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Rita Ferro: "Uma mãe deve cometer erros, uma boa mãe deve saber emendá-los"

Redacção Caras
20 de dezembro de 2008, 00:00

O seu nome gera muitas confusões. "Tenho sempre de verificar se estão a falar para mim ou se querem antes falar com a minha tia [a escritora Rita Ferro] ou com a Rita Ferro Rodrigues." Esta Rita Ferro, de 32 anos, repórter do Caras Notícias, tirou o Curso de Marketing e Publicidade no IADE, tem uma Pós-Graduação em Comunicação e Imagem e desde 2001 que trabalha na SIC. Conta que a princípio era muito envergonhada, mas que o microfone a obrigou a ultrapassar a vergonha de falar com pessoas que não conhecia. Cresceu profissionalmente, e também a nível pessoal, sobretudo desde o casamento, em Maio deste ano, com o gestor Bernardo Alvim. Os dois esperam agora o primeiro filho, uma menina, cujo nascimento está previsto para o Dia dos Namorados, 14 de Fevereiro. Maria é o nome que está escolhido para a bebé, que foi, naturalmente, o tema central desta conversa. "A minha filha é um presente de Deus, o melhor que se pode receber. Nunca vivi nada que se assemelhasse a isto." - Este bebé foi planeado?Rita Ferro - Foi pensado, planeado e desejado. O casamento e a maternidade tomaram sentido na minha vida a partir do momento em que descobri a pessoa com quem queria construir tudo isso. Depois, foi só deixar acontecer. - Vê esta filha como um presente da vida?- Sim, um presente de Deus. O melhor que se pode receber. Nunca vivi nada que se assemelhasse a isto. Agora, só o nascimento dela pode superar tanta alegria. "Como a gravidez a princípio não estava a correr bem, passámos muito tempo ansiosos." - Imagino que a primeira ecografia tenha sido emocionante...- Foi uma emoção. Como a gravidez, a princípio, não estava a correr bem, estivemos muito tempo ansiosos à espera da primeira ecografia. Às 13 semanas pudemos espreitar a Maria e ver que estava óptima. Hoje em dia as ecografias são tão precisas que se percebe tudo. Vimos um bebé, já todo formado, e a mexer-se imenso. No relatório, o médico escreveu que estava com excelente vitalidade e saímos de lá emocionados e orgulhosos. - Foi fácil chegar a consenso sobre o nome?- Foi muito fácil. É um nome de que gostamos os dois, por isso não foi nada complicado. De repente, a nossa filha tinha cara de Maria e nenhum outro nome se adequava. - Que características do Bernardo gostava que ela herdasse?- Se herdar todas as características do Bernardo, vai ser uma óptima pessoa. Acima de tudo, quero criar um bom ser humano, com a sua própria personalidade. "Se herdar todas as características do Bernardo, a Maria vai ser uma óptima pessoa. Acima de tudo quero criar um bom ser humano." - A Maria vai ser a primeira de mais filhos?- Estou a gostar tanto da experiência que me parece que vou repetir. Mas cada coisa a seu tempo. Agora vem a Maria e quero aproveitar todos os segundos com ela. Até porque já tive de a inscrever na creche e ela ainda nem nasceu. Foi um sofrimento, parecia que estava a dá-la e ainda nem a tenho... - E o quarto já está pronto?- Ainda não. Nem perto disso. Nos primeiros tempos, como pretendo amamentar, ela vai ficar connosco, o que nos dá algum tempo para preparar tudo. Tenciono fazer eu várias coisas. Vou ter umas aulas de pintura decorativa, que me vão ser muito úteis, e reciclar, pintar paredes e móveis. É um curso que queria tirar há muito tempo e agora chegou a altura certa. Dá muito mais gozo quando é feito por nós. O Querido Mudei a Casa é muito útil para estas situações. Imagino um quarto muito cor-de-rosa, como eu sonhei quando era criança... "Estou a gostar tanto da experiência que me parece que vou repetir. Mas cada coisa a seu tempo." - A gravidez veio alterar, de alguma forma, o seu ritmo de vida?- Sim, tive de alterar um bocadinho. Primeiro, estive quatro meses de baixa médica. Depois, recomecei a trabalhar e, apesar de ter tido um ritmo mais calmo, há dias comecei com contracções e tive de ir para o hospital. A Maria está cheia de pressa de nascer e pregou-nos um susto. E agora vou ter de ficar em casa até ao final da gravidez. A minha vida vai ser cama-sofá, sofácama. De resto, é o normal de qualquer gravidez: Atitude positiva, comida saudável e descanso são fundamentais para nos sentirmos bem. - O que é ser uma boa mãe?- Acho que não haverá uma receita ou definição, mas seria bom. Se eu for metade daquilo que a minha mãe foi e é comigo, já seria maravilhoso. Gostava de ter a capacidade de amparar sem restringir. Uma vez li que ser mãe é como ser um porto seguro: deixar os nossos filhos conhecerem o mundo a saberem que poderão sempre regressar aos nossos braços. Uma mãe deve cometer muitos erros, uma boa mãe deve saber emendá-los. Com humildade e inteligência, devemos tentar fazer o nosso melhor, e isso deve bastar para eles saberem que foi com amor, mas que erramos porque somos seres humanos. "Atitude positiva, comida saudável, descanso e poucos esforços são fundamentais para nos sentirmos bem." - Já começaram a ter os vícios dos pais que vão às compras e já não compram nada para eles, mas sim para os filhos?- Um bocadinho. Não sou muito consumista, mas é inevitável que se comprem algumas coisas. Tentamos restringir-nos ao essencial, porque as crianças crescem muito rapidamente. Tenho muitas coisas de família e de amigas que passam de filho para filho. O problema maior é ser uma rapariga, porque há coisas de se perder a cabeça... Também passa pela educação que gostava de dar à Maria, de ensiná-la a não desperdiçar e a partilhar. Quero prepará-la para os atropelos da vida e dar-lhe instrumentos para ser feliz. Se ligar pouco às coisas materiais, não se magoa tanto nas quedas. - Qual foi a primeira coisa que compraram?- Lembro-me mais do que nos ofereceram, porque comprámos pouco. A minha mãe e a minha irmã fizeram muitas coisas em lã... cor-de-rosa. "O presépio é mais importante que a árvore; a Missa do Galo mais relevante que os presentes." - Este Natal já vai ser pensado a três?- Vai, porque parece-me que os presentes, este ano, já vão ser todos para ela. Além disso, vou ter uma barriga tão grande que não dá para esquecer... É impossível não pensarmos nela hoje em dia. Apesar de ainda não ter nascido, já é a nossa filha e tratada como tal. É o que se chama sermos uma família. Mas parece-me que, mais do que este, o Natal do próximo ano vai ser especial, porque ela já vai estar connosco. - Pensa alimentar a fantasia do Pai Natal?- Eu sou católica e o Natal é um reflexo da minha educação religiosa. Em minha casa nunca se falou muito do Pai Natal. Era, e ainda é, o Menino Jesus quem dá os presentes. E sempre poucos. O mais importante era estarmos em família e festejar este momento. O presépio é mais importante que a árvore; a Missa do Galo mais relevante que os presentes. Os meus pais tentaram que não nos dispersássemos com futilidades e espero fazer o mesmo com a Maria.

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