na minha família, passávamos sempre o dia 24 no Alentejo e, quando os meus avós paternos ainda eram vivos, vínhamos passar o dia de Natal a Lisboa. Fazíamos tudo muito tradicional, comíamos bacalhau a 24 e peru a 25. "Este ano a Leonor vai interagir muito mais." (Leonor) - Vão rechear o sapatinho da Leonor com presentes?Gonçalo - Não a temos atafulhado de presentes... Geralmente, vamos-lhe dando os presentes um a um e ao longo de um período de tempo. E do que ela gosta mais é mesmo de animais. Quando está na quinta, adora estar com os animais, principalmente com uma cadela a que está sempre a dar bolachas.Leonor - Este Natal vai ser muito mais giro. Ela vai interagir muito mais do que o ano passado, em que só tinha três meses. - Se gosta assim tanto de animais, talvez venha a seguir a actividade do pai...Gonçalo - Até gostava que ela não gostasse tanto de animais, porque a vida não é fácil. E não sei se ela vai ter a sorte do pai e ter as possibilidades que eu tive para realizar os meus sonhos.

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