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Ricardo Sousa e Vera Manzoni ansiosos pelo nascimento do seu segundo filho

Redacção Caras
21 de dezembro de 2008, 00:00

Fizeram a ponte entre Lisboa e Santarém durante quase nove anos, pois cada um vivia na sua cidade, mas sempre estiveram conscientes que não seria a distância que os ia separar. A designer de jóias Vera Manzoni, de 30 anos, e o empresário no ramo imobiliário Ricardo Sousa, de 29, formam hoje um casal feliz e confirmam diariamente que o amor que vivem, já consolidado com um filho, Santiago, de 15 meses, valeu o esforço. Em Abril, chegará mais um bebé, que, se for menina, irá chamar-se Bárbara. Casados há apenas dois anos, e já depois de terem começado a viver juntos, Vera e Ricardo organizam a sua vida o melhor possível para poderem desfrutar e partilhar a existência do filho. Todos os dias viajam do Estoril, onde vivem, para Lisboa, onde trabalham, e vale-lhes o apoio diário de uma empregada que vigia atentamente, "e com muito carinho", garante Vera, o pequeno Santiago. O casal optou por ter em casa uma ama para o filho depois da experiência num infantário não ter sido a melhor, já que Santiago estava sempre doente.Vera divide o seu tempo profissional entre o ateliê que partilha com amigos na Praça da Figueira e a actividade de vitrinista que pratica frequentemente na loja da mãe, o Espaço Batalha, o único que sobreviveu à venda da bem conhecida Casa Batalha, propriedade dos avós de Vera. Aliás, foi nesse mundo de colares, contas, missangas, fios e pérolas que Vera Manzoni desenvolveu o gosto pela joalharia e bijutaria, embora a preferência vá, sem sombra para dúvida, para a criação de jóias. "Gostava de ter uns sete filhos, [risos] mas nos dias de hoje é difícil e eu também não quero deixar de trabalhar." (Vera) - Como começou a vossa história de amor?Vera Manzoni - Eu e o Ricardo conhecemo-nos há 13 anos e namorámos 11. Conhecemo-nos no Algarve e começámos a namorar tinha eu 17 anos e o Ricardo 16, e nunca mais nos separámos. Ainda vivemos dois anos juntos e ao fim desse tempo resolvemos casar-nos. Fizemos em Novembro dois anos de casados. - Segundo sei, o vosso namoro foi vivido entre Lisboa e Santarém. Foi difícil?- Foi sempre um namoro à distância, porque o Ricardo vivia em Santarém e eu em Lisboa, mas se calhar isso também nos ajudou a ficarmos mais próximos. Eu estava sempre desejosa de ir para Santarém e o Ricardo de vir para Lisboa. Acho que isso cimentou a nossa relação. "O Ricardo é muito mais calmo do que eu, mais sério e introvertido." (Vera) - Como descrevem as vossas personalidades?- Somos muito diferentes um do outro. O Ricardo é muito mais calmo do que eu, mais sério e introvertido. Eu sou o oposto e se calhar é por isso que estamos juntos. Acho que se não fosse assim nos cansaríamos um do outro. [risos] - Nestes onze anos já passaram muitos Natais juntos. A tradição é à ribatejana ou à lisboeta?- Passamos o Natal a andar de carro. Vamos para o Ribatejo e depois vimos e passamos o Natal em quatro ou cinco casas, porque quero sempre estar com toda a minha família, que é muito grande. Confesso que é muito cansativo. "Começámos a namorar tinha eu 17 anos e o Ricardo 16. A partir daí nunca mais nos separámos." (Vera) - Que tradições se viviam na sua família?- O meu avô ia para a última assoalhada da casa e nós seguíamos todos atrás para pôr os sapatinhos. Depois, ele contava as badaladas à meia-noite e nós gritávamos imenso e corríamos para abrir os presentes. Hoje isso já não acontece, porque já não passo a meia-noite com os meus pais. Temos de nos dividir entre as várias casas. - O que é que mais gostam no Natal?- Acho que apreciamos especialmente o espírito natalício e, principalmente, estar em família que, para mim, é muito importante. Mas é claro que também gostamos da troca de presentes. "Sempre vi a minha avó a fazer colares e ainda hoje a vejo a fazê-los, porque não consegue estar parada." (Vera) - Quando é que descobriu que queria ser designer de jóias?- Muito cedo. O meu avô e os irmãos eram os donos da Casa Batalha e, talvez por isso, desde muito cedo que me deixei fascinar por adereços e acessórios. Na adolescência comecei a fazer pequenas peças que vendia no Algarve, e isto foi crescendo. Depois, inscrevi-me no curso de Ourivesaria e Metais da António Arroio, frequentei o ARCO dois anos, e depois fui para o Porto durante quatro anos, tirar o curso superior de Joalharia. - Foi então contagiada pelo ambiente familiar... - É verdade. Sempre vi a minha avó fazer colares e ainda hoje a vejo fazê-los, porque não consegue estar parada - nisso somos muito parecidas -, é uma coisa de família. Quando vim do Porto, pensei abrir o meu espaço, porque não consigo trabalhar em casa, tenho de sair e ver pessoas, e surgiu a hipótese de ter um ateliê que já estava montado. Nessa altura juntei-me ao Pedro Cruz e à Paula Paour. Todos os dias apanho o comboio e vou para Lisboa. "Passo a vida a dizer que ser mãe é a melhor coisa da vida. Quando olhei para o Santiago, só me apetecia chorar." (Vera) - Tem por hábito oferecer as suas criações à família?- Às vezes sim, mas só às pessoas mais importantes. O Ricardo tem 'montes' de botões de punho e agora o filho também há-de ter. Aliás, a partir de agora quero arranjar uns frasquinhos com os nomes dos filhos para todos os anos pôr lá um grama de ouro. Depois, quando forem crescidos, derretem-no e fazem o que quiserem. - Há mais alguém na família dedicada às jóias?- A minha irmã faz bijutaria, tal como eu também a faço. Eu faço também a decoração das montras da loja da minha mãe, para a qual faço bijutaria. Mas o que me dá mais prazer mesmo é a joalharia, nomeadamente os anéis de noivado. - Na vida do dia-a-dia, qual de vocês os dois cede mais?- Eu sou mais teimosa do que o Ricardo. Ele até diz às vezes que eu tenho um feitio difícil. "Lembro-me do meu avô contar as doze badaladas à meia-noite e de depois irmos todos a correr e a gritar imenso para abrir os presentes." (Vera) - Como foi a experiência da maternidade?- Passo a vida a dizer que é a melhor coisa que há na vida. Olhei para o Santiago e só me apetecia chorar de emoção. - E o próximo bebé, foi planeado?- A Bárbara - espero que seja uma menina - foi completamente planeada. Toda a gente diz que nós somos malucos, porque eles vão ter apenas 20 meses de diferença. Eu acho que temos de despachar tudo agora. E espero ter três filhos. Confesso que gostava de ter uns sete, [risos] mas nos dias de hoje é difícil e eu também não quero deixar de trabalhar. Eu e os meus irmãos somos três e é um número óptimo. - Têm planos especiais para o futuro dos vossos filhos?- Essencialmente, queremos que frequentem uma boa escola. Quanto à profissão, que escolham a que quiserem, desde que os faça felizes.

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