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Grávida de 18 semanas, Sofia Jardim está radiante com a ideia de ter uma menina

Redacção Caras
22 de dezembro de 2008, 00:00

Nunca quis ser mãe nem nunca invejou a vida de casada das amigas. Muito pelo contrário. Sofia Jardim dava demasiado valor à sua independência e queria viver tudo aquilo a que tinha direito sem 'encargos maiores'. Viagens, trabalho, amigos, família... tudo estava em primeiro lugar, antes de um marido e filhos. Até que, aos 34 anos, o destino trocou-lhe as voltas. A relações-públicas está grávida de 18 semanas e aguarda agora com muita ansiedade a chegada do seu primeiro filho ao lado de Domingos Amaral, director da revista GQ. Ainda não há certezas absolutas, mas tudo indica que seja uma menina. - Ser mãe nunca foi um objectivo para si...Sofia Jardim - Nunca senti o chamamento, o bater do relógio biológico, até agora. Sempre que via as minhas amigas grávidas, olhava para elas e pensava: "Coitadas!" Não queria ser mãe e achava que não era para mim esse papel. - Mas porquê?- Não me arrependo nada do que fiz até hoje e acho que vivi sempre a vida que quis. Não paro e penso: "Ai que saudades de quando tinha 18 anos!" Acho que se tivesse tido um filho antes - não vou dizer que seria péssima mãe ou que iria odiar -, não teria sido certo, não era uma coisa que queria. Precisava de viver muito mais e de fazer as coisas todas que fiz para sentir depois que estava preparada para ter uma criança. Porque até agora nunca me senti preparada. "O Domingos sossega-me imenso. É muito protector comigo e superatencioso." - E agora já sente?- Agora sim. Quando a minha tia Cinha [Jardim] me deu uma cadela, a Nicky, o ano passado, as pessoas diziam que me estava a preparar para ser mãe. E se calhar até me ajudou. Apesar de ser um cão, trato-a como se fosse minha filha. De manhã deixo-a na minha mãe, ao final da tarde vou buscá-la, nunca a deixo sozinha, se quero sair à noite, deixo-a com a babysitter... Já abdiquei de programas por causa dela. E comecei a perceber que, de facto, era bom ficar em casa por causa de alguém e que não me importava de abdicar das minhas coisas, o que até agora não tinha sentido. - Como reagiu quando soube que estava grávida?- Nós já tínhamos falado sobre o assunto, porque o Domingos, que já tem dois filhos, gosta muito de ser pai e diz que é a melhor coisa do mundo. Ele dizia-me que queria imenso ser pai outra vez e eu respondia que sim, um dia. E realmente aconteceu mais depressa do que eu estava à espera. Portanto, fiquei um pouco surpreendida e demorei um bocado a adaptar-me à ideia. E quando não estou enjoada, até me esqueço. Às vezes olhos para a minha barriga e lembro-me: "Espera, estou grávida!" Mas fiquei e estou muito feliz. - E qual foi a reacção do Domingos?- Ficou superfeliz. Disse que era a melhor coisa do mundo, que era maravilhoso. E ver a reacção dele ajudou-me imenso. E, de facto, já tive uma vida tão preenchida, que está mesmo na altura certa de ser mãe. - Então encarou tudo com facilidade...- Houve um choque inicial por ser tão cedo, mas era apenas uma questão de meses. Foi uma gravidez planeada e tenho uma família enorme que está desejosa que a criança nasça. "O Domingos já foi casado... Para mim, casamento pelo civil não faz muito sentido. Fazia, sim, se fosse pela Igreja." - Vai ser rapaz ou rapariga?- Ainda não há certezas, mas o médico disse que, em princípio, vai ser uma menina. Eu também acho que sim. As nossas famílias ficaram muito contentes quando souberam que era uma menina. O importante é que venha bem e saudável, é verdade, mas como eu fui criada numa família cheia de mulheres, acho que, para mim, é mais fácil lidar com mulheres. Nós somos muito cúmplices e defensoras umas das outras, damos imensos conselhos... e acho que temos uma relação tão gira que eu queria passar isso e ter essa mesma relação com a minha filha. - Sente aqueles receios naturais de quem vai ser mãe pela primeira vez?- Acho que não. Por acaso não estou com medo, porque sei que não vou estar sozinha, sinto mesmo que não vou criar esta criança sozinha, até porque tenho uma família enorme e qualquer dúvida que tenha, tenho sempre a quem recorrer. Além de sermos uma família grande, somos muito unidos. - O Domingos já tem dois filhos, a Carolina e o Duarte, de dez e sete anos. A experiência dele deve tranquilizá-la...- Sim, ele sossega-me imenso. É muito protector comigo e superatencioso. É óptimo. Sinto-me um bocado mimada. Nem me deixa levantar a mesa... Estou a adorar esta atenção toda. - Como é que os filhos dele reagiram à notícia de que vão ter uma irmã?- Ficaram muito contentes. Até já fizeram listas com os nomes para o bebé. Dizem que são eles que vão escolher o nome. - Vai deixá-los escolher o nome?- Vou deixar ao critério das duas famílias. A família do Domingos também ficou muito contente com a notícia. Adoro-os. Não os conheço há muito tempo, mas parece precisamente o contrário... Sinto-me muito bem com eles e é como se estivesse com a minha família. Achei que acertei em tudo. "Foi uma gravidez planeada e tenho uma família enorme desejosa que a criança nasça." - Mais feliz não poderia estar...- É verdade. Estou mesmo feliz. A nível profissional, estou superfeliz, e a nível pessoal... o Domingos completa-me imenso. Com ele sinto paz e estabilidade. - O casamento está nos vossos planos?- Não. O Domingos já foi casado... Para mim, casamento pelo civil não faz muito sentido. Fazia sentido, sim, se fosse pela Igreja, não sendo, não preciso. É um documento de que não preciso. Tive esse sonho quando era mais nova, até aos 26 anos, depois desisti. Estive uma vez para me casar, mas depois achei que não era a altura certa. Estava a sentir-me como um pássaro preso numa gaiola. Não estava preparada, precisava de viver mais. - E a sua família nunca lhe 'exigiu' o casamento?- Das minhas tias todas, a minha mãe, como é a mais velha das irmãs, é a mais tradicional. Portanto, percebo que para os meus pais não tenha sido fácil aceitar esta minha opção. Mas, de facto, ou era pela Igreja ou não fazia sentido algum.

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